Por que as pessoas compram algo?

  • Necessidade básica
  • Reposição de algo
  • Preços baixos
  • Conveniência
  • Escassez
  • Curiosidade
  • Valor percebido
  • Qualidade
  • Identificação com os princípios e valores
  • Marca
  • Inovação
  • Prestígio
  • Reciprocidade
  • Empatia
  • Agradecimento
  • Presente
  • Comemoração
  • Compra aspiracional
  • Compulsão
  • Vácuo emocional
  • Ego
  • Status
  • Para se sentir parte de uma comunidade
  • Para impressionar os outros
  • Inveja
  • Pressão dos amigos ou familiares
  • Falta de conhecimento
  • Pena
  • Tédio
  • Medo
  • Vício

Acrescentaria mais algum? =P

Networking: 7 lições para você construir sua rede de contatos

Fazer networking é muito mais do que ter muitos números nos seus contatos do celular. É sobre se conectar, abrir caminhos, evoluir constantemente.

Neste artigo, compartilho alguns dos meus insights sobre networking e como você pode desenvolver essa habilidade fundamental para o seu crescimento. Espero que goste!

Aproveita para se conectar comigo no Instagram @vabo23, onde estou sempre compartilhando dicas sobre este e vários outros temas. =)

1. A diferença entre network e networking

Network é a rede de contato. Networking é a sua capacidade de criar e alimentar essa rede de contatos.

2. Você faz networking desde que nasceu

Se parar para pensar, você começou a fazer networking desde que você nasceu. 

Isso porque sua rede de contatos é formada por todas as pessoas que você conhece, a começar pela sua família, depois pelos seus colegas da escola, colegas da faculdade, depois (para quem já começou a trabalhar) as pessoas do seu estágio ou trabalho, seu vizinho, os amigos dos amigos, todas as pessoas que você conhece são pessoas que de alguma forma podem fazer parte do seu network.

E isso também é válido para ambientes online! As pessoas que você segue no Instagram, por exemplo, também são um tipo de networking, especialmente se você se preocupa em interagir com elas. 

Com isso em mente, todo mundo que você já conheceu ou vai conhecer pode ser parte da sua rede de contatos, em maior ou menor profundidade. 

3. O que significa ter um bom networking 

Um bom indicativo do seu networking é: se você precisar de alguma coisa, você faz uma ligação ou envia uma mensagem de WhatsApp e você consegue de imediato o que está precisando.

Obviamente, se você precisa de algo na sexta-feira, não adianta você tentar criar um relacionamento na quarta-feira… O ideal é que você consiga criar e alimentar sua rede de contatos o mais cedo e o mais frequente possível. 

Lembre-se: sempre que você estiver em contato com as outras pessoas, é uma chance de alimentar seu network.

4. Como começar a fazer o seu networking

Uma coisa que eu digo muito para os meus alunos é que eles perdem um pouco a oportunidade de fazer contatos fortes desde o primeiro dia de aula.

Se você estiver na faculdade, faça esse exercício agora; se não estiver, tenta lembrar da época da faculdade: quem são os alunos, seus colegas de sala, que você sabe que são ponta firme? Que, se prometeram que vão entregar o trabalho, entregam? Que, se você precisar de ajuda para estudar para uma prova, eles vão te ajudar? Que cumprem o que prometem? Quem são as pessoas que você considera que têm um comportamento legal? Que lideram positivamente a turma?

Quem são as pessoas da sua faculdade que você lembra imediatamente?

Essas pessoas se preocuparam com um elemento que é diretamente proporcional à capacidade networking: sua reputação.

Sua reputação é a forma como que as pessoas enxergam o seu caráter, o seu comportamento e o seu resultado. Isso vai fazer toda a diferença para quando eventualmente você precisar de alguma ajuda ou quando você quiser fazer uma nova conexão. 

5. Por que fazer networking?

Tem uma teoria que diz que todas as pessoas do planeta estão conectadas em até 6 graus de separação. As pessoas mais próximas de você são o grau 1; as pessoas com as quais você interage com frequência, mas não são tão próxima, são o grau 2; as pessoas próximas das pessoas que são próximas a você são o grau 3, e assim por diante.

Então, se você quiser falar com qualquer pessoa no mundo – chineses, japoneses, russos, celebridades, grandes empreendedores – são até 6 contatos que separam você dessa pessoa.

Aliás, fica a dica: é importante ter esse mapeamento na sua cabeça. Pega uma pessoa que você gostaria muito de conhecer (por exemplo, o Barack Obama) e pensa: quem, na minha rede de contatos, é o meu grau mais próximo do Obama? Se algum dia eu efetivamente quiser conhecer o Obama, como eu posso chegar até ele através dessa pessoa?

Sua rede de contatos é tão forte quanto a sua capacidade de alimentá-la. Portanto, alimente-a de acordo com seu propósito e seus objetivos. Grandes objetivos vão requerer um esforço maior – mais contatos, mais follow ups -, mas também podem trazer as recompensas mais gratificantes 🙂

6. Como fazer networking em eventos?

Eu sempre dou o exemplo do Scale-up Summit, um evento da Endeavor para promover a conexão entre empreendedores de alto potencial, com alto crescimento de seus negócios, e mentores, investidores e pessoas com as quais eles podem aprender continuamente a continuar a crescer. 

Quer saber a diferença entre Startup e Scale-Up? Neste artigo eu comento um pouco sobre as particularidade de cada uma.

Participo desses eventos da Endeavor há muitos anos, pois são alguns dos eventos mais importantes de Empreendedorismo aqui no Brasil,  e normalmente é um evento de palestras, certo? Mas adivinha quantas palestras eu assisto normalmente nesse evento de palestras?

Nenhuma.

Por quê?

Porque o conteúdo das palestras, se eu me interessar por ele, eu depois assisto online no https://endeavor.org.br/. Eu não preciso estar dentro do auditório para assistir a uma palestra que eu sei que será disponibilizada no site depois. Eu aproveito o evento para ficar em uma posição ultra estratégica e alavancar meu networking.

A posição estratégica para networking em eventos

Varia de local para local, mas todo evento tem uma espécie de triângulo estratégico no qual você pode se posicionar. Ele fica entre a entrada para as salas onde ocorrem as palestras, o acesso aos estandes e a entrada/saída do evento.

Repara: independentemente do local escolhido para o evento, sempre tem um espaço específico que concentra o fluxo de pessoas que estão indo ao banheiro, ou estão indo buscar alguma coisa pra comer no coffee break, ou estão saindo das palestras e indo aos estandes… Procura exatamente esse ponto de convergência e se posiciona ali.

Todo mundo vai passar por esse ponto, eventualmente, e é aí que você tem uma oportunidade de ouro nas mãos para o seu networking.

Fazendo networking em eventos sem conhecer muita gente

Para quem ainda não se sente seguro ou não tem uma rede de contatos muito grande, uma dica é procurar alguém para ir com você nos eventos e usar essa companhia como catalisadora de novos contatos.

Imagina que eu estou conversando com uma pessoa e aí outra pessoa chega para cumprimentar a pessoa com quem eu estava falando. Normalmente, essa pessoa vai lá e me apresenta e aí eu já tenho um novo contato; é mais uma pessoa que eu conheço.

Troca cartão, troca LinkedIn, faz um pitch rápido do seu negócio… A dica é ter na ponta da língua o que você está fazendo, o que você busca, o que você acredita, o que você deseja alcançar com o seu negócio… E a partir disso, essa pessoa nova já está ciente do que você faz, aí você começa conectar um assunto com outro assunto e pode acabar saindo de um encontro de 5 minutos para uma reunião na semana seguinte e uma possibilidade de parceria.

Outra alternativa é ser um pouco mais cara de pau. Se coloca nas rodinhas de conversa, se apresenta, se envolve nos assuntos ao seu redor. As pessoas estão ali para isso, para trocar figurinha, então não tenha receio de engajar.

O importante é que, sozinho ou acompanhado, você deve correr atrás do seu networking. Não fique apenas esperando as pessoas te abordarem. Demonstre seu interesse indo atrás delas também. Só cuidado para não ser o(a) chato(a) do evento! Encontre o ponto ótimo!

7. A importância de se ter mentores em sua rede de contatos

Quando falo em networking, não falo só em oportunidades de negócios. Como eu comentei acima, networking é, basicamente, uma rede de todo mundo que te acrescenta algo na vida.

E, nesse sentido, ter um mentor na sua rede de contatos é um dos aspectos mais importantes para quem busca se desenvolver profissional e pessoalmente.

Eu sugiro que, no mínimo, uma vez por mês, você dedique um almoço para receber mentoria de alguém. O foco da mentoria vai ser em alguma coisa que você queira se desenvolver. Então, dentro do seu plano de desenvolvimento, quais são as características que você gostaria de evoluir?

Eu, por exemplo, recebi muita mentoria para o meu primeiro negócio; eu queria melhorar o aspecto de vendas, eu queria criar uma cultura organizacional, queria melhorar a minha liderança… Ao melhorar a empresa, eu também consegui aprender mais sobre mim mesmo e sobre aquele mentor, que é o mais valioso que você pode tirar de uma mentoria – o desenvolvimento pessoal, seu e do outro.

Mas uma mentoria não precisa só estar focada em negócios, viu? Você pode fazer mentoria para melhorar suas soft skills, para identificar o seu propósito, para melhorar sua criatividade, oratória ou escutatória…

O importante é mapear os pontos que você quer desenvolver e encontrar quem possa te ajudar.

Não deixe de ler também: Mentoria: por que você deve fazer? Como encontrar um mentor?

Dica bônus: você e sua reputação são “work in progress”

Finalmente, relembrando, para que você possa ter uma boa rede de contatos, a etapa fundamental é sua reputação.

Você está sempre evoluindo e, a todo momento, pode escolher se desenvolver e investir em você. Seja lendo, assistindo a uma série bacana, maratonando TED Talks ou puxando assunto com as pessoas que te fazem bem, estamos sempre trabalhando em nós mesmos e tentando ser 1% melhor a cada dia.

Sua reputação vai acompanhar essa sua curva de crescimento. Por isso, tire um momento da sua semana para fazer uma pausa e refletir sobre seus objetivos, seu propósito, o que você recebe e entrega para as pessoas.

Construir uma rede de contatos é construir conexões. Afinal, as pessoas são nosso maior ativo na vida!

No meu Instagram @vabo23 estou sempre compartilhando os passos mais importantes da minha jornada e trocando ideias sobre people skills, liderança, empreendedorismo e a vida, em geral 🙂

Segue lá e me manda seus desafios por DM que tentarei te ajudar!

E se fizéssemos diferente?

Se tem uma pessoa pública que eu admiro é o ministro do STF, Luis Roberto Barroso. Mais uma vez, ele mostrou sua lucidez com esse texto!

Texto originalmente publicado no O Globo.

Uma recessão mundial parece inevitável. E ela nos colherá após anos de recessão doméstica. Não virão tempos fáceis. Parece inevitável que todos ficaremos, ao menos temporariamente, mais pobres do ponto de vista material. Porém, na vida, tudo pode servir de aprendizado.

Sou convencido de que podemos sair do desastre humanitário da pandemia da Covid-19 mais ricos como cidadãos e, talvez, também espiritualmente. Para isso, procuro alinhavar uma agenda pós-crise, mas que já pode ser colocada em prática desde logo. Toda escolha dessa natureza tem alguma dose de subjetividade, mas eis a minha lista de propostas: integridade, solidariedade, igualdade, competência, educação e ciência e tecnologia.

integridade é a premissa de tudo o mais. Ela precede a ideologia e as escolhas políticas. Ser correto não é virtude ou opção: é regra civilizatória básica. Não há como o Brasil se tornar verdadeiramente desenvolvido com os padrões de ética pública e de ética privada que temos praticado. Um pacto de integridade só precisa de duas regras simples: no espaço público, não desviar dinheiro; no espaço privado, não passar os outros para trás. Será uma revolução.

Solidariedade significa não ser indiferente à dor alheia e ter disposição para ajudar a superá-la. Ela envolve, para quem foi menos impactado pela crise, a atitude de auxiliar aqueles que sofreram mais. Como, por exemplo, continuar pagando por alguns serviços, mesmo que não estejam sendo prestados. Da faxineira à manicure. E, evidentemente, caridade e filantropia por parte de quem pode fazer.

A superação da pobreza extrema e da desigualdade injusta continua a ser a causa inacabada da humanidade. Vivemos num mundo em que 1% dos mais ricos possui metade de toda a riqueza. E num país no qual, segundo a organização Oxfam, 6 pessoas somadas possuem mais do que 100 milhões de brasileiros. A pandemia escancarou o déficit habitacional, a inadequação dos domicílios e a falta de saneamento, em meio a tudo o mais. Já sabemos onde estão as nossas prioridades.

Quanto à competência, precisamos deixar de ser o país do nepotismo, do compadrio, das ações entre amigos com dinheiro público. Aliás, uma das coisas que mais dão alento no Brasil é o fato de que, quando se colocam as pessoas certas nos lugares certos, tudo funciona bem. Há exemplos recentes, no Banco Central, na Petrobras, na Infraestrutura e na Saúde. Precisamos derrotar as opções preferenciais pelos medíocres, pelos espertos e pelos aduladores. É hora de dar espaço aos bons.

O déficit na educação básica — que é a que vai do ensino infantil ao ensino médio — é a causa principal do nosso atraso. No Brasil, ela só se universalizou 100 anos depois dos Estados Unidos. Elites extrativistas e incultas escolheram esse destino. A falta de educação básica está associada a três problemas graves: vidas menos iluminadas, trabalhadores de menor produtividade e reduzido número de pessoas capazes de pensar soluções para o país. Ao contrário de outras áreas, os problemas da educação têm diagnósticos precisos e soluções consensuais. Há tanta gente de qualidade nessa área que é difícil entender o descaso.

E, por fim, há a urgente necessidade de mais investimento em ciência e tecnologia. O mundo vive uma revolução tecnológica e está ingressando na quarta revolução industrial. A riqueza das nações depende cada vez menos de bens materiais e, crescentemente, de conhecimento, informação de ponta e inovação. Precisamos prestigiar e ampliar nossas instituições de pesquisa de excelência, assim como valorizar os pesquisadores. A democracia tem espaço para liberais, progressistas e conservadores. Mas não para o atraso.

Tem se falado que, depois da crise, haverá um novo normal. E se não voltássemos ao normal? E se fizéssemos diferente?

Luís Roberto Barroso é ministro do Supremo Tribunal Federal

10 perguntas para Deus

Certa vez, quando eu era criança, um amigo me perguntou: se você estivesse frente a frente com Deus, o que perguntaria a Ele?

Confesso que nessa época não fazia a menor ideia do que perguntar, cheguei a pensar em perguntar sobre meu avô, que havia falecido recentemente… uma pergunta legítima, sem dúvidas, mas será que não existiriam perguntas relevantes fora do âmbito pessoal que pudessem nos ajudar a entender mais sobre a vida e a humanidade?

Posso dizer que esse desafio proposto pelo meu amigo ficou me martelando a vida toda. Vira e mexe, ele volta à minha mente. Hoje, mais maduro do que antes e ainda me considerando um “work in progress”, reuni as 10 perguntas que faria se estivesse frente a frente com Deus. Compartilho abaixo:

1) Como tudo começou, ou seja, de onde viemos?

Como Você surgiu? Existiu Big Bang? O que existia antes do Big Bang? Existiu Adão e Eva?  Qual a razão por trás da Teoria da Evolução de Darwin? Existem outras vidas e reencarnações? Como a história do Universo, da Terra e da humanidade se relacionam? Existem ou existiram outros deuses? O que são a energia escura e a matéria escura? Existem outros Universos?

2) Quem somos nós?

Por que o Homo Sapiens Sapiens tornou-se a espécie dominante no planeta Terra? Existe vida em outros planetas ou plano espirituais? Existe céu e inferno? Como é a governança disso? Existem anjos, espíritos, diabo? Existe o bem e o mal? Ou depende da situação? Existe alma? O que é a nossa essência e nossa consciência? As células do nosso corpo são organismos vivos e nós somos “deus” para elas, assim como Você é para nós?

3) Para onde vamos?

Para onde caminha a humanidade? Existem estágios de evolução? Iremos nos integrar à tecnologia? Seremos humanoides?

4) Qual é o propósito da vida?

Existe uma missão que cada ser humano precisa cumprir? A vida vai nos colocando desafios para que possamos aprender com eles? Como equilibrar o nosso ego com servir aos demais? Como equilibrar pensamentos e performance com sentidos e presença?

5) Existe livre-arbítrio, destino e carma?

Qual é o Seu nível de interferência? Existe um livro em que tudo que vai acontecer está escrito? Se não há interferência nenhuma, como explicar os milagres? Se a interferência é seletiva, qual é o critério? Se a interferência é máxima, por que acontecem coisas muito ruins (como sofrimentos de criancinhas)? Livre-arbítrio é o que você planta, carma é o que você colhe?

6) A relação de cada pessoa e sua família, amigos e conhecidos é planejada ou aleatória?

Se existirem outras vidas, minha mãe pode ter sido minha irmã? Minha esposa pode ter sido meu pai? E meu pai pode ter sido meu filho? Ou isso tudo é aleatório? Existe alma gêmea?

7) Para que serve e como funciona o sonho?

É verdade que quando sonhamos, saímos de nosso corpo? Como funciona essa mecânica? Os sonhos possuem mensagens escondidas? São manifestações do nosso inconsciente?

8) Como é o processo do nascimento?

As pessoas escolhem nascer? Como é feita a seleção de lugar, família e genética?

9) Como é o processo da morte?

Quando morremos tudo acaba? Ou vamos para outro lugar? É verdade que ninguém morre antes da hora? Qual é o critério para definir que chegou a hora?

10) O covid-19 foi uma oportunidade de o ser humano parar, olhar pra dentro, ser mais empático e se reconfigurar?

Há momentos em que o ser humano precisa acelerar e frear? O ser humano está destruindo o planeta? Fome, miséria, injustiças, violências, guerras, terrorismo, aquecimento global, poluição, mentiras, manipulações, polarização demonstram que o ser humano precisa frear? O covid19 é uma oportunidade para nós desenvolvermos solidariedade, empatia, compaixão, generosidade, humildade, paciência, gratidão e amor em relação a nós mesmos e aos outros?

Mais 3 perguntas extras

E para não deixar as perguntas pessoais de lado… tenho mais 3 perguntinhas extras =)

1) Como estão meu avô e meu padrinho?

Muita saudade deles!

2) Onde foram parar a procuração e o dinheiro que sumiram do nada no meu apartamento do Jardim Botânico?

Até hoje, tenho essa curiosidade…

3) E tenho chance de ver o Botafogo campeão do mundo novamente?

Realmente, essa parece ser uma causa (quase) impossível! =)

Conclusão

Brincadeiras à parte, poderia fazer mais perguntas pessoais (tipo receber um feedback de Deus sobre minha conduta e meu legado, e também sobre pessoas próximas) ou mais perguntas relacionadas a fatos históricos, geopolítica, economia, filosofia, sociedade… ou até mais perguntas sobre curiosidades específicas… mas o desafio era fazer apenas 10 perguntas, não é mesmo?

Provavelmente algumas religiões, cientistas, teólogos e estudiosos da espiritualidade propõem algumas respostas, com base em ciência, crenças ou fé.

Eu acredito que talvez ainda não estejamos prontos para saber a Verdade. Ou talvez o mistério da vida seja exatamente nunca termos essas respostas…

Se você curtiu esse texto, não deixe de assistir ao documentário Eu Maior (Higher Self), disponível nesse link.

Xadrez, o verdadeiro jogo da vida: o que aprendi jogando xadrez e como uso esses aprendizados no meu dia a dia

Aprendi o movimento das peças de xadrez quando tinha 5 anos de idade, por intermédio de meu pai, meu maior incentivador e educador. Desde cedo, ele me ensinou a jogar xadrez e, naturalmente, fui gostando, me interessando, evoluindo, até que o xadrez tornou-se meu hobby predileto e grande fonte de inspiração e aprendizado.

Li alguns livros, participei de alguns torneios e, durante a faculdade, tive a honra de ser aluno e jogar simultâneas com o Mestre Internacional Christian Toth, que havia sido técnico da seleção brasileira de xadrez.

E, quanto mais vou adquirindo experiência, mais percebo que o xadrez pode trazer grandes lições para nossa vida. Decidi compartilhar algumas delas a seguir:

No xadrez não existe sorte. E na vida?

Meu pai nunca me deixou ganhar. Na primeira vez em que eu ganhei dele, eu tinha 14 anos, ou seja, fazia 9 anos que jogávamos juntos e, quando eu finalmente consegui ganhar dele, foi uma comoção, porque ele nunca “facilitou” pra mim. Tirei foto do tabuleiro e tudo, foi um momento histórico que deixou meu primeiro aprendizado: diferente de outros esportes, efetivamente, o componente “sorte” não está presente em um jogo de xadrez. 

E o fato de ser um jogo em que o elemento “sorte” é nulo (talvez o único momento de influência do acaso é antes de começar a partida, na hora de decidir quem jogará com as brancas e quem com as pretas) faz com que os jogadores tenham de estar aproximadamente no mesmo nível para vencer, e resulta em que eles se comprometam com a melhoria contínua a cada lance.

O jogo só acaba quando termina

Certa vez, quando jogava com um colega de turma (não é contra, pois a noção aqui é de que você sempre joga com um parceiro, e não contra um adversário), logo no início da partida capturei facilmente um bispo e um cavalo dele.

A partir deste momento, o sentimento de “já ganhei” se apoderou de mim, a ponto de eu perder totalmente a concentração no jogo e tempos depois levar um xeque-mate surpreendente. Você não pode subestimar, nem superestimar o parceiro. Aprendi muito sobre não “cantar vitória” antes da hora e continuar dando o melhor de mim até o final.

Foco e paciência são essenciais para tomar decisões estratégicas

O xadrez mexe diretamente com diversos sentimentos, falhas, desejos e defeitos do jogador. No exemplo anterior, minha arrogância, altivez e orgulho receberam um xeque-mate. Paciência e controle de ansiedade são duas características muito exercitadas durante o jogo, principalmente quando pegamos um parceiro que demora muito para jogar. 

É preciso tentar ao máximo não deixar suas emoções levarem a melhor diante da necessidade de ser racional e estratégico, e manter o foco para tirar o melhor de cada jogada.

Postura e respiração (ou como o xadrez me ajudou a meditar)

Ainda nesse tema, o xadrez tem muito a ensinar sobre meditação, sabia? Para jogar, é recomendável postura ereta, respiração ritmada – inspirar pelo nariz e expirar pela boca – e concentração absoluta no tabuleiro. É preciso tentar não deixar fatores externos – barulho, preocupações, pensamentos invasivos – atrapalharem sua jogada. 

Embora o xadrez tenha essa referência à guerra – tem as torres, um rei, bispo, cavalo (como se fosse a cavalaria), tem peão (que seria a infantaria) – não existe essa noção de “combate” no jogo. A guerra é muito mais de você com você mesmo.

Que tipo de guerra é essa? A origem do xadrez

É interessante também analisar as origens do xadrez. Sabe-se que surgiu na Índia. Numa passagem do livro “O Físico”, de Noah Gordon, em que o protagonista está na Pérsia do século XI, atual Irã, o Xá o convida a participar de um jogo de tabuleiro:

“- Nossa antiga diversão. Quando se perde é chamado shahtreng, a angústia do rei. Mas é mais conhecido como “Jogo do Xá”, pois é sobre guerra. (…)

– O rei fica no centro, seu fiel companheiro, o general, a postos. De cada lado deles fica um elefante, lançando sombras agradáveis tão escuras quanto o índigo sobre o trono. Dois camelos ficam depois dos elefantes, com homens decididos montados neles. (…) Em cada extremidade das linhas de batalha encontra-se um rukh, ou guerreiro, que leva as mãos em concha, bebendo o sangue do inimigo. Na frente move-se a infantaria, cujo dever é ajudar os outros durante a luta. (…)

– Quem vence no Jogo do Xá, pode governar o mundo.”

Este “Jogo do Xá” é uma das diversas variantes que denotam o sincretismo do xadrez atual. Nitidamente, o cunho original do xadrez é a representação da guerra.

Hoje em dia, podemos afirmar que esta guerra traduzida pelo xadrez não é mais uma batalha bélica, mas sim mental e espiritual. O xeque-mate é a busca pela verdade, pela jogada perfeita, pelo belo e pelo mistério.

Como tomar decisões visando curto e longo prazo

Entrando um pouco mais nas soft skills, tomada de decisão é uma habilidade fundamental que se desenvolve durante o jogo de xadrez. Você tem que agir ou reagir a algo que foi feito. Se você joga com as brancas, por exemplo, vai ter que decidir se começa com o peão em frente ao rei, se começa com o peão em frente à dama ou outra jogada. Existem diversas possibilidades e devemos escolher aquelas que parecem fazer mais sentido para a estratégia do jogo. 

Na sua vida, você também tem diversas possibilidades a todo instante. Você pode estar aqui comigo, lendo esse texto; você pode ter que almoçar; você pode ter que ler um livro; você pode ter que trabalhar; você pode ver os amigos; você pode ver Netflix; você tem infinitas possibilidades na sua vida. Esse cálculo já foi feito: se você fizer a conta de quantas jogadas são possíveis no xadrez, no jogo inteiro, existem mais jogadas do que o número de estrelas no universo ou de grãos de areia na Terra!!!

É essencial, portanto, pensar bem sobre cada movimento, mas não pensar demais sobre todos os demais eventuais movimentos que você poderia ter feito.

Além da tomada de decisão, em si, você também aprende a tomar decisão sob pressão e a olhar para o longo prazo – isto é, cinco a dez jogadas adiantes. Porque, se eu estou sendo atacado, se eu vejo que meu rei está em risco, eu posso me desesperar e tomar a decisão errada. Mas esteja ciente de que toda decisão envolve risco, sacrifício. Às vezes, você abre mão de um peão porque pode conquistar a dama, duas ou três jogadas à frente.

É aquela velha situação da vida em que a gente dá um passo para trás para depois poder dar dois ou três para frente. “Vou aceitar ganhar um salário menor aqui nessa empresa porque eu sei que daqui a 6 meses meu salário vai dobrar, porque eu tenho potencial, porque eu sei que é um ambiente propício para eu crescer” ou então “vou trabalhar um pouco mais agora porque eu sei que lá na frente vou poder descansar melhor, ou vou virar sócio da empresa”, enfim. É ter noção da potencial recompensa depois que você assume um risco.

O caminho do meio entre o planejamento e a flexibilidade

O segredo da vida talvez seja a gente buscar o caminho do meio, o equilíbrio. Eu devo planejar minhas jogadas, refletir, montar estratégias, mas eu não posso ficar rígido no meu planejamento. É fundamental ter flexibilidade, até porque o outro jogador pode fazer um movimento completamente inesperado e o seu plano vai por água abaixo, não é mesmo? 

“Ah, mas se eu tiver flexibilidade total, não vou me atentar a nada do que acontece, vou perder oportunidades” – sim, verdade. Por isso, o caminho do meio significa nem planejar demais (rigidez) e nem flexibilidade total (“deixa a vida me levar”). Monte sua estratégia, mas abra-se à possibilidade de a qualquer momento fazer um desvio inesperado, que eventualmente poderá ser ainda mais benéfico.

O outro lado da vitória é o aprendizado

Perseverança é outra habilidade que se desenvolve muito bem no xadrez. No final do dia, você tem que continuar acreditando que é possível vencer. O seu exército é representado por você mesmo no tabuleiro; cada peça é um pedaço de você. 

Aliás, eu acredito que não existe derrota no xadrez, ou na vida. Existe a vitória, o sucesso, os louros, a conquista, e existe… o aprendizado. Se você não tiver a vitória, você, no mínimo, vai aprender onde que você errou, o que deu errado para você, por que você não conseguiu lidar com você mesmo, quais ações, quais movimentos te prejudicaram, o que você poderia ter feito diferente e poderá se dedicar mais e se preparar melhor.

O xadrez tem muito a te ensinar sobre o seu nervosismo

Como você se sente quando você está sob pressão? Você começa a suar frio, você fica meio nervoso, você treme, o coração acelera, você morde a boca, você passa a mão excessivamente no cabelo, você tem algum tique… 

Mas como você percebe tudo isso? Autoconsciência – que é outra coisa que o xadrez me permitiu exercitar. E uma vez que você começa a reparar nisso, você pode fazer esse paralelo com o restante da sua vida. As mesmas reações que eu tive no xadrez, eu tenho quando vou, por exemplo, falar em público; a diferença é que agora eu consigo enxergar como é que eu fico nervoso.

Cada pessoa reage de um jeito. Há pessoas em que surgem placas vermelhas no pescoço, na bochecha. Tive um aluno que surgiu placas vermelhas e chegou para mim perguntando: “pelo amor de Deus, como é que eu faço para não ter placa vermelha?”. Eu respondi: “Esquece. É uma reação natural do seu corpo, você não vai conseguir controlar a placa vermelha”. Mas o que você pode fazer é se preparar bem, treinar bem, fazer exercícios de Inteligência Emocional e, com o tempo, indo cada vez melhor, é possível que a placa vermelha diminua naturalmente – mas mesmo que não diminua, ignore-a e não se deixa afetar por isso. É parte do jogo – da vida ou de xadrez. Conviva com o seu nervosismo, desenvolva autoconsciência e use esse autoconhecimento para gerar autoconfiança.

Criatividade somente existe associada a um contexto específico

Sabemos que a criatividade é desenvolvida pelo xadrez. Pensa na seguinte situação: eu acabei de receber um xeque, fiquei encurralado; vou precisar de uma solução criativa para sair desse xeque e poder capturar a dama dele, por exemplo, para devolver o xeque daqui a dez jogadas.

Ou seja, é criatividade dentro de um planejamento, dentro das minhas limitações. Um bom jogador de xadrez é aquele que consegue pensar algumas jogadas à frente, então também tem que ter planejamento, como eu falei mais acima. Como você leva para a sua vida pessoal? Você está pensando daqui a alguns meses? Daqui a alguns anos? Que atitudes você tem hoje que vão te favorecer lá na frente? Quais são os seus planos? Como você está aprendendo? Você está trabalhando, você está estudando, se desenvolvendo, você está plantando as sementes agora para daqui a um tempo colher os frutos. 

E, quando as coisas fugirem dos seus planos, seja criativo(a) na hora de lidar com os problemas, para continuar em sua trajetória de sucesso. A criatividade somente existe associada a um contexto específico!

Resiliência (ou como lidar com as frustrações da vida)

Lidar com frustrações – mais conhecido como resiliência – é mais uma coisa que o xadrez ensina muito bem. Você acabou de perder o bispo, vai se desesperar? Você vai entregar o jogo? Ou você vai respirar fundo e montar uma estratégia para planejar como é que você faz para se sair dessa? 

Perder uma peça no jogo é uma frustração assim como perder um emprego, ou perder um ente querido, ou terminar um namoro, assim como não conseguir aquilo que a gente gostaria. Como eu lido com essa frustração?

Uma vez que eu aprenda a lidar com a perda do bispo no jogo de xadrez, por exemplo, é um passo além para que eu aprenda a lidar também com as frustrações da vida. Nassim Taleb nos apresentou ao conceito do “antifrágil”, que é aquela pessoa que consegue melhorar e crescer quando está diante de uma situação inesperada, com mudanças e pressão. Desta forma, essa é mais uma habilidade que podemos desenvolver no xadrez e levar para a nossa vida: a cada situação diferente que acontece, o antifrágil sai ainda mais fortalecido. 

Aprender xadrez é diferente de aprender a jogar xadrez

Aprender a jogar xadrez é você sabe mexer as peças, o movimento das peças,  quais são as situações especiais do jogo, quais peças você tem que capturar…

Ressalto que aprender técnicas e táticas do jogo de xadrez é importante. Cito algumas: aberturas e fechamentos, buscar avançar pelo meio, ameaçar duas peças com o cavalo, saber fazer o roque na hora certa, proteger um peão passado, auto-defesa de peças etc., porém o primordial é saber tirar lições do xadrez a partir de paralelos com a vida cotidiana.

Há pessoas que somente aprendem a jogar xadrez e há pessoas que também aprendem xadrez. 

Aprender xadrez, portanto, significa conseguir extrair do “jogar xadrez” uma essência e, mais do que isso, se identificar com essa essência, aplicando-a à realidade da sua vida e indo além do tabuleiro.

Crianças podem se desenvolver muito jogando xadrez!

Se você tiver filhos, primos, afilhados, sobrinhos, vizinhos até os sete ou oito anos de idade, eu recomendo fortemente que você estimule a criança a aprender xadrez, junto com dois a três idiomas.

Quando as crianças aprendem xadrez, recebem um estímulo intelectual e uma forma de desenvolverem suas inteligências para expandir a mente. Os dois ou três idiomas aprendidos nessa idade farão com que a criança tenha sotaque nativo e desde cedo seja um cidadão global, com inteligência emocional apurada, que são habilidades fundamentais para criarmos um futuro melhor.

Um experimento feito pelo grande mestre Garry Kasparov na Rússia, separou uma turma de ensino fundamental de matemática em dois grupos. Um grupo recebeu aula de reforço de matemática. O outro grupo recebeu aula de reforço de xadrez. Adivinha quem foi melhor? Exato! O grupo que recebeu aula de reforço de xadrez foi melhor em matemática do que o grupo que recebeu aula de reforço de matemática…

Recapitulando…

Em suma, o xadrez ajuda a desenvolver e estimular o autoconhecimento, a autoconfiança, a autoconsciência, a criatividade, o planejamento, a flexibilidade, a tomada de decisões, a tomada de decisões sob pressão, o raciocínio lógico, analítico e sintético, a memória, o método, a concentração, a paciência, a perseverança, a inteligência social, a inteligência emocional… diversos aspectos fundamentais para vivermos uma vida mais centrada.

Eu sou totalmente a favor da universalização do xadrez nas instituições de ensino e como hobby para quem deseja evoluir diariamente. É um jogo que me ensinou muito durante a minha formação e que continua me ensinando até hoje.

Espero que você tenha gostado deste texto e que possamos jogar juntos em breve =)

Se você quer ler um relato do meu pai sobre um torneio com partidas históricas que joguei com ele, não deixe de conferir esta história que ele contou em 3 partes:

PAI X FILHO: COMPETIÇÃO OU CAPACITAÇÃO?

Clique aqui para a parte 1

Clique aqui para a parte 2

Clique aqui para a parte final

No meu Instagram @vabo23 estou sempre compartilhando os passos mais importantes da minha jornada e trocando ideias sobre soft skills, liderança, empreendedorismo e a vida, em geral 🙂

Segue lá e me manda seus desafios por DM que tentarei te ajudar!

As Melhores Perguntas para Entrevista

Da mesma forma que esperamos que o(a) candidato(a) se prepare para as entrevistas, é fundamental que o(a) entrevistador(a) também se prepare, tendo lido o currículo previamente, bem como buscando saber como foi o(a) candidato(a) nas etapas anteriores do processo seletivo.

Além disso, é importante que o(a) entrevistador(a) selecione critérios que serão avaliados na entrevista, para que então possa selecionar as melhores perguntas a serem feitas.

Compartilho abaixo aquelas que considero as melhores perguntas que podem ser usadas em entrevistas. Desde as mais básicas, passando pelas mais inteligentes e chegando às inusitadas.

Jamais utilize todas em uma mesma entrevista! Procure selecionar de acordo com o que deseja avaliar e se encaixa com a vaga e perfil do(a) candidato(a). Fazer perguntas por fazer, sem associá-las a critérios, não é uma boa prática em processos seletivos!

Sobre você

  • Me fala de você…
  • Quem é você?
  • Quais são suas experiências acadêmicas e profissionais?
  • Conta um pouco da sua trajetória profissional…
  • Me fala da sua família…
  • Quais são os seus hobbies fora do trabalho?
  • Descreva a si mesmo, o que te empolga? O que te frustra?
  • O que te levou às suas mudanças de emprego? Qual o racional delas? Como elas aconteceram?
  • Qual foi o seu maior desafio até hoje?
  • O que você tem mais orgulho na sua história de vida e poucas pessoas sabem?

Pontos fortes e oportunidades de melhoria

  • 3 pontos fortes?
  • Qual o seu diferencial?
  • 3 pontos de melhoria?
  • O que não está no seu currículo e eu deveria saber?
  • Me conte sobre uma dificuldade que teve e como lidou com a situação?
  • Quando as pessoas não gostam de você, normalmente qual é o motivo?
  • Quando as pessoas se enganam sobre você, normalmente qual é o motivo?

Preparação prévia

  • Como você se preparou para essa entrevista?
  • Faz um resumo do que você pesquisou sobre nossa empresa, sobre a vaga e sobre mim.
  • Pelas pesquisas sobre nossa empresa, há algo que gostaria de melhorar nela agora? Como?
  • O que te trouxe até aqui hoje?
  • Se você fosse o CEO da empresa: quais os maiores desafios da nossa indústria e o que você faria para endereçá-los?
  • Qual a sua visão sobre a importância dos valores da cultura da nossa empresa para o seu desenvolvimento profissional?

Motivações e sonhos

  • Qual a sua motivação para a vaga?
  • Qual a sua conexão com a empresa?
  • Quais são suas paixões?
  • Qual é o seu propósito?
  • Qual é a maior ambição da sua vida?
  • Qual seu sonho e o que você está fazendo para alcançá-lo?
  • Quais seus maiores objetivos e como você se organiza para alcançá-los?
  • O que você gostaria de fazer daqui a 5 anos?
  • Como você se vê em 15 anos?
  • Quem é seu ídolo? Em quem você se inspira?
  • Qual é o segredo para estar sempre sorrindo?
  • O que te faz recarregar as baterias e ter energia?

Execução e organização

  • Como você organiza sua rotina?
  • O que você se orgulha por já ter executado?
  • Quais fatores da sua história de vida fazem você ser quem você é hoje?
  • Qual a coisa que mais se esforçou na vida?
  • Como você lidou no período em que esteve mais atarefado?
  • Qual foi o objetivo de médio prazo mais difícil que teve na vida e como lidou?
  • Qual a coisa mais chata e difícil que já fez na vida?
  • Como você equilibra hoje sua vida pessoal e profissional?
  • Você já deixou de fazer algo que queria muito por falta de tempo?
  • O que tem dificuldade de fazer e como lida com isso?
  • Qual a maior dificuldade na sua vida?
  • Liderar quando se é o chefe formal é fácil. Conte um exemplo que você teve que liderar sem ser o chefe do grupo.

Aprendizados

  • Qual foi o seu maior aprendizado em sua carreira?
  • Qual foi seu maior fracasso e como conseguiu superá-lo?
  • Conte sobre um momento que você que teve que se ajustar a uma situação difícil.
  • Qual o seu livro, filme, série, podcast… preferido?
  • Quais os últimos 3 livros que você leu? Explique eles.
  • O que você aprendeu fora da faculdade?
  • O que você aprendeu de novo nos últimos 12 meses?
  • Me ensina algo que eu não saiba.
  • Descreva um problema interessante e como você o resolveu.
  • Descreva uma experiência que te tornou mais humilde.
  • Qual conselho você daria para quem está começando a carreira agora?
  • Qual habilidade que você não nasceu com ela e teve que batalha muito para desenvolver e chegar onde chegou?

Adaptabilidade

  • Se [tal coisa] acontecesse, o que você faria?
  • Se a vaga já fosse sua, o que te faria não aceitar/mudar de ideia?
  • Se você pudesse TUDO, o que faria?
  • Se você pudesse conversar com a pessoa que mais admira, quem seria e o que falaria?
  • Se nós te contratássemos, em que você gostaria de trabalhar?

Análise crítica

  • Por que eu deveria te contratar?
  • Por que eu NÃO deveria te contratar?
  • Trabalharia aqui de graça?
  • O que você não gosta em um chefe?
  • Você já discordou da decisão de um gestor? Como você abordou a discordância? Dê um exemplo específico e explique como você discordou, qual foi o resultado final e como aquela pessoa te descreveria hoje.
  • O que nós deveríamos falar nessa entrevista, mas ainda não falamos?
  • Do que você sentiria falta em seu emprego atual caso nós te contratássemos?
  • Você é criativo? O que é algo criativo que você pode fazer?
  • O que é mais importante: consertar o problema do cliente ou criar uma boa experiência para ele?
  • Você parece bem positivo, que tipo de coisas te deixam para baixo?
  • Quando você entra no nosso site como consumidor, o que você repara? Como você se sente ao entrar pela primeira vez?
  • Qual foi o seu melhor dia nos últimos quatro anos? Qual foi o pior?
  • Como você reage a feedback? Conte um exemplo.
  • Qual comentário ou feedback mais valioso você já recebeu?
  • O futuro pode ser ainda melhor do que o passado? Como?
  • Como manter a noção exata sobre si mesmo, quando as pessoas tendem a enxergar mais virtudes do que defeitos?
  • Se você pudesse trocar de vida com 1 pessoa por 1 dia, quem seria? E por quê?
  • Qual foi o pior adversário que a vida já te apresentou?
  • O que é felicidade para você?

Perguntas específicas de “Vendas”, que podem ser adaptadas para outras áreas

  • Já vendeu algo na vida? Como foi?
  • Conte uma situação em que teve que influenciar alguém.
  • Como funcionava o processo de vendas das empresas que você já trabalhou?
  • Qual foi a última vez que você foi competitivo?
  • Como você mede o seu sucesso?
  • Qual foi o argumento de vendas mais matador que você já usou na vida para vender alguma coisa?
  • Fale de uma situação onde o cliente não era muito de falar. Como você fez o cliente se abrir para você?
  • Como você define “vendas”?
  • Como você responde a concorrência? Fala aí sobre uma situação onde você foi surpreendido pela concorrência? O que você fez?
  • Quantas tentativas você faz para falar com um cliente? Quando você para de perseguir um cliente?
  • Qual foi o produto mais legal que você comprou nos últimos tempos? Vende ele para mim agora.
  • Me vende o nosso produto.

Perguntas inusitadas (e reais)

  • Se eu ligasse para seu vizinho agora, o que ele falaria de você?
  • Se eu ligasse para seu ex-chefe agora, o que ele falaria de você?
  • Se eu ligasse para as pessoas que trabalham diretamente com você agora, o que elas falariam de você?
  • Não vou falar nada por cinco minutos; me entretenha.
  • Se os alemães fossem o povo mais alto do mundo, como você provaria?
  • O que você acha de gnomos de jardim?
  • As suas notas na universidade refletem seu potencial?
  • Mahatma Gandhi teria sido um bom engenheiro de software?
  • É preferível ser o melhor funcionário e ter colegas que te odeiam ou o número 15 com colegas que gostam de você?
  • Como você curaria a fome mundial? Ou o covid19?
  • Quarto, mesa ou carro: qual você limpa primeiro?
  • A vida te fascina?
  • Se te derem 20 lâmpadas e um prédio de 100 andares, como você determina em que andar elas quebram?
  • Por favor, soletre “diverticulite”.
  • Liste cinco usos para um grampeador sem grampos.
  • Como você colocaria um elefante em uma geladeira?
  • Você tem um buquê de flores. Todas menos duas são rosas, todas menos duas são margaridas e todas menos duas são tulipas. Quantas flores você tem? 
  • De quantos jeitos diferentes é possível levar água de um lago no pé de uma montanha para o topo dela?
  • Quanto é 37 vezes 37?
  • Se você fosse um super-herói, que superpoder você teria?
  • Se você fosse um programa Office da Microsoft, qual você seria?
  • Coca ou Pepsi?
  • Você está expirando ar quente?
  • Você está em um barco a remo, que está em um grande tanque cheio de água. Você tem uma âncora a bordo, que você joga no tanque (a corrente é longa o suficiente para a âncora deitar inteiramente no fundo). O nível de água do tanque aumenta ou cai?
  • O que você acha daqueles palhaços no Congresso Nacional?
  • Em que circunstâncias você permitiria uma mentira?
  • O que você faria se um tigre entrasse aqui na sala agora?
  • Cite um ditado popular que você discorda.
  • Explique para uma criança de oito anos o que é um modem/roteador e suas funções.
  • Explique para uma criança de oito anos seu último trabalho.
  • Você tem 100 moedas em uma mesa, cada uma com duas faces: cara ou coroa. 10 delas estão com “cara” para cima, 90 estão com “coroa”. Você não consegue ver ou sentir, de maneira nenhuma, qual lado está para cima. Divida as moedas em duas pilhas, de forma tal que haja um número igual de “caras” em cada uma.
  • Como você testaria uma torradeira?
  • Há três caixas. Uma contém só maçãs, outra só laranjas, a última contém maçãs e laranjas. As caixas foram etiquetadas incorretamente, de tal forma que nenhuma etiqueta identifica corretamente o conteúdo de sua caixa. Abrindo apenas uma caixa, e sem olhar dentro dela, você pega uma fruta. Olhando para a fruta, como você pode imediatamente etiquetar corretamente cada uma das caixas?
  • Me mostre como você mostraria a um cliente que você está disposto a ajudá-lo usando apenas sua voz. Interprete.
  • Pensando em um aplicativo do estilo do iTunes que retira do ar várias imagens que se tornam desinteressantes ao longo do tempo, que estratégia você utilizaria para eliminar as imagens que caíssem em desuso ao longo do tempo?
  • Se você tem dois ovos e quer descobrir qual é o andar mais alto do qual você pode derrubar um ovo sem quebrá-lo, como você faria? Qual é a melhor solução?”
  • Como você faria o valuation de um dinossauro?
  • 2, 6, 42, 1806… quando o próximo número da sequência?

Perguntas “cases” (normalmente aplicadas em consultorias estratégicas)

  • Quantas pessoas estão usando o Facebook em São Francisco numa sexta-feira às 14h30?
  • Quanto os moradores de Dallas gastaram com gasolina em 2008?
  • Quantos aviões estão voando sobre o Kansas neste momento?
  • Quantas latas de tinta são necessárias para pintar toda a frota da American Airlines?
  • Quantas crianças nascem a cada dia?
  • Quantas horas demorariam para um cachorro andar de Madrid até Barcelona
  • Quantas horas um cachorro levaria para ir de Madri a Barcelona com uma lata amarrada no rabo?
  • Qual é o peso em toneladas de Manhattan?
  • Se você recebe uma jarra com uma mistura de moedas equilibradas e moedas viciadas, retira uma delas, joga ela três vezes e a sequência resultante é cara-cara-coroa, quais são as probabilidades de você ter pego uma moeda equilibrada e viciada?

Nesse artigo, você encontra as Melhores perguntas para você entrevistar o entrevistador!

E leia também: O guia para ser aprovado em qualquer entrevista de emprego!

Melhores perguntas para você entrevistar o entrevistador

Se eu pudesse resumir em uma frase minha recomendação para meus alunos sobre como ir bem em entrevistas, seria: “entreviste o entrevistador”!

Seguem abaixo as melhores perguntas que podem te ajudar nessa missão:

1. Você poderia descrever para mim um dia típico nessa posição?

2. Há quanto tempo você trabalha na empresa e o que o faz permanecer aqui?

3. Como você descreveria a cultura da empresa e o ambiente de trabalho?

4. Você poderia me dizer quais são os desafios e as metas da empresa no curto e longo prazo?

5. Como a minha performance será medida?

6. Que tipo de oportunidade eu conseguiria criar para mim se eu me dedicar de corpo e alma nessa posição?

7. Existem iniciativas da empresa no sentido de desenvolver e treinar as pessoas?

8. Existe possibilidade de me tornar sócio desta empresa? O que preciso fazer para isso?

9. Como é a taxa de turnover (rotatividade) da empresa? Você a considera alta ou baixa?

10. Como é a estrutura de resultados? Quais alavancas eu devo mirar?

11. Como é a estrutura de decisões, aprovações e alçadas? Há autonomia?

Não deixe de conferir esse texto aqui também (“As Melhores Perguntas para Entrevista”), não só para você se preparar para respondê-las, mas também pode te dar mais ideias de perguntas a serem feitas!

E leia também: O guia para ser aprovado em qualquer entrevista de emprego!

10 lições sobre liderança em tempos de crise, com Bernardinho, Bruninho e Vabo

Bernardinho e Bruninho, dois grandes ídolos nacionais e líderes exemplares no esporte, compartilharam comigo algumas lições sobre liderança, empatia, disciplina e o que podemos fazer para superar os momentos mais desafiadores.

A conversa aconteceu durante uma live exclusiva, que você pode assistir aqui, se preferir.

10 lições sobre liderança em tempos de crise, com Bernardinho, Bruninho e Vabo

Lição 1: a UNIÃO é o que vai nos salvar

VABO: Qual sua visão geral sobre esse momento que a gente vive no mundo, e especificamente no Brasil?

BERNARDINHO: Acho que esse é um momento momento de reflexão. A gente começa a ver as pessoas muito mais colaborativas e mais do que nunca precisamos de líderes que unam, que não polarizem o debate. Não pode ser uma coisa ou outra, ninguém tem convicção. É tipo entrar no jogo sem conhecer o adversário, literalmente. Você tem que ir ajustando o plano. Existe um pequeno histórico desse adversário, digamos assim, em outros países, outras competições de outros países e o adversário com êxito, então algumas práticas foram adotadas, algumas estratégias foram adotadas por esses “times”, que foram bem-sucedidas, então vamos trazer isso para cá. Cada vez mais isso tem acontecido, eu tenho sentido esse movimento de colaboração, de espírito de time. Acho que não há nada mais forte do que isso. Se não entendermos como podemos nos fortalecer, estaremos fadados a uma crise ainda mais grave, mais duradoura.

BRUNINHO: Fazendo um paralelo muito distante, porque é totalmente diferente daquilo que está vivendo agora, mas é muito complicado quando você entra em um jogo sem conhecer bem o adversário. Mesmo a gente tendo exemplos de outros países, é muito complicado, porque o nosso país é diferente da Itália, por exemplo. É muito difícil você pensar que as mesmas medidas tomadas na Itália vão dar certo no Brasil, porque tudo é muito diferente. Tem muitos aspectos que divergem em cada região em cada país, nada é certeza. Acredito que aqui [na Itália] as pessoas, no primeiro momento, reagiram sem dar o devido valor àquilo que era o vírus e principalmente no norte do país a gente viu que se tornou um colapso o sistema de saúde. no Brasil a gente já teve uma mobilização mais rápida e isso foi um aprendizado com a experiência de outro “time”, se a gente for comparar. O que eu mais importante é que as pessoas no Brasil entendam que nós estamos jogando contra um adversário, a  gente não pode ter um lado, nós todos estamos juntos nessa. Claro, a gente pode até errar, existem momentos em que a gente vai errar na tática no jogo, mas a gente tá tentando, estamos todos todos por um objetivo só.

Lição 2: disagree and commit

BERNARDINHO: Vamos pensar num time um pequeno tipo de vôlei, 14 ou 12 pessoas, dependendo da competição,você acha que todo jogador vai concordar 100% com a estratégia que foi proposta? Você não concorda 100%, aí vem o bom senso, o respeito à maioria. É aquela história do “disagree and commit”: eu posso não concordar, mas estou comprometido, vou lutar, vou remar na mesma direção, pela maioria. É uma crise e a gestão de crise é diferente de quando as coisas estão bem. Agora é foco total, decisões rápidas e consciência coletiva.

Lição 3: evitar os ruídos

BERNARDINHO: Outro ponto importante: excesso de informação. Eu tentava às vezes também me policiar nas nossas campanhas esportivas. Excesso de informação vira ruído, confunde. Eu sempre fala isso pros jogadores, em novembro de 2016, por exemplo, quando ouviam críticas dos comentaristas, cediam à pressão, isso é ruído. Não vai mudar o que a gente tem que fazer, não traz nenhum benefício. A gente não tem culpa pelo que está acontecendo, mas a gente tem responsabilidade sobre a reação que nós vamos ter e as nossas atitudes nesse momento.

Lição 4: Liderança em tempos de crise

VABO: Uma boa imagem que a gente faz quando a gente está em é aquela situação do prédio pegando fogo: não dá muito tempo de ficar trocando opinião. A pessoa fala “você vai para a direita, você vai para esquerda”. E por mais que alguém discorde, como você diz, é necessário que exista uma confiança na sua liderança e nós vivemos uma época de polarização, excesso de informação onde cada um diz uma coisa. Então, a pergunta para você, Bruninho, é a seguinte: como é que a gente faz para lidar com uma liderança cuja confiança não foi tão bem estabelecida? Vocês acreditam que nós vivemos uma crise de liderança mundial?

BRUNINHO: Dizem que essa é a maior crise que estamos vivendo desde a Segunda Guerra Mundial, então é muito complicado até para os próprios líderes lidarem com uma crise desse tamanho. Especialmente quando você não conhece o “adversário” que nós estamos enfrentando. Tem muitas dúvidas que pairam no ar e acaba sendo difícil até para o líder de um país saber qual a postura certa de se adotar numa situação como essa, inédita. Eu acredito que um líder, nesse momento, tem que ter sensibilidade, porque nós estamos vivendo uma coisa que nunca vivemos. Deixa claro acho que a gente não precisa entrar em histeria, mas que é uma coisa que a gente desconhece e, sobretudo, que lida com saúde, com pessoas, é muito delicado. A  gente tem que tentar ser sensível, entender que são vidas em jogo, mas ao mesmo tempo tentar entender certas medidas tomadas pelo líder de cada lugar. As decisões são tomadas em base daquilo que cada um acredita ser o melhor para cada região, para cada país, é importante o respeito e, de novo, a sensibilidade ao lidar com a situação.

BERNARDINHO:  Falando mais de liderança, no geral, primeiro: se não consegue estabelecer muita confiança, não é um líder efetivo ainda. Segundo: um líder tem que ter humildade, reconhecer sua vulnerabilidade; se desconhece o assunto, tem que dizer: “eu desconheço”. Vamos errar, vamos acertar, mas deixar claro que estaremos sempre tentando acertar.  São elementos muito importantes para que ele possa ganhar a confiança das pessoas. É transparência. A gente não tem as soluções ainda. O líder tem que ter a humildade de pedir ajuda. 

Fazendo um paralelo com o esporte…

BERNARDINHO: Na preparação final das Olimpíadas, em 2016, na fase final da Liga das Nações chegamos no “Final Six” e jogamos contra a Itália, demos uma atropelada na Itália, 3 a 0, e a Itália jogando com um sistema diferente do que acabou levando para as Olimpíadas, porque, naturalmente, quando um time toma uma pancada dessa, ele precisa mudar. Então a Itália veio para as Olimpíadas com um novo time, com um sistema mudado, e a gente perde a chave para eles porque eles têm um sistema diferente e a gente tinha pouco material de estudo da nova formação deles. Mas, quando a gente chega na final, o time já tinha 7 jogos nessa nova formação deles, ou seja, você já tinha um histórico daquela formação, daquele adversário. Você pode ajustar então a sua estratégia, e aí formular algo diferente para a partida final, que nos levou à vitória.

Lição 5: Inteligência Emocional na crise

VABO: Tem muitas pessoas comentando que, além da crise de saúde, que gerou a crise que nós estamos vivendo, existe uma crise ainda pior, mas que é pouco falada: a crise emocional. Vocês comentarem no início também sobre como é que vocês lidam com a crise psicológica, crise emocional, a dificuldade do time de vocês quando tá no meio da pressão, eu queria perguntar para o Bruninho e trazer especificamente aquele jogo da França, lá em 2016, onde, se vocês perdessem, sairiam em 9º lugar, mas como vocês venceram, abriu um caminho para a medalha de ouro. Como que você, dentro do vestiário, dentro de quadra, dentro da concentração, como é que você, como líder, capitão da seleção, como é que você lida com o emocional das pessoas?

BRUNINHO: Sem dúvida alguma foi um dos jogos mais tensos que eu já tive, tanto no pré quanto durante a partida. A gente, com aquela derrota, seria o nono colocado nas Olimpíadas, então você imagina, jogando nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, o time tinha uma “responsabilidade” com o nosso país e a gente estava em um jogo de vida ou morte antes ainda de fase de mata-mata. Acho que naquele momento existiu o primeiro algumas falas, um amparo emocional. A gente teve o Serginho, que fez um discurso muito emotivo, dizendo: “olha, eu tô na UTI, é minha última oportunidade e eu preciso da ajuda de vocês para sair desse momento, eu não quero que isso acabe aqui”. E eu acredito que, num momento como esse, na incerteza do futuro, na incerteza dos resultados, o mais importante é tentar pensar no presente, por mais difícil que seja. Uma coisa que a comissão técnica tentou passar para a gente é que a gente precisava viver cada momento, cada ponto daquela partida, pensando só naquele ponto. E a gente conseguiu focar apenas no ponto a ponto, focar em cada ação, porque se a gente pensasse em todo o entorno, poderia gerar alguma insegurança. No momento de incerteza, numa crise como essa, eu acho que você só consegue viver o dia a dia. É pensar cada momento; se você colocar a tua cabeça lá na frente, não vai ajudar. Acho que a gente pode se preparar, mas agora a gente tem que viver cada momento, a gente não pode pensar no futuro e não pode pensar no passado, a gente tem esse momento para viver. 

VABO: Eu acredito que a gente pode fazer paralelos com o momento atual a partir de cada exemplo dessa história, e vale o exercício de pensar como essa situação do esporte se encaixa na nossa vida, na nossa empresa, na nossa família… Esse ponto você comentou, por exemplo, quando nossa mente tá no futuro, é ansiedade; quando nossa mente está no passado, é depressão; e quando nossa mente está no presente, aí sim a gente pode focar, ter disciplina para buscar os nossos resultados, isso vale para todas as áreas da nossa vida. 

Lição 6: cuidar da saúde física e mental

VABO: Queria aproveitar para pedir uma dica prática, especificamente sobre inteligência emocional. As pessoas estão perguntando se vocês meditam, se tem algum exercício de respiração que vocês fazem e quais exercícios que a gente pode fazer para lidar com esse momento de grande estresse.

BERNARDINHO: Eu me baseio muito no “work in progress”, até inspirado pelo Vabo e pelas nossas trocas. Embora tenha uma longa carreira, eu quero melhorar; eu quero ser amanhã um treinador melhor do que hoje, uma pessoa melhor, quero evoluir, ser sempre pelo menos 1% melhor. E tem aquele livro, “10% Mais Feliz”, que fala sobre a desmistificação da meditação, que não é aquela coisa totalmente zen, budista, que você tem que vestir uma túnica para meditar. Ele tem me feito muito bem nesse momento. Eu tenho treinado diariamente a meditação.

BRUNINHO: Nossa derrota em Londres, em 2012, foi uma coisa que me marcou muito. Eu senti muito aquela derrota e acho que eu ainda não estava preparado para lidar com uma derrota como aquela e acabei buscando ajuda emocional, porque eu sabia que tinha que crescer na parte técnica, tática, mas sabia que tinha que crescer principalmente na parte emocional se eu quisesse dar um passo à frente. Encontrei o Juliano, que é meu mentor, um cara que realmente me ensinou muita coisa principalmente em relação às nossas emoções e como lidar com as nossas emoções. É preciso entender aquilo que nós sentimos a cada momento, sem julgar tanto assim. Eu consegui começar a me entender melhor nesse tempo, não foi de um dia para o outro. Fui trabalhando, meditando, focando na respiração, estudando sobre as nossas emoções… Esse passo foi fundamental para tudo aquilo que eu conquistei na minha carreira após Londres 2012. Me ajudou muito a me julgar menos e a, principalmente, julgar menos os outros, meus companheiros, e a liderar melhor, ser um líder melhor.

VABO: Excelente o relato sobre meditação, sobre os exercícios de autoconhecimento e inteligência emocional, porque muitas vezes, na escola, a gente está focado só em aprender a Matemática, a Física, a Química, depois a gente vai estudar Finanças, Estratégia, Marketing, e o que acontece é que muitos focam nas habilidades técnicas e quando a gente chega no dia a dia, dentro de quadra, dentro da empresa, as habilidades técnicas são apenas 50%. E aí, já que estamos falando de soft skills, queria fazer uma pergunta sobre um tema no qual vocês dois são especialistas: disciplina.

Lição 7: disciplina e resiliência

VABO: nós estamos vivendo agora uma situação de todo mundo em casa, trabalhando de Home Office, necessidade de se organizar…  Como é que vocês fazem para liderar o time de vocês agora à distância? Tem alguma rotina? Vocês poderiam dar duas ou três dicas para quem quer aumentar a disciplina no dia a dia e para quem quer aproveitar esse período de quarentena para tentar melhorar a disciplina?

BERNARDINHO: Primeira coisa: conexão com o time. Ser um time não é trabalhar no mesmo lugar, mas trabalhar junto. Tem que trocar, se comunicar, estar sempre atento ao feedback, ouvindo, querendo saber das pessoas, tentar motivar, estabelecer uma rotina. E disciplina é dizer “não!” para que você gostaria de fazer, principalmente em caso de ansiedade – comer doce, beber, enfim, não se cuidar. Nesse sentido, tem três níveis nos quais precisamos prestar atenção: físico, espiritual e mental. Primeiro, é importante todo dia tentar fazer uma atividade física, buscar alternativas online, se comprometer com alguma atividade que te apeteça. Segundo, o espiritual e religioso, orar, meditar, fazer algo que alimente sua alma. E, por fim, o mental: leia alguma coisa que seja interessante, trabalhar o seu cérebro, ver uma série interessante, ouvir um podcast bacana, fazer um curso legal e, ao mesmo tempo, buscar o equilíbrio, se ocupar de coisas produtivas que te enriqueçam e não permitam que ansiedade tome conta.

BRUNINHO: Ele falou bastante sobre tudo aquilo que eu acredito. Criar uma rotina para você é muito importante. Meu time todo dia se reúne às 16:30h, pelo Zoom mesmo, e a gente faz um trabalho de pelo menos uma horinha com nosso preparador físico, todos juntos. Aí você aproveita e conversa um pouco com os outros, eu continuo fazendo às vezes fazendo videochamada, conversando com o pessoal para saber como eles estão. O importante é isso, continuar, de certa forma, mantendo uma disciplina diária. Se você não cria essa disciplina, não tem o dia a dia, você acaba ficando ocioso e aí a ansiedade aumenta, a gente tá vivendo um momento de incertezas, então é fundamental criar uma certa rotina para viver mais serenos.

BERNARDINHO: Você se sente produtivo assim, né? Tem muito a ver com aquela história do “Arrume Sua Cama”, do Mc Raven. 

VABO: No embalo dessa dica, queria fazer a última pergunta. Muitas pessoas pediram recomendação de vocês de algum livro, alguma série, algum filme para as pessoas aproveitarem. Quais são as recomendações boas aí?

BRUNINHO: Para esse momento, eu indicaria um dos livros que li há pouco tempo, chamado “A Bailarina de Auschwitz”. É um livro que conta a história de uma senhora que era uma prisioneira de guerra na época Segunda Guerra Mundial e como ela lidou com todo o trauma de ter estado em Auschwitz, com toda a incerteza dela, se ela ia morrer no dia seguinte ou não, e como ela lidou com a vida depois de ter sobrevivido, como ela entendeu toda situação da guerra, enfim, acho que tem muito a ver com a forma como a gente pode lidar melhor com o nosso dia a dia. Acho que é um livro interessante para as pessoas terem mais compaixão também, que eu acho que falta hoje.

BERNARDINHO: Eu vou reforçar sua indicação, Vabo, do TED do “Anti-CEO Playbook”;  tem outro livro que eu tava lendo também, um estudo sobre empatia, de Harvard, chamado “Empatia”; tem esse livro que eu recebi agora a tradução, mas eu já tinha lido, “Juntos Somos Melhores”, do Simon Sinek, que é uma pequena fábula sobre pensarmos juntos e que eu indico porque agora é momento de pensar coletivamente; e olhando mais para negócios, tem o “The Hard Thing About Hard Things”, porque estamos em um momento difícil para empreendedores, empreender é um jogo difícil, é um jogo duro. Temos que combinar os dois, empatia e visão de negócios.

Lição 8: learning mode & crisis mode

BERNARDINHO: Eu gosto sempre de repetir que dois modos têm que estar sempre ligados nas pessoas: o learning mode (modo de aprendizado), porque a gente tem que aprender sempre, mesmo com os erros você aprende, nem que seja na base da negação (isso aqui não), né? E o crisis mode (modo crise), porque a crise ensina muito, muda nossa forma de pensar, de reagir, então por que não manter a guarda sempre elevada, sempre buscando esse aprendizado? 

Lição 9:  a importância das pessoas

BERNARDINHO: Voltando à empatia, se você perguntar para qualquer um que tem um negócio ou empreendimento “qual é a coisa mais importante na sua empresa?”, sempre vão dizer: as pessoas, o time. Aí quando vem uma crise, qual é a primeira que fazem? Manda embora a galera, corta logo gente. Então não há uma coerência. Eu sempre falo o seguinte: primeira coisa é cuidar das pessoas, depois de produto, depois do resultado. Não tem essa de “pessoal, vocês vão viajar na classe econômica e eu vou de executiva”, ou “o treino é às 7h mas eu só vou aparecer às 9h”. As pessoas são o mais importante. Liderem pelo exemplo. 

Lição 10: Foco, Força, Fé e F$DA-SE!

VABO: Resiliência e disciplina são duas faces da mesma moeda: enquanto disciplina é você dizer “não” para distrações, resiliência é você saber lidar com os “nãos” que você recebe da vida e das outras pessoas, né? Obrigado Bernardinho e Bruno pela conversa, pela troca e pelos aprendizados!

BRUNINHO:  Obrigado, Vabo, pela oportunidade, foi muito bacana ter esse papo e trocar experiências. Queria também agradecer mais uma vez ao meu pai por todos os aprendizados, obrigado por essa oportunidade e peço para que todos se cuidem no Brasil, que a gente se mantenha firme, tenha fé, porque eu tenho certeza que a gente vai passar por esse momento complicado.

BERNARDINHO: Vou fechar aqui com umas palavras que eu sempre uoso antes de uma grande disputa, que são os 4Fs: Foco, Força, Fé e F$da-se para não ligar para essas coisas que não interessam. Vamos em frente juntos. Obrigado pela atenção, beijo grande, se cuidem!

Retomando os aprendizados

  • União é o que vai nos salvar nos momentos difíceis;
  • Nem todo jogador concorda com a estratégia, mas se o líder tem a confiança do time, DISAGREE AND COMIT (frase do Jeff Bezos);
  • Na crise, tentar diminuir ruídos excessivos e filtrar as informações;
  • Evitar atribuir culpa e assumir a responsabilidade individual;
  • Líder deve ter sensibilidade (entender o time), humildade (pedir ajuda) e vulnerabilidade (não possui todas as respostas);
  • Presença é o remédio contra ansiedade;
  • Exercícios de respiração, meditação e autoconhecimento;
  • Estar sempre em LEARNING MODE + CRISIS MODE;
  • Disciplina e resiliência: “Um dia que você deixa de treinar, é um dia longe do seu objetivo!”;
  • Cuidar da saúde física, mental e espiritual;
  • As pessoas são o ativo mais importante;
  • Estamos todos em working progress, tentando melhorar 1% a cada dia;
  • Recomendações de livros:
  • Força, Foco, Fé e FOD$-SE!

Gostou do papo? No meu Instagram @vabo23 estou sempre compartilhando os passos mais importantes da minha jornada e trocando ideias sobre soft skills, empreendedorismo e a vida, em geral, com grandes personalidades 🙂

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LIVE BERNARDINHO, BRUNINHO E VABO

Foi um grande prazer e honra para mim moderar uma conversa com Bernardinho e Bruninho, dois grandes ídolos nacionais e vitoriosos em suas carreiras como líderes no esporte.

Você encontra a conversa completa (realizada em 29/03/2020) nesse vídeo acima e o resumo abaixo:

– Nesse momento de dificuldade, precisamos ter união

– Nem todo jogador concorda com a estratégia do treinador, mas se o líder tem a confiança do time, DISAGREE AND COMMIT (frase do Jeff Bezos)

– Na crise, devemos tentar diminuir ruídos excessivos, evitar atribuir culpa e assumir a responsabilidade individual

– O bom líder deve ter sensibilidade (entender o time), humildade (pedir ajuda) e vulnerabilidade (não possui todas as respostas)

– Presença é o remédio contra ansiedade

– Exercícios de respiração, meditação e autoconhecimento

– Estar sempre em LEARNING MODE + CRISIS MODE

– Disciplina e resiliência: “Um dia que você deixa de treinar, é um dia longe do seu objetivo!”

– Cuidar da saúde física, mental e espiritual

– As pessoas são o ativo mais importante

– Estamos todos em working progress, tentando melhorar 1% a cada dia

– Recomendações de diversos livros e séries interessantes

– Força, Foco, Fé e F%#@-SE

O que você e o Tom Brady podem ter em comum

Vocês muito provavelmente conhecem o Tom Brady – quem acompanha futebol americano com certeza sabe quem ele é. Para quem não o conhece como esportista e atleta, Tom Brady é o marido da Gisele Bundchen e um dos maiores quarterbacks do futebol americano.

Esse cara aí da foto:

Hoje, as principais franquias de futebol americano valem em média 5 bilhões de dólares, ou seja, é um mercado que tem um valor muito alto. Um clube de futebol americano, atualmente, é um empreendimento muito bem administrado, e se tem muitos fãs, é porque, por trás, tem uma gestão profissional como qualquer outra grande empresa. 

Então o que esses grandes clubes fazem: eles vão lá nas principais universidades norte-americanas e selecionam os atletas mais promissores dessas universidades. Esse processo se chama draft

No ano do Tom Brady, e aqui vale lembrar que ele é considerado, hoje, se não o maior, com certeza um dos maiores jogadores da história do futebol americano, no ano em que o Tom Brady foi selecionado, ele ficou na posição número 199. Isso significa que ele quase não foi selecionado para jogar em um grande clube profissional de futebol americano. Como pode isso? 

Como é que pode ele fazer parte de uma Indústria com muitos recursos, com empresas valendo bilhões de dólares e que, apesar disso, cometeu um erro muito grave; pegaram o melhor jogador da história e, quando ele era jovem, o colocaram como número 199 no draft.

Depois, claro, tentaram analisar o porquê dessa falha do sistema americano, e um dos maiores adversários do Tom Brady, que fez a melhor análise, disse o seguinte:

“Isto ocorreu porque avaliaram o Tom Brady apenas de fora para dentro” 

Ou seja, usaram apenas os indicadores clássicos: capacidade de arremessar, correr… Então, quando você olhava o Tom Brady com essas características, era aquela régua que eles tinham. Em relação aos outros competidores, o Tom Brady era mais lento, arremessava mais fraco, não se destacava nisso que podemos chamar de hard skills, ou habilidades técnicas, do futebol americano.

E, de fato, ele até poderia ser individualmente ruim, mas a história mostrou que ninguém treinava mais do que ele, que ninguém tinha uma inteligência emocional tão boa quanto a dele, que ninguém tinha um uma capacidade de reagir sob pressão e organizar o time e de liderança, de esforço, de resiliência e disciplina como as dele.

Ou seja, o que fez o diferencial do Tom Brady foram as soft skills e não apenas as hard skills.

A gente precisa juntar esses dois. Apenas soft skills não bastam, é claro, mas apenas hard skills também não. Esse é mais um exemplo de como as soft skills fazem a diferença e são responsáveis pelo sucesso das pessoas.

Inclusive Tom Brady recentemente disse que um dos fatores que mais garantem a visão dele, que garantiram que ele chegasse onde ele chegou, foi a disciplina para meditar. Ele colocou como rotina cuidar da saúde mental dele para lidar com as pressões lá no meio do campo de jogo. No meio do Superbowl.

E o resultado a gente já sabe qual é, né? 🙂

Sabia que a Oratória é uma das principais soft skills? O meu Curso de Oratória é 100% prático com as dicas fundamentais e exercícios para você praticar! Além das lives exclusivas que eu te darei feedbacks personalizados.

Invista em você e melhore a forma como você fala em público!

 E se você gostou dessa história, no meu Instagram @vabo23 estou sempre compartilhando os passos mais importantes da minha jornada e trocando ideias sobre soft skills, empreendedorismo e a vida, em geral 🙂

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