Como processar emoções: o primeiro passo para o autoconhecimento

Emoções são sentimentos originados por múltiplos impulsos, e que possuem naturezas distintas.

Experienciar uma emoção é uma vivência única para cada ser humano, pois cada um de nós sente a vida, o mundo e os muitos elementos que fazem parte desses espectros de formas diferentes. 

Saber lidar com as próprias emoções é uma etapa fundamental no processo de desenvolvimento pessoal de um indivíduo.

Mais do que isso: processar esses sentimentos de forma positiva, saudável, é uma ferramenta que pode nos diferenciar nos mais variados setores da sociedade e melhorar nossos relacionamentos com as pessoas que estão à nossa volta.

Logo, é essencial para trabalharmos em nossas People Skills, ou Soft Skills, que são nossas habilidades comportamentais, sociais e interpessoais. 

Mas como aprender a processar algo tão subjetivo e particular? 

Não existe fórmula, naturalmente. Porém, existem algumas boas práticas que acredito que podem te ajudar no seu autoconhecimento:

Boas práticas para entender e processar suas emoções

É muito comum presenciar pessoas chegando mal humoradas e agressivas em casa ou no trabalho, tratando seus familiares e colegas de forma rude, impaciente e injusta. 

Qual a raiz dessas emoções? 

Nossa incapacidade de observar nossos sentimentos nos faz vítimas deles. Não é que certos incômodos não sejam legítimos; porém, é necessário compreender de onde eles vêm, para que sejam resolvidos, ou canalizados de forma mais positiva.

Em seu livro “Inteligência Emocional”, Daniel Goleman afirma que um dos primeiros passos para se adquirir essa habilidade interpessoal é observar e  conhecer nossas emoções. 

Como?

 

1. Fale sobre isso (comunique-se sobre como você se sente)

Muitas pessoas não foram treinadas para expressar o que sentem através da oratória. Entretanto, ao contrário do que a maioria pensa, essa habilidade pode ser adquirida e quando nos referimos a emoções, ela é extremamente necessária. 

Liberar o que sentimos através das palavras é capaz de nos deixar mais tranquilos e menos negativos. O resultado de falar sobre o que acontece dentro de nossa mente propicia benefícios ao nosso estado emocional e ao nosso bem-estar e facilita relacionamentos saudáveis e harmoniosos em nossas vidas, pois ele parte do princípio de que não só reconhecemos determinadas emoções, mas admitimos sua existência e o porquê de ela se manifestar.

Parte imprescindível da comunicação é formular a mensagem que estamos passando de modo que ela seja compreendida e estimule uma troca com nosso interlocutor. E emoções são ferramentas comunicacionais!

Vale lembrar que as pessoas não tem como saber o que nós sentimos nem o que queremos e esperamos delas.

Por isso os feedbacks, quando assertivos, são tão enriquecedores: quem escuta recebe um presente, sabe exatamente onde precisa melhorar. 

É importante expressar nossas ideias, falar como nos sentimos e ser assertivos sem ser agressivos e desrespeitosos com os outros, ainda que estejamos sofrendo.

 

2. Sinta (permita-se sentir)

Existem pessoas que, diante de sentimentos “ruins” – como tristeza, raiva, angústia -, têm a impressão de que estão sendo fracas, inconvenientes, e que não deveriam estar sentindo determinadas emoções.

Porém, não existe essa de “sentimento ruim” ou “sentimento bom”, no sentido de que uns devem ser sentidos e outros não.

A dualidade e a oposição são inerentes à vida e passar por alguma situação difícil é importante para que os momentos bons tenham valor. 

Sentimentos desconfortáveis não são errados, eles sempre existiram. O problema é que fomos educados a pensar que não podemos sentir nenhuma emoção que não seja positiva, sem nos darmos conta do quanto isso pode ser nocivo para nosso bem-estar.

Mindfulness não é estar sempre bem. É entender o que estou sentido e por que estou sentido aquilo.

Diante disso, permita-se sentir e esteja ciente de que muitas emoções são difíceis e que seus efeitos podem ser notados até fisicamente. Quanto mais esses sentimentos são negados e reprimidos, maiores eles se tornam. 

Expandir  e melhorar nosso autoconhecimento não é sentir menos, mas adicionar consciência a esse processo.

 

3. Relaxe e respire (pratique a meditação)

A respiração está intimamente ligada às emoções. Quando alguém tem um caso de agitação emocional, por exemplo, sua respiração se altera. 

Focar em uma respiração equilibrada, que preenche nosso corpo, pode fazer maravilhas pela nossa saúde emocional.

Aliás, você sabia que parte superior do pulmão é responsável por cerca apenas 30% da nossa capacidade respiratória, logo estamos muito abaixo do nosso verdadeiro potencial? 

É por isso que muitos profissionais especializados nessa área explicam que a nossa respiração deveria ser diafragmática ou abdominal, garantindo uma melhor oxigenação do corpo.

Quando prestamos atenção ao ato de respirar, asseguramos muitos benefícios, como redução da ansiedade, melhora da postura corporal e diminuição do cansaço.

A meditação, muito mais do que “esvaziar a mente”, trabalha justamente o foco na respiração e no que ela está te comunicando a respeito das suas emoções. 

Recomendo muito tirar pelo menos 10 minutinhos por dia para meditar como parte da sua jornada de autoconhecimento!

Caso você queira ir ainda mais fundo nas suas emoções…

 

Escreva

Segundo uma pesquisa feita na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, realizada com um grupo de mulheres com câncer, escrever sobre sentimentos pode melhorar a saúde e ajudar na remissão dos sintomas da doença. 

De maneira similar, pessoas muito ansiosas que não se sentem confortáveis em conversar diante de algumas circunstâncias, encontram na escrita um grande refúgio, onde podem desabafar e expor suas emoções.

Qualquer pessoa pode começar a escrever. Assim como a oratória, escutatória e tantas outras habilidades interpessoais, essa também é uma prática que pode ser adquirida! 

Você pode comprar um diário ou dedicar uma pasta no drive apenas para isso. E, quem sabe, até começar um blog!

Ao exercitar essa capacidade, adquirimos autoconhecimento e podemos entender com mais clareza as situações que vivemos, seja agora ou no passado.

 

Exercite-se

Sabe aquela máxima “mente sã, corpo são?”. Pois é. É clichê porque é verdade.

O exercício ajuda a processar a energia do nosso corpo e isso acontece também graças a liberação da endorfina, uma substância extremamente importante que nos proporciona sensações de bem-estar e felicidade. 

Graça a esse hormônio, podemos sentir menos os efeitos do estresse ou da ansiedade que tanto atrapalham nossos relacionamentos e projetos, além de melhorar nossa autoestima e saúde física. 

Dica bônus: materiais para autoconhecimento

Ali na aba #VaboIndica, você encontra diversos TEDs, livros, filmes e aplicativos sobre autoconhecimento. 

Além disso, na minha newsletter, estou sempre recomendando materiais sobre People Skills 🙂

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2 comentários em “Como processar emoções: o primeiro passo para o autoconhecimento”

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