Mentoria: por que você deve fazer? Como encontrar um mentor?

two woman looking at laptop screen

Desde a Grécia Antiga, e talvez ainda antes disso, as pessoas buscam umas às outras para aprender e ensinar. A mentoria está impregnada na história humana através de figuras clássicas como Platão e Sócrates, Jesus e seus apóstolos e Freud e Jung; já na ficção, Dumbledore e Harry Potter, Gandalf e Frodo, até mesmo Heisenberg e Pinkman, de Breaking Bad, são grandes exemplos de mentores e aprendizes.

Você certamente já teve mentores. Pode ter sido um professor – o mentor mais óbvio -, pode ter sido um amigo, pode ter sido até aquele primo que te deu vários conselhos bacanas em determinado período da sua vida. 

Nossa vida é um caminho tortuoso e desconhecido, e muitas vezes precisaremos de ajuda para atravessá-lo. Esse é o papel do mentor. 

Mas é importante que você saiba escolher – deliberadamente – seus mentores e o foco de sua mentoria, para que essa troca seja uma curva crescente na sua vida. Embora, sim, você esbarre em alguns mentores ao longo da sua jornada, se você quiser tirar o melhor de cada oportunidade, é preciso ser mais consciente e proativo.

Por isso, vamos começar pelo básico: entendendo, de fato, o que é um mentor?

O que é um mentor

O termo tem sua origem na “Odisseia”, de Homero: Mentor era amigo de Odisseu (Ulisses), que, ao partir para a Guerra de Tróia, deixou Mentor como guardião de seu filho, Telêmaco. Ele ficou responsável por educar o garoto, até que Ulisses retornasse – daí sua associação com o termo tutoria

Já o substantivo “mentor”, no dicionário, é definido como:

Mentor, s.m.

1. Pessoa que, pela sua sabedoria ou experiência, ajuda outra como guia ou conselheiro.

2. Pessoa que inspira outras.

Repare, portanto, que a mentoria não se resumiria a um ambiente estritamente educacional, como muitos acreditam devido à cultura dos preceptores (tutores de crianças de famílias ricas, muito comum até o século XX) ou dos instrutores. 

Repare, também, que o termo é amplo o suficiente para que qualquer um possa ser um mentor, ou ter um mentor. Por isso, é necessário senso crítico na hora de buscar ativamente a mentoria, a fim de que ela de fato tenha os resultados positivos que você espera, te ajudando a evoluir conforme suas metas e os desafios enfrentados.

Eu gosto de dividir em dois tipos de mentores, portanto:

  • Mentor indireto – é aquela pessoa que te inspira, te aconselha, te ajuda a evoluir sem que você busque essa mentoria ativa ou pessoalmente. Aqui, podemos englobar as figuras que admiramos, como artistas, empreendedores, líderes mundiais etc. Exemplo: conheço investidores profissionais que possuem o Warren Buffett como mentor (indireto) porque já leram tudo que ele escreveu, porém nunca estiveram pessoalmente com ele 
  • Mentor direto – é aquela pessoa cuja sabedoria você busca ativa e pessoalmente, isto é, você já parte do princípio de querer aprender algo com ela. Aqui, temos os professores, gestores, colegas de trabalho, monitores etc.

Ambos podem te ensinar muito, mas, naturalmente, quanto mais próxima e individualizada for a mentoria, melhor. Por isso, recomendo não se contentar só com mentores indiretos – vá atrás de mentores que possam te ajudar com seus desafios pessoais, e não só aqueles mais genéricos. Estes, inevitavelmente, terão de ser mentores diretos. 😉

Por que fazer mentoria

Muitas vezes, ao longo da minha própria jornada, em me deparei com “ruas sem saída”. Seja nos negócios ou na vida pessoal, é desesperador. Às vezes você sabe exatamente o que quer e aonde quer chegar, mas não faz a menor ideia de qual caminho seguir. Ou às vezes você sequer sabe aonde pode chegar com tudo o que tem e não consegue nem dar o primeiro passo rumo ao seus sonhos e ao seu propósito.

O que você faz?

Voltando à Grécia, você conhece a história do Labirinto de Creta e de como Teseu venceu o Minotauro?

O Labirinto de Creta foi construído pelo brilhante arquiteto Dédalo a pedido do Rei Minos, com o intuito de prender o Minotauro, personagem mitológico com corpo humano e cabeça de touro. Nessa época, como tributo ao rei de Creta, a cidade de Atenas era obrigada a oferecer 7 rapazes e 7 moças para alimentar o Minotauro, periodicamente. 

As 14 vítimas eram atiradas no labirinto e até podiam tentar sair, mas ninguém nunca conseguiu, muitas vezes morrendo para o labirinto antes mesmo de se depararem com o Minotauro.

Até que um dia Teseu, filho do rei de Atenas, Egeu, se ofereceu como uma das vítimas para poder derrotar o Minotauro. Quando chegaram a Creta, Teseu conheceu Ariadne, filha do Rei Minos, que o presenteou com um novelo de linha para que Teseu demarcasse o caminho percorrido no labirinto e, após derrotar, o monstro, conseguisse sair.

Muitos mais do que a derrota do monstro, a história de Teseu e o Minotauro é marcada pela inventividade de sua fuga do labirinto.

E é justamente esse o grande atributo de um mentor: te dar o novelo de linha que vai te ajudar a escapar de seus labirintos pessoais!

Você não precisa superar todos os seus desafios sozinho, e vai bater bem menos cabeça com um mentor ao seu lado. Te garanto!

Como fazer mentoria: um passo a passo

Antes da mentoria

Passo 1: identificando suas necessidades

Quais são seus desafios pessoais e profissionais? Qual é o seu labirinto? Por que você não está conseguindo sair dele? Quais habilidades você quer desenvolver? Qual é o seu propósito? Quais são suas metas a curto, médio e longo prazo? Quais características você sente que te faltam para alcançar esses objetivos? 

O primeiro passo é mapear suas necessidades e o porquê de você estar buscando uma mentoria. Suas expectativas devem ser muito claras para não haver frustrações – da sua parte ou do mentor. 

Afinal, vocês precisam partir de um lugar-comum: preciso de ajuda com X; eu tenho Y e você tem Z – como chegamos, juntos, até X?

Passo 2: escolhendo o seu mentor

O primeiro passo é identificar a pessoa que você gostaria de ter como mentor baseado no seu propósito de vida e nos seus objetivos pessoais e profissionais. Mas tenha em mente que a mentoria é sempre uma via de mão dupla. É preciso que mentor e mentorado estejam igualmente envolvidos um com o outro.

A melhor forma de escolher um mentor, portanto, é escolhendo uma pessoa que tem uma característica, uma habilidade que você admira ou que tenha passado por uma experiência similar àquela que você quer desenvolver e que, por outro lado, você possa complementar com suas próprias habilidades, características e experiências.

Isso não significa que se você precisa de um mentor para vendas, por exemplo, você deve se forçar a ensinar alguma coisa que ele não saiba, ou que ele não precise, só para equalizarem a troca. Não encare a mentoria apenas pelo viés do conhecimento técnico.

Um mentor pode se beneficiar muito da sua companhia simplesmente porque você está em um ramo que ele desconhece – e que, naturalmente, passará a conhecer graças à troca contigo; um mentor mais velho, por exemplo, pode aprender muito mentorando alguém 10, 15, 20 anos mais novo; já um mentor que não tem o hábito de ler ficção frequentemente pode aprender com você, um aficionado por literatura fantástica, bastante coisa sobre storytelling.

Existe até o conceito da mentoria reversa, que significa que uma pessoa teoricamente menos experiente e mais jovem é escolhida para mentorar alguém mais experiente. Exemplo: imagine um presidente de uma grande corporação que você conhece recebendo aulas de TikTok de seu filho de 14 anos =)

O importante é que, para encontrar um mentor interessado em você, você também seja interessado na pessoa e se disponha a ajudá-la em alguma necessidade que essa pessoa tenha, ainda que subjetivamente. 

Uma alternativa é recorrer a uma ponte que facilite essa conexão – como instituições em comum. Eu, por exemplo, sou Empreendedor apoiado pela Endeavor, então muitos dos meus mentores e muitas das pessoas que eu mentorei são de lá também.

Você pode buscar mentores na sua faculdade, em um curso que você frequenta, no seu ambiente de trabalho ou até em um local que você costuma frequentar – a biblioteca, o clube, que seja. Muito provavelmente, se vocês passam o tempo no mesmo lugar, algum interesse em comum existe, então não descarte essa possibilidade!

Durante a mentoria

Passo 3: estruturando a mentoria

Uma mentoria não é um bate-papo de almoço ou um café na padaria. Isso até pode ocorrer antes ou depois, mas a mentoria, em si, precisa ser objetiva.

Determinem, junto, um tempo de duração e frequência para a mentoria. Pode ser 1 hora, 2 horas, enfim, o que couber na agenda de ambos, mas é imprescindível que os encontros sejam espaçados – até para que você tenha tempo de aplicar seus aprendizados e colher insights para o encontro seguinte. Eu, geralmente, recomendo um almoço de 1 hora ou 1 hora e meia por mês com o seu mentor. 

Na primeira mentoria, não se esqueça de se apresentar, contar um pouco da sua história, dos seus desafios e de pedir para que o mentor faça o mesmo. Em seguida, e ao longo de todos os demais encontros, exponha seus desafios mais específicos, ouça atentamente, anote tudo o que for relevante e, sobretudo, tire quaisquer dúvidas que surgirem ao longo da conversa.

Ao fim, resuma seus aprendizados e peça para que estabeleçam, juntos, os próximos passos. Respeite o tempo da mentoria. Isso fará com que ela seja mais efetiva.

Após a mentoria

Passo 4: avaliando seus aprendizados

Chegaram ao fim do período acordado para a mentoria? Então agora é hora de avaliar o que você aprendeu de forma prática.

O que mudou do encontro 1 para o encontro 5, por exemplo? Como você lidou com os desafios que surgiram? Surgiram novos desafios? Você sente que deu um passo à frente rumo aos seus objetivos? Ou percebeu que precisava, na verdade, dar um passo atrás? Que mudanças efetivas você observou em você e no seu dia a dia ao longo desses 5 encontros?

Você está satisfeito? Se sim, por quê? Se não, por quê? Destaque os pontos positivos e negativos. Que feedback você daria para o seu mentor? Peça feedbacks também! E, se sentir a necessidade de estender a mentoria, veja o que pode ser acordado.

Sobretudo, independentemente do resultado, agradeça ao seu mentor pela disposição e por toda a troca ao longo da mentoria.

Passo 5: fazendo follow up

Não é porque a mentoria acabou que vocês não vão continuar trocando conhecimento. Periodicamente, vale fazer um follow up com seu mentor, seja para contar as novidades ou saber o que ele anda fazendo!

A troca entre um mentor e um mentorado é uma das mais valiosas que existem. Muito mais do que conselheiros, vocês podem se descobrir grandes parceiros em suas jornadas particulares e esse é o tipo de relação no qual vale a pena investir.

Enquanto você puder aprender, aprenda! E se puder ensinar, ensine!

Não há nada mais gratificante para um mentor do que virar aprendiz. 😉

O mentor ideal existe?

Não.

Não existe um mentor com TODAS as características necessárias para te ajudar em todos os aspectos da sua vida. É aquela velha história de “ninguém é bom em tudo”, sempre vai faltar uma coisa ou outra. E isso, na verdade, é ótimo, pois é por isso que nós, seres humanos, somos seres sociais e complementares.

Logo, não adianta você querer encontrar um mentor que vai saber solucionar todas as dores. Você deve ter vários mentores, para vários momentos/desafios da sua vida.

Se possível, eu recomendo buscar um mentor para cada habilidade específica que você quer desenvolver. Assim, os ensinamentos vão se complementar, e você também estará trabalhando seu networking e desenvolvendo – por que não? – sua própria capacidade de mentoria.

Além disso, vale lembrar que as mentorias podem variar entre si. Se com um mentor você investe 1 hora por semana, porque é o suficiente, com outro você pode preferir investir 2 ou 3 horas, dependendo do seu objetivo e da priorização das suas necessidades. 

Não é uma ciência exata. Você vai sentindo com o tempo e conforme a sua evolução. Só não deixe a busca pelo mentor ideal virar um boicote e te impedir de dar o próximo passo!

Dicas para uma mentoria eficaz

Agora que você já tem o panorama da mentoria, vamos relembrar o protocolo para uma mentoria eficaz?

  • Pré-mentoria = mentor e mentorado devem ler 1 página sobre o desafio enfrentado. O ideal é que você (mentorado) prepare esse documento antes da primeira mentoria
  • Durante a mentoria = divida o encontro em 3 partes:
    • Início – apresentações das pessoas e do desafio
    • Meio – falar e principalmente ouvir, anotar, tirar dúvidas
    • Fim – respeitar o tempo, resumir os aprendizados, combinar os próximos passos, agradecer
  • Pós-mentoria = avaliar a mentoria, follow up de 2 em 2 meses

Ah, e uma observação importante: mentores gostam de saber que seus mentorados estão fazendo e como estão aplicando os aprendizados, então não foque apenas nos seus problemas durante a mentoria, hein?

Vou te contar um segredo: sempre quando eu dou uma mentoria, eu aprendo tanto quanto meus mentorados, pois para responder bem às perguntas deles, eu preciso me assegurar de estar preparado! =)

Tenho certeza de que essa vai ser uma das trocas mais importantes da sua vida e desejo todo o sucesso na sua busca por uma mentoria!

Caso tenha dúvidas, estou à disposição!

Se quiser saber mais sobre o assunto, no meu Instagram @vabo23 estou sempre compartilhando os passos mais importantes da minha jornada e trocando ideias sobre people skills, liderança, empreendedorismo e a vida, em geral 🙂

Segue lá e me manda seus desafios por DM que tentarei te ajudar!

Liderança e Comunicação: como se comunicar com empatia

two women sitting beside table and talking

Uma das principais qualidades de um líder é saber se comunicar. Mas quais são as bases de uma comunicação eficiente? Se comunicar melhor é saber falar melhor, escolher melhor as palavras? Como você pode se tornar um líder mais comunicativo e, consequentemente, mais inspirador?

Vamos descobrir!

A característica 0 e a característica 1 da liderança

Quando me perguntam “se você tivesse que escolher qual é a característica número um da liderança, qual escolheria?”, eu costumo dizer que tem a característica 0 antes dela: a ética.

Isso porque a liderança pode ser interpretada, fundamentalmente, como uma relação entre duas pessoas ou mais pessoas, e a sustentação de todo bom relacionamento é a ética, o respeito, a consideração pelo outro.

Mas dado que a ética é a número 0, a número 1 é saber ouvir.

“Saber ouvir” é o que vou chamar aqui de escutatória. Para que a gente possa melhorar, para que a gente possa evoluir, a gente tem que desenvolver nossas habilidades de escutatória.

O termo foi cunhado pelo grandioso escritor Rubem Alves, que diz:

“A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

[…]

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.

Deixo esse trecho para você refletir sobre que tipo de líder quer ser 😉

Quando você ouve, você aprende algo novo

O Dalai Lama dizia que, quando você fala, você só está repetindo aquilo que você já sabe, mas quando você ouve, pode ser que você aprenda algo novo.

A definição mais básica de comunicação é “o ato de falar e ouvir”. Mas a maioria das pessoas só quer falar, falar, falar, falar, demonstrar conhecimento, experiência, que sabe… A gente tem muita dificuldade de ouvir.

Já parou para pensar por quê?

Sem dúvida, ouvir é um ato de humildade: “talvez eu não saiba do que essa pessoa tem a dizer”. Mas quando eu paro para ouvir, quando eu paro para escutar ativamente, é uma oportunidade que eu tenho de aprender algo novo. É a possibilidade que eu tenho que fazer uma reflexão.

Parte do problema é que as pessoas pensam que se comunicar é sinônimo de falar, de expor ideias. Mas a comunicação vai muito além disso. Tem a ver com se conectar com outra pessoa.

As 3 regras da comunicação

Existem 3 regras básicas da comunicação.

Primeira regra: é impossível não se comunicar.

É impossível não se comunicar porque a todo momento nós estamos nos comunicando, porque a todo momento nós estamos tendo um comportamento, e comportamento é comunicação. 

Por exemplo, rir é um comportamento que comunica que você achou algo engraçado. Logo, comunicação não tem a ver exclusivamente com a fala – uma comunicação efetiva pode, aliás, não depender de nenhuma palavra. 

Segunda regra: a comunicação não-verbal impacta mais do que a verbal

São três elementos também que compõem a comunicação:

  • Comunicação verbal – é quando eu uso as palavras para me comunicar
  • Comunicação não-verbal: é quando eu me comunico sem palavras (por exemplo, pela entonação)
    • Comunicação corporal: está dentro da comunicação não-verbal e é a linguagem corporal, que pode ser gestos, expressão facial, postura etc.

Sobre isso, o professor Albert Mehrabian traz o conceito do estudo 7-38-55

A comunicação verbal representa apenas 7% de uma comunicação entre dois seres humanos; os outros 93% são a comunicação não-verbal, representada em 38% pelo tom de voz e 55% pela pela linguagem corporal.

Ou seja, é imprescindível prestar atenção nesses elementos, estar mais consciente deles, e não só nas suas palavras.

Terceira regra: toda a comunicação define uma relação entre dois seres humanos 

Isto é, se eu estou me comunicando com você, aqui, existe uma relação criada. Qual é a relação?

Dependendo do contexto, isso vai mudar. Aqui, eu posso ser um conselheiro, um mentor, um conhecido, um amigo… Independentemente da profundidade, fato é que essa relação existe.

Isso é importante para termos noção de que um ruído de comunicação também implica em um ruído na relação. Um líder que não se comunica direito vai ter um relacionamento mais ruidoso com as pessoas, o que nos leva ao próximo ponto:

Comunicação é o que eu disse, ou o que você entendeu?

Naturalmente, a comunicação é estabelecida não com o que o emissor emite, mas sim com o que o receptor recebe.

Não existe uma comunicação de via única, isto é, você não pode resumir o ato de se comunicar apenas ao que você diz para alguém. Se a pessoa não entende o que você disse, sua comunicação falhou. Teve ruído.

Como você previne o ruído? Aprendendo a se comunicar melhor, ou seja, aprendendo a escutar melhor e a passar melhor sua mensagem – seja ela verbal ou não-verbal.

Os tipos de ruídos mais comuns são: confusões entre o verbal e o não-verbal, entre o digital e o analógico, confusões semânticas e diferenças de idiomas.

A importância da escutatória

A escutatória é essencial para momentos-chave do dia a dia, como conversas, reuniões, feedbacks, seja no ambiente de trabalho ou fora dele.

Demonstrar empatia, comunicar-se bem, se fazer entender, entender os outros, fluir os diálogos, gerar confiança e demonstrar atenção e respeito por quem estiver falando com você. 

Além disso, ela facilita a conexão com outra pessoa, e não apenas a comunicação. Ou seja, ela te ajuda a aprofundar as relações construídas através da comunicação.

Sobre esse tema, eu sempre pergunto aos meus alunos: você prefere ser interessante ou ser interessado?

Uma boa forma de desenvolver a escutatória é trocando, por exemplo, o “você gosta de…?” por “o que você acha de…?”; substituindo o “eu acho que…” por “qual a sua opinião sobre…?” Perguntas abertas incentivam a troca de experiências!

Como se comunicar de forma mais clara?

Primeiro, desenvolvendo a empatia e treinando a escuta ativa:

  • Foque no que está sendo dito, anote!
  • Olhe nos olhos da pessoa!
  • Faça perguntas, demonstre interesse!
  • Faça pequenos gestos diga palavras de confirmação (balançar a cabeça, “aham”)
  • Ao longo da conversa, repita brevemente que foi dito
  • Ao final, resuma com suas palavras os principais pontos

Se comunique com empatia

Para isso, você pode usar o START da Empatia:

  • S = Smile and greet warmly (sorria e cumprimente gentilmente)
  • T = Tell your name/role/what you expect (diga seu nome, seu papel nessa comunicação e as expectativas para essa troca)
  • A = Active listening and assist (escute ativamente e preste assistência no que puder ao longo da comunicação)
  • R = Rapport/relationship building (construa uma conexão e desenvolva seu relacionamento com a pessoa com quem você se comunica)
  • T = Thanks (agradeça!)

Quer aprofundar seus conhecimentos em comunicação e empatia?

No meu Curso de Oratória, você pode aprender como desenvolver a sua escutatória para ser um comunicador melhor!

Além disso, no meu Instagram @vabo23 estou sempre compartilhando os passos mais importantes da minha jornada e trocando ideias sobre people skills, liderança, empreendedorismo e a vida, em geral 🙂

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Se você busca vaga em startup, não perca esse vídeo!

Tive a honra de receber o convite do Diego Marrara Ranciaro e do Mark Facciolla, do Distrito.me, em que pude compartilhar algumas dicas valiosas sobre como se portar em entrevistas de emprego em startups. Procurei trazer insights e vivências relevantes para ajudar vocês! Vejam no vídeo abaixo. Se tiverem alguma dúvida, não deixem de me enviar um direct pelo Instagram @vabo23.

Os 7 principais erros que cometi como empreendedor

Tive a honra de receber o convite da prof. Luiza Martins, da PUC-Rio, para dar uma palestra no curso EMP1200 (Introdução ao Empreendedorismo) do domínio adicional de empreendedorismo, na graduação, quando pude contar minha trajetória empreendedora sob o ponto de vista dos meus erros e também compartilhei minha visão para a educação no Brasil. Confiram no vídeo abaixo. Espero que gostem!

Por que as pessoas compram algo?

  • Necessidade básica
  • Reposição de algo
  • Preços baixos
  • Conveniência
  • Escassez
  • Curiosidade
  • Valor percebido
  • Qualidade
  • Identificação com os princípios e valores
  • Marca
  • Inovação
  • Prestígio
  • Reciprocidade
  • Empatia
  • Agradecimento
  • Presente
  • Comemoração
  • Compra aspiracional
  • Compulsão
  • Vácuo emocional
  • Ego
  • Status
  • Para se sentir parte de uma comunidade
  • Para impressionar os outros
  • Inveja
  • Pressão dos amigos ou familiares
  • Falta de conhecimento
  • Pena
  • Tédio
  • Medo
  • Vício

Acrescentaria mais algum? =P

Networking: 7 lições para você construir sua rede de contatos

Fazer networking é muito mais do que ter muitos números nos seus contatos do celular. É sobre se conectar, abrir caminhos, evoluir constantemente.

Neste artigo, compartilho alguns dos meus insights sobre networking e como você pode desenvolver essa habilidade fundamental para o seu crescimento. Espero que goste!

Aproveita para se conectar comigo no Instagram @vabo23, onde estou sempre compartilhando dicas sobre este e vários outros temas. =)

1. A diferença entre network e networking

Network é a rede de contato. Networking é a sua capacidade de criar e alimentar essa rede de contatos.

2. Você faz networking desde que nasceu

Se parar para pensar, você começou a fazer networking desde que você nasceu. 

Isso porque sua rede de contatos é formada por todas as pessoas que você conhece, a começar pela sua família, depois pelos seus colegas da escola, colegas da faculdade, depois (para quem já começou a trabalhar) as pessoas do seu estágio ou trabalho, seu vizinho, os amigos dos amigos, todas as pessoas que você conhece são pessoas que de alguma forma podem fazer parte do seu network.

E isso também é válido para ambientes online! As pessoas que você segue no Instagram, por exemplo, também são um tipo de networking, especialmente se você se preocupa em interagir com elas. 

Com isso em mente, todo mundo que você já conheceu ou vai conhecer pode ser parte da sua rede de contatos, em maior ou menor profundidade. 

3. O que significa ter um bom networking 

Um bom indicativo do seu networking é: se você precisar de alguma coisa, você faz uma ligação ou envia uma mensagem de WhatsApp e você consegue de imediato o que está precisando.

Obviamente, se você precisa de algo na sexta-feira, não adianta você tentar criar um relacionamento na quarta-feira… O ideal é que você consiga criar e alimentar sua rede de contatos o mais cedo e o mais frequente possível. 

Lembre-se: sempre que você estiver em contato com as outras pessoas, é uma chance de alimentar seu network.

4. Como começar a fazer o seu networking

Uma coisa que eu digo muito para os meus alunos é que eles perdem um pouco a oportunidade de fazer contatos fortes desde o primeiro dia de aula.

Se você estiver na faculdade, faça esse exercício agora; se não estiver, tenta lembrar da época da faculdade: quem são os alunos, seus colegas de sala, que você sabe que são ponta firme? Que, se prometeram que vão entregar o trabalho, entregam? Que, se você precisar de ajuda para estudar para uma prova, eles vão te ajudar? Que cumprem o que prometem? Quem são as pessoas que você considera que têm um comportamento legal? Que lideram positivamente a turma?

Quem são as pessoas da sua faculdade que você lembra imediatamente?

Essas pessoas se preocuparam com um elemento que é diretamente proporcional à capacidade networking: sua reputação.

Sua reputação é a forma como que as pessoas enxergam o seu caráter, o seu comportamento e o seu resultado. Isso vai fazer toda a diferença para quando eventualmente você precisar de alguma ajuda ou quando você quiser fazer uma nova conexão. 

5. Por que fazer networking?

Tem uma teoria que diz que todas as pessoas do planeta estão conectadas em até 6 graus de separação. As pessoas mais próximas de você são o grau 1; as pessoas com as quais você interage com frequência, mas não são tão próxima, são o grau 2; as pessoas próximas das pessoas que são próximas a você são o grau 3, e assim por diante.

Então, se você quiser falar com qualquer pessoa no mundo – chineses, japoneses, russos, celebridades, grandes empreendedores – são até 6 contatos que separam você dessa pessoa.

Aliás, fica a dica: é importante ter esse mapeamento na sua cabeça. Pega uma pessoa que você gostaria muito de conhecer (por exemplo, o Barack Obama) e pensa: quem, na minha rede de contatos, é o meu grau mais próximo do Obama? Se algum dia eu efetivamente quiser conhecer o Obama, como eu posso chegar até ele através dessa pessoa?

Sua rede de contatos é tão forte quanto a sua capacidade de alimentá-la. Portanto, alimente-a de acordo com seu propósito e seus objetivos. Grandes objetivos vão requerer um esforço maior – mais contatos, mais follow ups -, mas também podem trazer as recompensas mais gratificantes 🙂

6. Como fazer networking em eventos?

Eu sempre dou o exemplo do Scale-up Summit, um evento da Endeavor para promover a conexão entre empreendedores de alto potencial, com alto crescimento de seus negócios, e mentores, investidores e pessoas com as quais eles podem aprender continuamente a continuar a crescer. 

Quer saber a diferença entre Startup e Scale-Up? Neste artigo eu comento um pouco sobre as particularidade de cada uma.

Participo desses eventos da Endeavor há muitos anos, pois são alguns dos eventos mais importantes de Empreendedorismo aqui no Brasil,  e normalmente é um evento de palestras, certo? Mas adivinha quantas palestras eu assisto normalmente nesse evento de palestras?

Nenhuma.

Por quê?

Porque o conteúdo das palestras, se eu me interessar por ele, eu depois assisto online no https://endeavor.org.br/. Eu não preciso estar dentro do auditório para assistir a uma palestra que eu sei que será disponibilizada no site depois. Eu aproveito o evento para ficar em uma posição ultra estratégica e alavancar meu networking.

A posição estratégica para networking em eventos

Varia de local para local, mas todo evento tem uma espécie de triângulo estratégico no qual você pode se posicionar. Ele fica entre a entrada para as salas onde ocorrem as palestras, o acesso aos estandes e a entrada/saída do evento.

Repara: independentemente do local escolhido para o evento, sempre tem um espaço específico que concentra o fluxo de pessoas que estão indo ao banheiro, ou estão indo buscar alguma coisa pra comer no coffee break, ou estão saindo das palestras e indo aos estandes… Procura exatamente esse ponto de convergência e se posiciona ali.

Todo mundo vai passar por esse ponto, eventualmente, e é aí que você tem uma oportunidade de ouro nas mãos para o seu networking.

Fazendo networking em eventos sem conhecer muita gente

Para quem ainda não se sente seguro ou não tem uma rede de contatos muito grande, uma dica é procurar alguém para ir com você nos eventos e usar essa companhia como catalisadora de novos contatos.

Imagina que eu estou conversando com uma pessoa e aí outra pessoa chega para cumprimentar a pessoa com quem eu estava falando. Normalmente, essa pessoa vai lá e me apresenta e aí eu já tenho um novo contato; é mais uma pessoa que eu conheço.

Troca cartão, troca LinkedIn, faz um pitch rápido do seu negócio… A dica é ter na ponta da língua o que você está fazendo, o que você busca, o que você acredita, o que você deseja alcançar com o seu negócio… E a partir disso, essa pessoa nova já está ciente do que você faz, aí você começa conectar um assunto com outro assunto e pode acabar saindo de um encontro de 5 minutos para uma reunião na semana seguinte e uma possibilidade de parceria.

Outra alternativa é ser um pouco mais cara de pau. Se coloca nas rodinhas de conversa, se apresenta, se envolve nos assuntos ao seu redor. As pessoas estão ali para isso, para trocar figurinha, então não tenha receio de engajar.

O importante é que, sozinho ou acompanhado, você deve correr atrás do seu networking. Não fique apenas esperando as pessoas te abordarem. Demonstre seu interesse indo atrás delas também. Só cuidado para não ser o(a) chato(a) do evento! Encontre o ponto ótimo!

7. A importância de se ter mentores em sua rede de contatos

Quando falo em networking, não falo só em oportunidades de negócios. Como eu comentei acima, networking é, basicamente, uma rede de todo mundo que te acrescenta algo na vida.

E, nesse sentido, ter um mentor na sua rede de contatos é um dos aspectos mais importantes para quem busca se desenvolver profissional e pessoalmente.

Eu sugiro que, no mínimo, uma vez por mês, você dedique um almoço para receber mentoria de alguém. O foco da mentoria vai ser em alguma coisa que você queira se desenvolver. Então, dentro do seu plano de desenvolvimento, quais são as características que você gostaria de evoluir?

Eu, por exemplo, recebi muita mentoria para o meu primeiro negócio; eu queria melhorar o aspecto de vendas, eu queria criar uma cultura organizacional, queria melhorar a minha liderança… Ao melhorar a empresa, eu também consegui aprender mais sobre mim mesmo e sobre aquele mentor, que é o mais valioso que você pode tirar de uma mentoria – o desenvolvimento pessoal, seu e do outro.

Mas uma mentoria não precisa só estar focada em negócios, viu? Você pode fazer mentoria para melhorar suas soft skills, para identificar o seu propósito, para melhorar sua criatividade, oratória ou escutatória…

O importante é mapear os pontos que você quer desenvolver e encontrar quem possa te ajudar.

Dica bônus: você e sua reputação são “work in progress”

Finalmente, relembrando, para que você possa ter uma boa rede de contatos, a etapa fundamental é sua reputação.

Você está sempre evoluindo e, a todo momento, pode escolher se desenvolver e investir em você. Seja lendo, assistindo a uma série bacana, maratonando TED Talks ou puxando assunto com as pessoas que te fazem bem, estamos sempre trabalhando em nós mesmos e tentando ser 1% melhor a cada dia.

Sua reputação vai acompanhar essa sua curva de crescimento. Por isso, tire um momento da sua semana para fazer uma pausa e refletir sobre seus objetivos, seu propósito, o que você recebe e entrega para as pessoas.

Construir uma rede de contatos é construir conexões. Afinal, as pessoas são nosso maior ativo na vida!

No meu Instagram @vabo23 estou sempre compartilhando os passos mais importantes da minha jornada e trocando ideias sobre people skills, liderança, empreendedorismo e a vida, em geral 🙂

Segue lá e me manda seus desafios por DM que tentarei te ajudar!

E se fizéssemos diferente?

Se tem uma pessoa pública que eu admiro é o ministro do STF, Luis Roberto Barroso. Mais uma vez, ele mostrou sua lucidez com esse texto!

Texto originalmente publicado no O Globo.

Uma recessão mundial parece inevitável. E ela nos colherá após anos de recessão doméstica. Não virão tempos fáceis. Parece inevitável que todos ficaremos, ao menos temporariamente, mais pobres do ponto de vista material. Porém, na vida, tudo pode servir de aprendizado.

Sou convencido de que podemos sair do desastre humanitário da pandemia da Covid-19 mais ricos como cidadãos e, talvez, também espiritualmente. Para isso, procuro alinhavar uma agenda pós-crise, mas que já pode ser colocada em prática desde logo. Toda escolha dessa natureza tem alguma dose de subjetividade, mas eis a minha lista de propostas: integridade, solidariedade, igualdade, competência, educação e ciência e tecnologia.

integridade é a premissa de tudo o mais. Ela precede a ideologia e as escolhas políticas. Ser correto não é virtude ou opção: é regra civilizatória básica. Não há como o Brasil se tornar verdadeiramente desenvolvido com os padrões de ética pública e de ética privada que temos praticado. Um pacto de integridade só precisa de duas regras simples: no espaço público, não desviar dinheiro; no espaço privado, não passar os outros para trás. Será uma revolução.

Solidariedade significa não ser indiferente à dor alheia e ter disposição para ajudar a superá-la. Ela envolve, para quem foi menos impactado pela crise, a atitude de auxiliar aqueles que sofreram mais. Como, por exemplo, continuar pagando por alguns serviços, mesmo que não estejam sendo prestados. Da faxineira à manicure. E, evidentemente, caridade e filantropia por parte de quem pode fazer.

A superação da pobreza extrema e da desigualdade injusta continua a ser a causa inacabada da humanidade. Vivemos num mundo em que 1% dos mais ricos possui metade de toda a riqueza. E num país no qual, segundo a organização Oxfam, 6 pessoas somadas possuem mais do que 100 milhões de brasileiros. A pandemia escancarou o déficit habitacional, a inadequação dos domicílios e a falta de saneamento, em meio a tudo o mais. Já sabemos onde estão as nossas prioridades.

Quanto à competência, precisamos deixar de ser o país do nepotismo, do compadrio, das ações entre amigos com dinheiro público. Aliás, uma das coisas que mais dão alento no Brasil é o fato de que, quando se colocam as pessoas certas nos lugares certos, tudo funciona bem. Há exemplos recentes, no Banco Central, na Petrobras, na Infraestrutura e na Saúde. Precisamos derrotar as opções preferenciais pelos medíocres, pelos espertos e pelos aduladores. É hora de dar espaço aos bons.

O déficit na educação básica — que é a que vai do ensino infantil ao ensino médio — é a causa principal do nosso atraso. No Brasil, ela só se universalizou 100 anos depois dos Estados Unidos. Elites extrativistas e incultas escolheram esse destino. A falta de educação básica está associada a três problemas graves: vidas menos iluminadas, trabalhadores de menor produtividade e reduzido número de pessoas capazes de pensar soluções para o país. Ao contrário de outras áreas, os problemas da educação têm diagnósticos precisos e soluções consensuais. Há tanta gente de qualidade nessa área que é difícil entender o descaso.

E, por fim, há a urgente necessidade de mais investimento em ciência e tecnologia. O mundo vive uma revolução tecnológica e está ingressando na quarta revolução industrial. A riqueza das nações depende cada vez menos de bens materiais e, crescentemente, de conhecimento, informação de ponta e inovação. Precisamos prestigiar e ampliar nossas instituições de pesquisa de excelência, assim como valorizar os pesquisadores. A democracia tem espaço para liberais, progressistas e conservadores. Mas não para o atraso.

Tem se falado que, depois da crise, haverá um novo normal. E se não voltássemos ao normal? E se fizéssemos diferente?

Luís Roberto Barroso é ministro do Supremo Tribunal Federal

10 perguntas para Deus

Certa vez, quando eu era criança, um amigo me perguntou: se você estivesse frente a frente com Deus, o que perguntaria a Ele?

Confesso que nessa época não fazia a menor ideia do que perguntar, cheguei a pensar em perguntar sobre meu avô, que havia falecido recentemente… uma pergunta legítima, sem dúvidas, mas será que não existiriam perguntas relevantes fora do âmbito pessoal que pudessem nos ajudar a entender mais sobre a vida e a humanidade?

Posso dizer que esse desafio proposto pelo meu amigo ficou me martelando a vida toda. Vira e mexe, ele volta à minha mente. Hoje, mais maduro do que antes e ainda me considerando um “work in progress”, reuni as 10 perguntas que faria se estivesse frente a frente com Deus. Compartilho abaixo:

1) Como tudo começou, ou seja, de onde viemos?

Como Você surgiu? Existiu Big Bang? O que existia antes do Big Bang? Existiu Adão e Eva?  Qual a razão por trás da Teoria da Evolução de Darwin? Existem outras vidas e reencarnações? Como a história do Universo, da Terra e da humanidade se relacionam? Existem ou existiram outros deuses? O que são a energia escura e a matéria escura? Existem outros Universos?

2) Quem somos nós?

Por que o Homo Sapiens Sapiens tornou-se a espécie dominante no planeta Terra? Existe vida em outros planetas ou plano espirituais? Existe céu e inferno? Como é a governança disso? Existem anjos, espíritos, diabo? Existe o bem e o mal? Ou depende da situação? Existe alma? O que é a nossa essência e nossa consciência? As células do nosso corpo são organismos vivos e nós somos “deus” para elas, assim como Você é para nós?

3) Para onde vamos?

Para onde caminha a humanidade? Existem estágios de evolução? Iremos nos integrar à tecnologia? Seremos humanoides?

4) Qual é o propósito da vida?

Existe uma missão que cada ser humano precisa cumprir? A vida vai nos colocando desafios para que possamos aprender com eles? Como equilibrar o nosso ego com servir aos demais? Como equilibrar pensamentos e performance com sentidos e presença?

5) Existe livre-arbítrio, destino e carma?

Qual é o Seu nível de interferência? Existe um livro em que tudo que vai acontecer está escrito? Se não há interferência nenhuma, como explicar os milagres? Se a interferência é seletiva, qual é o critério? Se a interferência é máxima, por que acontecem coisas muito ruins (como sofrimentos de criancinhas)? Livre-arbítrio é o que você planta, carma é o que você colhe?

6) A relação de cada pessoa e sua família, amigos e conhecidos é planejada ou aleatória?

Se existirem outras vidas, minha mãe pode ter sido minha irmã? Minha esposa pode ter sido meu pai? E meu pai pode ter sido meu filho? Ou isso tudo é aleatório? Existe alma gêmea?

7) Para que serve e como funciona o sonho?

É verdade que quando sonhamos, saímos de nosso corpo? Como funciona essa mecânica? Os sonhos possuem mensagens escondidas? São manifestações do nosso inconsciente?

8) Como é o processo do nascimento?

As pessoas escolhem nascer? Como é feita a seleção de lugar, família e genética?

9) Como é o processo da morte?

Quando morremos tudo acaba? Ou vamos para outro lugar? É verdade que ninguém morre antes da hora? Qual é o critério para definir que chegou a hora?

10) O covid-19 foi uma oportunidade de o ser humano parar, olhar pra dentro, ser mais empático e se reconfigurar?

Há momentos em que o ser humano precisa acelerar e frear? O ser humano está destruindo o planeta? Fome, miséria, injustiças, violências, guerras, terrorismo, aquecimento global, poluição, mentiras, manipulações, polarização demonstram que o ser humano precisa frear? O covid19 é uma oportunidade para nós desenvolvermos solidariedade, empatia, compaixão, generosidade, humildade, paciência, gratidão e amor em relação a nós mesmos e aos outros?

Mais 3 perguntas extras

E para não deixar as perguntas pessoais de lado… tenho mais 3 perguntinhas extras =)

1) Como estão meu avô e meu padrinho?

Muita saudade deles!

2) Onde foram parar a procuração e o dinheiro que sumiram do nada no meu apartamento do Jardim Botânico?

Até hoje, tenho essa curiosidade…

3) E tenho chance de ver o Botafogo campeão do mundo novamente?

Realmente, essa parece ser uma causa (quase) impossível! =)

Conclusão

Brincadeiras à parte, poderia fazer mais perguntas pessoais (tipo receber um feedback de Deus sobre minha conduta e meu legado, e também sobre pessoas próximas) ou mais perguntas relacionadas a fatos históricos, geopolítica, economia, filosofia, sociedade… ou até mais perguntas sobre curiosidades específicas… mas o desafio era fazer apenas 10 perguntas, não é mesmo?

Provavelmente algumas religiões, cientistas, teólogos e estudiosos da espiritualidade propõem algumas respostas, com base em ciência, crenças ou fé.

Eu acredito que talvez ainda não estejamos prontos para saber a Verdade. Ou talvez o mistério da vida seja exatamente nunca termos essas respostas…

Xadrez, o verdadeiro jogo da vida: o que aprendi jogando xadrez e como uso esses aprendizados no meu dia a dia

Aprendi o movimento das peças de xadrez quando tinha 5 anos de idade, por intermédio de meu pai, meu maior incentivador e educador. Desde cedo, ele me ensinou a jogar xadrez e, naturalmente, fui gostando, me interessando, evoluindo, até que o xadrez tornou-se meu hobby predileto e grande fonte de inspiração e aprendizado.

Li alguns livros, participei de alguns torneios e, durante a faculdade, tive a honra de ser aluno e jogar simultâneas com o Mestre Internacional Christian Toth, que havia sido técnico da seleção brasileira de xadrez.

E, quanto mais vou adquirindo experiência, mais percebo que o xadrez pode trazer grandes lições para nossa vida. Decidi compartilhar algumas delas a seguir:

No xadrez não existe sorte. E na vida?

Meu pai nunca me deixou ganhar. Na primeira vez em que eu ganhei dele, eu tinha 14 anos, ou seja, fazia 9 anos que jogávamos juntos e, quando eu finalmente consegui ganhar dele, foi uma comoção, porque ele nunca “facilitou” pra mim. Tirei foto do tabuleiro e tudo, foi um momento histórico que deixou meu primeiro aprendizado: diferente de outros esportes, efetivamente, o componente “sorte” não está presente em um jogo de xadrez. 

E o fato de ser um jogo em que o elemento “sorte” é nulo (talvez o único momento de influência do acaso é antes de começar a partida, na hora de decidir quem jogará com as brancas e quem com as pretas) faz com que os jogadores tenham de estar aproximadamente no mesmo nível para vencer, e resulta em que eles se comprometam com a melhoria contínua a cada lance.

O jogo só acaba quando termina

Certa vez, quando jogava com um colega de turma (não é contra, pois a noção aqui é de que você sempre joga com um parceiro, e não contra um adversário), logo no início da partida capturei facilmente um bispo e um cavalo dele.

A partir deste momento, o sentimento de “já ganhei” se apoderou de mim, a ponto de eu perder totalmente a concentração no jogo e tempos depois levar um xeque-mate surpreendente. Você não pode subestimar, nem superestimar o parceiro. Aprendi muito sobre não “cantar vitória” antes da hora e continuar dando o melhor de mim até o final.

Foco e paciência são essenciais para tomar decisões estratégicas

O xadrez mexe diretamente com diversos sentimentos, falhas, desejos e defeitos do jogador. No exemplo anterior, minha arrogância, altivez e orgulho receberam um xeque-mate. Paciência e controle de ansiedade são duas características muito exercitadas durante o jogo, principalmente quando pegamos um parceiro que demora muito para jogar. 

É preciso tentar ao máximo não deixar suas emoções levarem a melhor diante da necessidade de ser racional e estratégico, e manter o foco para tirar o melhor de cada jogada.

Postura e respiração (ou como o xadrez me ajudou a meditar)

Ainda nesse tema, o xadrez tem muito a ensinar sobre meditação, sabia? Para jogar, é recomendável postura ereta, respiração ritmada – inspirar pelo nariz e expirar pela boca – e concentração absoluta no tabuleiro. É preciso tentar não deixar fatores externos – barulho, preocupações, pensamentos invasivos – atrapalharem sua jogada. 

Embora o xadrez tenha essa referência à guerra – tem as torres, um rei, bispo, cavalo (como se fosse a cavalaria), tem peão (que seria a infantaria) – não existe essa noção de “combate” no jogo. A guerra é muito mais de você com você mesmo.

Que tipo de guerra é essa? A origem do xadrez

É interessante também analisar as origens do xadrez. Sabe-se que surgiu na Índia. Numa passagem do livro “O Físico”, de Noah Gordon, em que o protagonista está na Pérsia do século XI, atual Irã, o Xá o convida a participar de um jogo de tabuleiro:

“- Nossa antiga diversão. Quando se perde é chamado shahtreng, a angústia do rei. Mas é mais conhecido como “Jogo do Xá”, pois é sobre guerra. (…)

– O rei fica no centro, seu fiel companheiro, o general, a postos. De cada lado deles fica um elefante, lançando sombras agradáveis tão escuras quanto o índigo sobre o trono. Dois camelos ficam depois dos elefantes, com homens decididos montados neles. (…) Em cada extremidade das linhas de batalha encontra-se um rukh, ou guerreiro, que leva as mãos em concha, bebendo o sangue do inimigo. Na frente move-se a infantaria, cujo dever é ajudar os outros durante a luta. (…)

– Quem vence no Jogo do Xá, pode governar o mundo.”

Este “Jogo do Xá” é uma das diversas variantes que denotam o sincretismo do xadrez atual. Nitidamente, o cunho original do xadrez é a representação da guerra.

Hoje em dia, podemos afirmar que esta guerra traduzida pelo xadrez não é mais uma batalha bélica, mas sim mental e espiritual. O xeque-mate é a busca pela verdade, pela jogada perfeita, pelo belo e pelo mistério.

Como tomar decisões visando curto e longo prazo

Entrando um pouco mais nas soft skills, tomada de decisão é uma habilidade fundamental que se desenvolve durante o jogo de xadrez. Você tem que agir ou reagir a algo que foi feito. Se você joga com as brancas, por exemplo, vai ter que decidir se começa com o peão em frente ao rei, se começa com o peão em frente à dama ou outra jogada. Existem diversas possibilidades e devemos escolher aquelas que parecem fazer mais sentido para a estratégia do jogo. 

Na sua vida, você também tem diversas possibilidades a todo instante. Você pode estar aqui comigo, lendo esse texto; você pode ter que almoçar; você pode ter que ler um livro; você pode ter que trabalhar; você pode ver os amigos; você pode ver Netflix; você tem infinitas possibilidades na sua vida. Esse cálculo já foi feito: se você fizer a conta de quantas jogadas são possíveis no xadrez, no jogo inteiro, existem mais jogadas do que o número de estrelas no universo ou de grãos de areia na Terra!!!

É essencial, portanto, pensar bem sobre cada movimento, mas não pensar demais sobre todos os demais eventuais movimentos que você poderia ter feito.

Além da tomada de decisão, em si, você também aprende a tomar decisão sob pressão e a olhar para o longo prazo – isto é, cinco a dez jogadas adiantes. Porque, se eu estou sendo atacado, se eu vejo que meu rei está em risco, eu posso me desesperar e tomar a decisão errada. Mas esteja ciente de que toda decisão envolve risco, sacrifício. Às vezes, você abre mão de um peão porque pode conquistar a dama, duas ou três jogadas à frente.

É aquela velha situação da vida em que a gente dá um passo para trás para depois poder dar dois ou três para frente. “Vou aceitar ganhar um salário menor aqui nessa empresa porque eu sei que daqui a 6 meses meu salário vai dobrar, porque eu tenho potencial, porque eu sei que é um ambiente propício para eu crescer” ou então “vou trabalhar um pouco mais agora porque eu sei que lá na frente vou poder descansar melhor, ou vou virar sócio da empresa”, enfim. É ter noção da potencial recompensa depois que você assume um risco.

O caminho do meio entre o planejamento e a flexibilidade

O segredo da vida talvez seja a gente buscar o caminho do meio, o equilíbrio. Eu devo planejar minhas jogadas, refletir, montar estratégias, mas eu não posso ficar rígido no meu planejamento. É fundamental ter flexibilidade, até porque o outro jogador pode fazer um movimento completamente inesperado e o seu plano vai por água abaixo, não é mesmo? 

“Ah, mas se eu tiver flexibilidade total, não vou me atentar a nada do que acontece, vou perder oportunidades” – sim, verdade. Por isso, o caminho do meio significa nem planejar demais (rigidez) e nem flexibilidade total (“deixa a vida me levar”). Monte sua estratégia, mas abra-se à possibilidade de a qualquer momento fazer um desvio inesperado, que eventualmente poderá ser ainda mais benéfico.

O outro lado da vitória é o aprendizado

Perseverança é outra habilidade que se desenvolve muito bem no xadrez. No final do dia, você tem que continuar acreditando que é possível vencer. O seu exército é representado por você mesmo no tabuleiro; cada peça é um pedaço de você. 

Aliás, eu acredito que não existe derrota no xadrez, ou na vida. Existe a vitória, o sucesso, os louros, a conquista, e existe… o aprendizado. Se você não tiver a vitória, você, no mínimo, vai aprender onde que você errou, o que deu errado para você, por que você não conseguiu lidar com você mesmo, quais ações, quais movimentos te prejudicaram, o que você poderia ter feito diferente e poderá se dedicar mais e se preparar melhor.

O xadrez tem muito a te ensinar sobre o seu nervosismo

Como você se sente quando você está sob pressão? Você começa a suar frio, você fica meio nervoso, você treme, o coração acelera, você morde a boca, você passa a mão excessivamente no cabelo, você tem algum tique… 

Mas como você percebe tudo isso? Autoconsciência – que é outra coisa que o xadrez me permitiu exercitar. E uma vez que você começa a reparar nisso, você pode fazer esse paralelo com o restante da sua vida. As mesmas reações que eu tive no xadrez, eu tenho quando vou, por exemplo, falar em público; a diferença é que agora eu consigo enxergar como é que eu fico nervoso.

Cada pessoa reage de um jeito. Há pessoas em que surgem placas vermelhas no pescoço, na bochecha. Tive um aluno que surgiu placas vermelhas e chegou para mim perguntando: “pelo amor de Deus, como é que eu faço para não ter placa vermelha?”. Eu respondi: “Esquece. É uma reação natural do seu corpo, você não vai conseguir controlar a placa vermelha”. Mas o que você pode fazer é se preparar bem, treinar bem, fazer exercícios de Inteligência Emocional e, com o tempo, indo cada vez melhor, é possível que a placa vermelha diminua naturalmente – mas mesmo que não diminua, ignore-a e não se deixa afetar por isso. É parte do jogo – da vida ou de xadrez. Conviva com o seu nervosismo, desenvolva autoconsciência e use esse autoconhecimento para gerar autoconfiança.

Criatividade somente existe associada a um contexto específico

Sabemos que a criatividade é desenvolvida pelo xadrez. Pensa na seguinte situação: eu acabei de receber um xeque, fiquei encurralado; vou precisar de uma solução criativa para sair desse xeque e poder capturar a dama dele, por exemplo, para devolver o xeque daqui a dez jogadas.

Ou seja, é criatividade dentro de um planejamento, dentro das minhas limitações. Um bom jogador de xadrez é aquele que consegue pensar algumas jogadas à frente, então também tem que ter planejamento, como eu falei mais acima. Como você leva para a sua vida pessoal? Você está pensando daqui a alguns meses? Daqui a alguns anos? Que atitudes você tem hoje que vão te favorecer lá na frente? Quais são os seus planos? Como você está aprendendo? Você está trabalhando, você está estudando, se desenvolvendo, você está plantando as sementes agora para daqui a um tempo colher os frutos. 

E, quando as coisas fugirem dos seus planos, seja criativo(a) na hora de lidar com os problemas, para continuar em sua trajetória de sucesso. A criatividade somente existe associada a um contexto específico!

Resiliência (ou como lidar com as frustrações da vida)

Lidar com frustrações – mais conhecido como resiliência – é mais uma coisa que o xadrez ensina muito bem. Você acabou de perder o bispo, vai se desesperar? Você vai entregar o jogo? Ou você vai respirar fundo e montar uma estratégia para planejar como é que você faz para se sair dessa? 

Perder uma peça no jogo é uma frustração assim como perder um emprego, ou perder um ente querido, ou terminar um namoro, assim como não conseguir aquilo que a gente gostaria. Como eu lido com essa frustração?

Uma vez que eu aprenda a lidar com a perda do bispo no jogo de xadrez, por exemplo, é um passo além para que eu aprenda a lidar também com as frustrações da vida. Nassim Taleb nos apresentou ao conceito do “antifrágil”, que é aquela pessoa que consegue melhorar e crescer quando está diante de uma situação inesperada, com mudanças e pressão. Desta forma, essa é mais uma habilidade que podemos desenvolver no xadrez e levar para a nossa vida: a cada situação diferente que acontece, o antifrágil sai ainda mais fortalecido. 

Aprender xadrez é diferente de aprender a jogar xadrez

Aprender a jogar xadrez é você sabe mexer as peças, o movimento das peças,  quais são as situações especiais do jogo, quais peças você tem que capturar…

Ressalto que aprender técnicas e táticas do jogo de xadrez é importante. Cito algumas: aberturas e fechamentos, buscar avançar pelo meio, ameaçar duas peças com o cavalo, saber fazer o roque na hora certa, proteger um peão passado, auto-defesa de peças etc., porém o primordial é saber tirar lições do xadrez a partir de paralelos com a vida cotidiana.

Há pessoas que somente aprendem a jogar xadrez e há pessoas que também aprendem xadrez. 

Aprender xadrez, portanto, significa conseguir extrair do “jogar xadrez” uma essência e, mais do que isso, se identificar com essa essência, aplicando-a à realidade da sua vida e indo além do tabuleiro.

Crianças podem se desenvolver muito jogando xadrez!

Se você tiver filhos, primos, afilhados, sobrinhos, vizinhos até os sete ou oito anos de idade, eu recomendo fortemente que você estimule a criança a aprender xadrez, junto com dois a três idiomas.

Quando as crianças aprendem xadrez, recebem um estímulo intelectual e uma forma de desenvolverem suas inteligências para expandir a mente. Os dois ou três idiomas aprendidos nessa idade farão com que a criança tenha sotaque nativo e desde cedo seja um cidadão global, com inteligência emocional apurada, que são habilidades fundamentais para criarmos um futuro melhor.

Um experimento feito pelo grande mestre Garry Kasparov na Rússia, separou uma turma de ensino fundamental de matemática em dois grupos. Um grupo recebeu aula de reforço de matemática. O outro grupo recebeu aula de reforço de xadrez. Adivinha quem foi melhor? Exato! O grupo que recebeu aula de reforço de xadrez foi melhor em matemática do que o grupo que recebeu aula de reforço de matemática…

Recapitulando…

Em suma, o xadrez ajuda a desenvolver e estimular o autoconhecimento, a autoconfiança, a autoconsciência, a criatividade, o planejamento, a flexibilidade, a tomada de decisões, a tomada de decisões sob pressão, o raciocínio lógico, analítico e sintético, a memória, o método, a concentração, a paciência, a perseverança, a inteligência social, a inteligência emocional… diversos aspectos fundamentais para vivermos uma vida mais centrada.

Eu sou totalmente a favor da universalização do xadrez nas instituições de ensino e como hobby para quem deseja evoluir diariamente. É um jogo que me ensinou muito durante a minha formação e que continua me ensinando até hoje.

Espero que você tenha gostado deste texto e que possamos jogar juntos em breve =)

Se você quer ler um relato do meu pai sobre um torneio com partidas históricas que joguei com ele, não deixe de conferir esta história que ele contou em 3 partes:

PAI X FILHO: COMPETIÇÃO OU CAPACITAÇÃO?

Clique aqui para a parte 1

Clique aqui para a parte 2

Clique aqui para a parte final

No meu Instagram @vabo23 estou sempre compartilhando os passos mais importantes da minha jornada e trocando ideias sobre soft skills, liderança, empreendedorismo e a vida, em geral 🙂

Segue lá e me manda seus desafios por DM que tentarei te ajudar!

As Melhores Perguntas para Entrevista

Da mesma forma que esperamos que o(a) candidato(a) se prepare para as entrevistas, é fundamental que o(a) entrevistador(a) também se prepare, tendo lido o currículo previamente, bem como buscando saber como foi o(a) candidato(a) nas etapas anteriores do processo seletivo.

Além disso, é importante que o(a) entrevistador(a) selecione critérios que serão avaliados na entrevista, para que então possa selecionar as melhores perguntas a serem feitas.

Compartilho abaixo aquelas que considero as melhores perguntas que podem ser usadas em entrevistas. Desde as mais básicas, passando pelas mais inteligentes e chegando às inusitadas.

Jamais utilize todas em uma mesma entrevista! Procure selecionar de acordo com o que deseja avaliar e se encaixa com a vaga e perfil do(a) candidato(a). Fazer perguntas por fazer, sem associá-las a critérios, não é uma boa prática em processos seletivos!

Sobre você

  • Me fala de você…
  • Quem é você?
  • Quais são suas experiências acadêmicas e profissionais?
  • Conta um pouco da sua trajetória profissional…
  • Me fala da sua família…
  • Quais são os seus hobbies fora do trabalho?
  • Descreva a si mesmo, o que te empolga? O que te frustra?
  • O que te levou às suas mudanças de emprego? Qual o racional delas? Como elas aconteceram?
  • Qual foi o seu maior desafio até hoje?
  • O que você tem mais orgulho na sua história de vida e poucas pessoas sabem?

Pontos fortes e oportunidades de melhoria

  • 3 pontos fortes?
  • Qual o seu diferencial?
  • 3 pontos de melhoria?
  • O que não está no seu currículo e eu deveria saber?
  • Me conte sobre uma dificuldade que teve e como lidou com a situação?
  • Quando as pessoas não gostam de você, normalmente qual é o motivo?
  • Quando as pessoas se enganam sobre você, normalmente qual é o motivo?

Preparação prévia

  • Como você se preparou para essa entrevista?
  • Faz um resumo do que você pesquisou sobre nossa empresa, sobre a vaga e sobre mim.
  • Pelas pesquisas sobre nossa empresa, há algo que gostaria de melhorar nela agora? Como?
  • O que te trouxe até aqui hoje?
  • Se você fosse o CEO da empresa: quais os maiores desafios da nossa indústria e o que você faria para endereçá-los?
  • Qual a sua visão sobre a importância dos valores da cultura da nossa empresa para o seu desenvolvimento profissional?

Motivações e sonhos

  • Qual a sua motivação para a vaga?
  • Qual a sua conexão com a empresa?
  • Quais são suas paixões?
  • Qual é o seu propósito?
  • Qual é a maior ambição da sua vida?
  • Qual seu sonho e o que você está fazendo para alcançá-lo?
  • Quais seus maiores objetivos e como você se organiza para alcançá-los?
  • O que você gostaria de fazer daqui a 5 anos?
  • Como você se vê em 15 anos?
  • Quem é seu ídolo? Em quem você se inspira?
  • Qual é o segredo para estar sempre sorrindo?
  • O que te faz recarregar as baterias e ter energia?

Execução e organização

  • Como você organiza sua rotina?
  • O que você se orgulha por já ter executado?
  • Quais fatores da sua história de vida fazem você ser quem você é hoje?
  • Qual a coisa que mais se esforçou na vida?
  • Como você lidou no período em que esteve mais atarefado?
  • Qual foi o objetivo de médio prazo mais difícil que teve na vida e como lidou?
  • Qual a coisa mais chata e difícil que já fez na vida?
  • Como você equilibra hoje sua vida pessoal e profissional?
  • Você já deixou de fazer algo que queria muito por falta de tempo?
  • O que tem dificuldade de fazer e como lida com isso?
  • Qual a maior dificuldade na sua vida?
  • Liderar quando se é o chefe formal é fácil. Conte um exemplo que você teve que liderar sem ser o chefe do grupo.

Aprendizados

  • Qual foi o seu maior aprendizado em sua carreira?
  • Qual foi seu maior fracasso e como conseguiu superá-lo?
  • Conte sobre um momento que você que teve que se ajustar a uma situação difícil.
  • Qual o seu livro, filme, série, podcast… preferido?
  • Quais os últimos 3 livros que você leu? Explique eles.
  • O que você aprendeu fora da faculdade?
  • O que você aprendeu de novo nos últimos 12 meses?
  • Me ensina algo que eu não saiba.
  • Descreva um problema interessante e como você o resolveu.
  • Descreva uma experiência que te tornou mais humilde.
  • Qual conselho você daria para quem está começando a carreira agora?
  • Qual habilidade que você não nasceu com ela e teve que batalha muito para desenvolver e chegar onde chegou?

Adaptabilidade

  • Se [tal coisa] acontecesse, o que você faria?
  • Se a vaga já fosse sua, o que te faria não aceitar/mudar de ideia?
  • Se você pudesse TUDO, o que faria?
  • Se você pudesse conversar com a pessoa que mais admira, quem seria e o que falaria?
  • Se nós te contratássemos, em que você gostaria de trabalhar?

Análise crítica

  • Por que eu deveria te contratar?
  • Por que eu NÃO deveria te contratar?
  • Trabalharia aqui de graça?
  • O que você não gosta em um chefe?
  • Você já discordou da decisão de um gestor? Como você abordou a discordância? Dê um exemplo específico e explique como você discordou, qual foi o resultado final e como aquela pessoa te descreveria hoje.
  • O que nós deveríamos falar nessa entrevista, mas ainda não falamos?
  • Do que você sentiria falta em seu emprego atual caso nós te contratássemos?
  • Você é criativo? O que é algo criativo que você pode fazer?
  • O que é mais importante: consertar o problema do cliente ou criar uma boa experiência para ele?
  • Você parece bem positivo, que tipo de coisas te deixam para baixo?
  • Quando você entra no nosso site como consumidor, o que você repara? Como você se sente ao entrar pela primeira vez?
  • Qual foi o seu melhor dia nos últimos quatro anos? Qual foi o pior?
  • Como você reage a feedback? Conte um exemplo.
  • Qual comentário ou feedback mais valioso você já recebeu?
  • O futuro pode ser ainda melhor do que o passado? Como?
  • Como manter a noção exata sobre si mesmo, quando as pessoas tendem a enxergar mais virtudes do que defeitos?
  • Se você pudesse trocar de vida com 1 pessoa por 1 dia, quem seria? E por quê?
  • Qual foi o pior adversário que a vida já te apresentou?
  • O que é felicidade para você?

Perguntas específicas de “Vendas”, que podem ser adaptadas para outras áreas

  • Já vendeu algo na vida? Como foi?
  • Conte uma situação em que teve que influenciar alguém.
  • Como funcionava o processo de vendas das empresas que você já trabalhou?
  • Qual foi a última vez que você foi competitivo?
  • Como você mede o seu sucesso?
  • Qual foi o argumento de vendas mais matador que você já usou na vida para vender alguma coisa?
  • Fale de uma situação onde o cliente não era muito de falar. Como você fez o cliente se abrir para você?
  • Como você define “vendas”?
  • Como você responde a concorrência? Fala aí sobre uma situação onde você foi surpreendido pela concorrência? O que você fez?
  • Quantas tentativas você faz para falar com um cliente? Quando você para de perseguir um cliente?
  • Qual foi o produto mais legal que você comprou nos últimos tempos? Vende ele para mim agora.
  • Me vende o nosso produto.

Perguntas inusitadas (e reais)

  • Se eu ligasse para seu vizinho agora, o que ele falaria de você?
  • Se eu ligasse para seu ex-chefe agora, o que ele falaria de você?
  • Se eu ligasse para as pessoas que trabalham diretamente com você agora, o que elas falariam de você?
  • Não vou falar nada por cinco minutos; me entretenha.
  • Se os alemães fossem o povo mais alto do mundo, como você provaria?
  • O que você acha de gnomos de jardim?
  • As suas notas na universidade refletem seu potencial?
  • Mahatma Gandhi teria sido um bom engenheiro de software?
  • É preferível ser o melhor funcionário e ter colegas que te odeiam ou o número 15 com colegas que gostam de você?
  • Como você curaria a fome mundial? Ou o covid19?
  • Quarto, mesa ou carro: qual você limpa primeiro?
  • A vida te fascina?
  • Se te derem 20 lâmpadas e um prédio de 100 andares, como você determina em que andar elas quebram?
  • Por favor, soletre “diverticulite”.
  • Liste cinco usos para um grampeador sem grampos.
  • Como você colocaria um elefante em uma geladeira?
  • Você tem um buquê de flores. Todas menos duas são rosas, todas menos duas são margaridas e todas menos duas são tulipas. Quantas flores você tem? 
  • De quantos jeitos diferentes é possível levar água de um lago no pé de uma montanha para o topo dela?
  • Quanto é 37 vezes 37?
  • Se você fosse um super-herói, que superpoder você teria?
  • Se você fosse um programa Office da Microsoft, qual você seria?
  • Coca ou Pepsi?
  • Você está expirando ar quente?
  • Você está em um barco a remo, que está em um grande tanque cheio de água. Você tem uma âncora a bordo, que você joga no tanque (a corrente é longa o suficiente para a âncora deitar inteiramente no fundo). O nível de água do tanque aumenta ou cai?
  • O que você acha daqueles palhaços no Congresso Nacional?
  • Em que circunstâncias você permitiria uma mentira?
  • O que você faria se um tigre entrasse aqui na sala agora?
  • Cite um ditado popular que você discorda.
  • Explique para uma criança de oito anos o que é um modem/roteador e suas funções.
  • Explique para uma criança de oito anos seu último trabalho.
  • Você tem 100 moedas em uma mesa, cada uma com duas faces: cara ou coroa. 10 delas estão com “cara” para cima, 90 estão com “coroa”. Você não consegue ver ou sentir, de maneira nenhuma, qual lado está para cima. Divida as moedas em duas pilhas, de forma tal que haja um número igual de “caras” em cada uma.
  • Como você testaria uma torradeira?
  • Há três caixas. Uma contém só maçãs, outra só laranjas, a última contém maçãs e laranjas. As caixas foram etiquetadas incorretamente, de tal forma que nenhuma etiqueta identifica corretamente o conteúdo de sua caixa. Abrindo apenas uma caixa, e sem olhar dentro dela, você pega uma fruta. Olhando para a fruta, como você pode imediatamente etiquetar corretamente cada uma das caixas?
  • Me mostre como você mostraria a um cliente que você está disposto a ajudá-lo usando apenas sua voz. Interprete.
  • Pensando em um aplicativo do estilo do iTunes que retira do ar várias imagens que se tornam desinteressantes ao longo do tempo, que estratégia você utilizaria para eliminar as imagens que caíssem em desuso ao longo do tempo?
  • Se você tem dois ovos e quer descobrir qual é o andar mais alto do qual você pode derrubar um ovo sem quebrá-lo, como você faria? Qual é a melhor solução?”
  • Como você faria o valuation de um dinossauro?
  • 2, 6, 42, 1806… quando o próximo número da sequência?

Perguntas “cases” (normalmente aplicadas em consultorias estratégicas)

  • Quantas pessoas estão usando o Facebook em São Francisco numa sexta-feira às 14h30?
  • Quanto os moradores de Dallas gastaram com gasolina em 2008?
  • Quantos aviões estão voando sobre o Kansas neste momento?
  • Quantas latas de tinta são necessárias para pintar toda a frota da American Airlines?
  • Quantas crianças nascem a cada dia?
  • Quantas horas demorariam para um cachorro andar de Madrid até Barcelona
  • Quantas horas um cachorro levaria para ir de Madri a Barcelona com uma lata amarrada no rabo?
  • Qual é o peso em toneladas de Manhattan?
  • Se você recebe uma jarra com uma mistura de moedas equilibradas e moedas viciadas, retira uma delas, joga ela três vezes e a sequência resultante é cara-cara-coroa, quais são as probabilidades de você ter pego uma moeda equilibrada e viciada?