Os meus 7 aprendizados de 2019

Cada novo ano nos dá pelo menos 365 chances de evoluirmos. Aproveita que este ano é mais generoso e traz 366!

Mas, antes de olhar pra frente, e entender o que podemos aperfeiçoar em nós mesmos, é importante olhar para trás e ver onde erramos e acertamos.

Eu fiz esse exercícios na virada para 2020 e compartilho o resultado com você!

1) Nunca abra mão da sua saúde física e mental

Se me perguntarem apenas uma coisa que eu diria para mim mesmo no início da minha carreira, eu cravaria essa frase! Ter bons hábitos, alimentação balanceada, praticar exercícios físicos, dormir pelo menos 7h por noite e meditar pelo menos 10 minutos por dia são aprendizados que venho tentando sedimentar em minha vida. Sem saúde, todo o resto fica prejudicado.

2) Dedique um tempo toda semana para cuidar do seu dinheiro

Tenha uma planilha de orçamento pessoal. Quanto do seu salário você economiza? Esse valor você coloca aonde? Como avalia as alternativas de investimento? Tente poupar de 10 a 30% do seu salário todo mês. Se estiver com dívidas, crie um planejamento para saná-las e em seguida, calcule uma reserva de emergência para ter sempre guardada com você (de 6 a 12 meses dos seus gastos mensais). Dado que poucos de nós tivemos aulas de educação financeira na escola, sugiro que você aprenda a cuidar do seu dinheiro para que ele não seja um obstáculo na realização dos seus sonhos.

3) Nunca pare de estudar, nunca pare de aprender

Separe um tempo para pensar em você. Quais feedbacks recebeu em 2019? Quais são as características que você precisa e gostaria de se desenvolver? Tendo mapeado o que você precisa melhorar, é hora de correr atrás doconhecimento necessário. Sugiro que você selecione alguns livros, blogs, palestras no TED ou Youtube e alguns cursos para fazer (online ou presenciais).

4) Trabalhe com o seu propósito

Quando você descobre seu propósito e dedica sua vida a ele, facilita muito a disciplina e a motivação. O ideal é que esse propósito seja uma causa maior do que você, externa a você e envolva servir alguém. A pergunta é: se você não existisse, o que o mundo perderia?

5) Sua felicidade é proporcional à qualidade dos seus relacionamentos

Essa é a conclusão da pesquisa mais antiga de Harvard. Ou seja, família e amigos possuem um papel fundamental em nossa vida e precisamos cultivar a qualidade desses relacionamentos. Muito importante termos alguém com quem celebrar os bons momentos e a quem recorrer nas dificuldades

6) Você pode melhorar em qualquer coisa que você quiser e se dedicar

A pesquisadora Carol Dweck nos ensina que existem dois tipos de pessoas: as que têm mentalidade de crescimento e as que têm mentalidade fixa. As que acreditam que podem evoluir e as que não são protagonistas, remetendo os acontecimentos da sua vida a fatores externos a si: o acaso, a sorte, o governo, o chefe, Deus… qual é a sua mentalidade?

7) Esteja presente!

Procure estar 100% presente nas atividades que você estiver desempenhando. Se estiver em casa, esteja em casa. Se estiver no trabalho, esteja no trabalho. Curta sua família, amigos e colegas de trabalho/escola. Se divirta nos desafios profissionais. Viaje pra perto, para longe ou para dentro, encontre um hobby. Ajude alguém e seja grato com quem te ajudar. Aproveite cada momento de cada jornada.

E você? O que aprendeu em 2019? 

Empresas Unicórnio são uma fábrica de burnout: precisamos falar sobre esse elefante na sala

O que chamamos de “sucesso”?

Nosso mundo ágil, dinâmico e inquieto exige constantes adaptações e serve como combustível para inovações nos mais diversos setores. 

Porém, no mercado de trabalho, esse cenário, ao invés de promover melhores condições, transformar nossa relação com o trabalho e usar o fruto de nosso esforço para nos favorecer, pelo contrário, parece estar tendo o efeito oposto.

Estresse, depressão e ansiedade tomam conta das empresas. E, nas Startups e Scaleups Unicórnios, que despontam como “o futuro dos negócios”, os índices de burnout – o esgotamento mental devido ao trabalho – só crescem. 

Precisamos falar sobre esse elefante na sala, antes de que seja tarde demais.  

O que são Empresas Unicórnio?

Empresas Unicórnio são startups que conseguiram ser avaliadas em 1 bilhão de dólares  – um feito tão raro que justifica sua associação a esta criatura mítica.

O termo foi cunhado pela investidora-anjo Aileen Lee, m 2013, no artigo Welcome To The Unicorn Club: Learning From Billion-Dollar Startups. À época, poucas empresas recebiam o título – uma realidade que, felizmente, por um lado, vem mudando gradativa de lá pra cá.

Por outro, Empresas Unicórnio não são magníficas como a criatura que lhes dá nome. Na verdade, as Scaleups, ao passo que se tornam Unicórnios, podem se tornar fábricas de burnout!

Por quê? Vem que eu te explico desde o começo:

O que são Scaleups?

Se você não está familiarizado com o conceito de Scaleup, vamos começar desde o começo. Mas se você já sabe o que são Scaleups, pode passar para o próximo tópico!

Se há um tempo só se falava de Startups nas rodadas de investimento e em ambientes propensos à inovação no mercado de trabalho, agora a bola da vez são as Scaleups. Inclusive, a transição foi tanta que parecem sinônimos.

Porém, Startups e Scaleups não são termos intercambiáveis; na verdade, eles descrevem duas fases distintas do crescimento de uma empresa:

O que é uma Startup?

A Startup é uma empresa em seus estágios iniciais que tem, como objetivo, desenvolver ou aprimorar um modelo de negócio, preferencialmente escalável e repetível, permeada por algum tipo de inovação. 

O que é uma Scaleup?

A Scaleup pode ser definida como uma empresa que já validou seu produto no mercado e provou que o modelo de negócios da sua matriz é sustentável, podendo ser escalado. Tornar-se uma Scaleup é o “passo seguinte” das Startups. O foco aqui é no crescimento.

Exemplos de Scaleups brasileiras: Nubank, Stone, 99, iFood/Movile, Quinto Andar, Creditas.

5 diferenças entre Startups e Scaleups

Como estão em momentos de negócio distintos, Startups e Scaleups têm suas particularidades. Afinal, como você deve imaginar, os desafios de gerenciamento, liderança e logística durante cada fase são bem diferentes.

A seguir, elenquei alguns deles:

1. Validação de produto ou modelo de negócios

A diferença mais óbvia entre Startups e Scaleups é o estágio de desenvolvimento do produto ou modelo de negócio: nas Scaleups, os pontos de validação já foram aperfeiçoadas, enquanto as Startups ainda estão entendendo aspectos como segmentação de clientes, CAC e alocação de recursos. 

Em outras palavras, as Scaleups sabem que se colocarem R$X  no negócio, receberão R$ Y em troca. Esse nível de clareza permite investimentos com confiança para fazer o que já estão fazendo em uma escala ainda maior. Por outro lado, as startups ainda podem não ter certeza de que tipo de retorno obterão de seus esforços.

2. Funções do time

Durante os estágios iniciais do crescimento de uma empresa, não é incomum que os membros da equipe assumam várias funções. A maioria das empresas contrata pessoas com um conjunto de habilidades específicas para uma função específica, mas também espera que essas pessoas assumam outros desafios à medida que ele forem surgindo.

Você precisa desse perfil “faz um pouco de tudo” para desenvolver estratégias, sistemas e processos desde o início.

À medida que as Startups vão se expandindo, é importante restringir as funções da equipe. Se isso significa transformar sua equipe de vendas e marketing em dois departamentos separados ou contratar especialistas para cada função nesses departamentos, assim será. As Scaleups se concentram no aprimoramento e especialização, em busca de crescimento.

3. Aversão ao risco

Quanto maior a empresa, maior a sua aversão ao risco. Você tem uma pequena base de clientes, um produto ainda não-validado e tração zero? Então você realmente não tem muito a perder quando confrontado com a perspectiva de buscar uma ideia nova e incomum.

Nos primeiros dias, o sucesso da empresa dependia de sua capacidade de operar rapidamente em resposta aos comentários, dados e insights coletados ao longo do caminho. 

Por outro lado, nas Scaleups, os investidores, clientes e membros da equipe agora esperam aumentos de escala para multiplicar os resultados rapidamente. Quanto mais dinheiro você ganha, mais cuidadoso você tem que ter quando se trata de experimentar novos caminhos.

Podemos começar a observar o início do Dilema do Inovador, descrito pelo Prof. Clayton Christensen.

4. Sistemas e processos

Por natureza, as Startups geralmente têm sistemas muito flexíveis. O processo usado por alguém para elaborar uma campanha de marketing por e-mail, atualizar um aplicativo ou responder a e-mails de clientes está constantemente mudando.

Nesse cenário, os membros de um time geralmente têm liberdade de experimentar vários processos até descobrir o que funciona melhor para eles. Eventualmente, eles são convidados a documentar esse processo em um sistema que pode ser facilmente replicado.

Mas à medida que as Startups evoluem para Scaleups, os sistemas organizados se tornam imperativos para manter o controle de qualidade e concluir os projetos no prazo.

5. Hierarquia de gestão

A liderança necessária para uma empresa em estágio inicial é totalmente diferente daquela necessária para uma empresa que está escalando seu modelo de negócios. Basicamente, quanto mais pessoas você contratar, mais pessoas precisará gerenciar, certo?

Embora a gestão de uma equipe de 10 pessoas seja possível para alguns co-fundadores, supervisionar uma equipe de 30 pessoas pode ser bastante complicado.

À medida que os departamentos se tornam maiores, há mais espaço para erros ao passar projetos de uma função para a seguinte. Se não conseguir gerenciar esses novos desafios corretamente, você poderá ter problemas.

Agora que você já entendeu como as Scaleups se diferenciam das Startups, apresentando desafios ainda maiores e mais complexos, fica mais fácil entender por que o burnout se tornou tão comum nessas empresas.

Vamos aprender um pouco mais sobre as causas dessa síndrome e pensar um pouco sobre o que provocou a “cultura do esgotamento mental”?

A “cultura do Burnout”

Os millennials podem até ser conhecidos como a “geração do burnout”, mas a exaustão no trabalho é história antiga.

Por outro lado, embora o burnout não seja novidade, hoje há mais pesquisas por trás do fenômeno – e mais sugestões para evitá-lo.

O desafio do equilíbrio entre vida profissional e pessoal decorre da ética do trabalho milenar que implica que “sempre devemos estar funcionando”, isto é, “fazendo algo que seja útil”. 

Essa crença de viver para trabalhar se tornou realidade para muitos trabalhadores hoje – incluindo aqueles que não são millennials. 

Por que parecemos mais esgotados hoje?

Devido à necessidade de estarem digitalmente conectados 24 horas por dia, sete dias por semana, e pela ansiedade em relação às perspectivas de desemprego, falta de aposentadoria, mudanças nos modelos de trabalho e à obrigação, muito comum, de equilibrar faculdade e trabalho, o esgotamento está atingindo os trabalhadores mais jovens mais cedo – e com ainda mais impacto.

Embora as gerações passadas tenham sofrido com burnout, pesquisas mostram que a geração dos millennials de fato sente a pressão mais dramaticamente, com um extrato de 84% dessa geração sofrendo desgaste no emprego atual, em comparação com 77% de todos os entrevistados. 

Além disso, quase metade dos millennials dizem que deixaram um emprego especificamente porque se sentiram esgotados, em comparação com 42% de todos os entrevistados.

Mas o burnout não apenas afeta carreiras profissionais: ele também pode ser impiedoso para as relações pessoais e para a saúde. 

Entre os funcionários que estão frequentemente ou sempre esgotados, 63% têm mais chances de passar um dia doente e 23% têm mais chances de visitar o pronto-socorro. Os problemas psicológicos e físicos de colaboradores esgotados custam entre US $ 125 bilhões e US$ 190 bilhões por ano em gastos com saúde nos Estados Unidos, por exemplo.

Não é de surpreender que esses mesmos colaboradores também tenham duas vezes mais chances de concordar fortemente que as demandas de seu trabalho interferem na vida familiar.

Tampouco é à toa que o burnout foi, este ano, oficialmente classificado como uma síndrome pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, são quase 20 milhões de trabalhadores que sofrem com o novo “mal do tempo”.

Em pesquisa conduzida pela USP e divulgada pela ÉPOCA, observou-se que os sintomas do burnout são semelhantes aos da depressão, estresse e ansiedade. O que o diferencia desses transtornos é que, no caso do burnout, embora as áreas cerebrais afetadas sejam as mesmas, a causa é, especificamente, devida ao trabalho.

Além disso, a pesquisa constatou que um em cada cinco trabalhadores brasileiros sofre de burnout. Quando se leva em consideração também os que tiveram ao menos algum dos sinais, mas não “queima total”, fica-se diante de um quadro que atinge metade da força de trabalho do país, de acordo com a matéria.

Como as Scaleups têm contribuído para fomentar o burnout? 

Bom, o modelo de trabalho associado a empresas com esse perfil é propenso a esgotar seus trabalhadores. 

A conclusão da pesquisa conduzida pela USP alerta que “a rotina profissional piorou de tal maneira nos últimos anos — impulsionada por avanços da tecnologia, mudanças na sociedade e no mercado de trabalho e novas dinâmicas empresariais —, que acabou por abalar a saúde mental das pessoas.”

Scaleups são fábricas de burnout: o elefante na sala e por que ninguém fala sobre ele

Pressão.

Se pudéssemos resumir o trabalho em boa parte das Startups e Scaleups em uma palavra, acredito que muitos escolheriam essa.

A pressão ocorre tanto nos estágios iniciais de uma empresa quanto no momento em que ela começa a crescer vertiginosamente. Em parte, isso deve por quase nunca haver dados confiáveis suficientes nos quais os empreendedores possam basear uma decisão crítica, de modo que, conseqüentemente, eles são forçados a agir de acordo com a intuição na maior parte do tempo. 

E o grande número, bem como a rapidez, das decisões necessárias em um dia comum podem estressar ou esgotar os até mesmo os fundadores mais experientes e entusiasmados. Afinal, você nunca se sente seguro de que está, de fato, fazendo o melhor para todos.

É por isso que a maior parte das Startups, ainda que tenham seu produto ou modelo validado, não consegue atingir o primeiro estágio de expansão. Num cenário como esse, existem expectativas de todos os lados sobre como levar o negócio de 0 a 500 milhões de reais – e muitos CEOs precisam abandonar o barco no meio do caminho por conta do burnout. 

E ainda que as Scaleups sejam, por definição,um indicativo de sucesso, a pressão, por outro lado, só aumenta. A transição de uma Startup para uma Scaleup nunca é feita sem impactos significativos sobre os processos da empresa, seus colaboradores, seus executivos, seus fundadores…

Estes precisam cuidar para conter a tensão de modo a não deixá-la vazar para os colaboradores; por outro lado, os colaboradores precisam se adaptar a um modelo de negócio mais ágil sem sucumbir à pressão. 

Ou seja, além de enfrentar uma série de obstáculos para se construir um negócio que faça sentido, o maior desafio interno das Scaleups é superar o ar de “heroísmo” associados às Startups que passam para a fase dois – “uma empresa que venceu as adversidades do mundo dos negócios” – para encarar um modelo mais metódico, e menos romântico, de crescimento. 

A incapacidade de adotar processos coletivos e sistemáticos para substituir o heroísmo individual – por exemplo, continuando a entregar projetos únicos, repletos de identidade, quando seus clientes imploram por soluções padronizadas e repetíveis – causa um estresse incalculável em todos, impactando clientes, parceiros, executivos e, claro, a equipe.

É abalar profundamente uma estrutura que já não era muito segura.

Em resposta à pressão e à necessidade de adaptar colaboradores a esse novo ritmo, muitos adotam uma abordagem perigosa que equipara quantidade de esforço e trabalho a sucesso. Em outras palavras, “quanto mais você trabalhar, mais sucesso teremos”. 

Já os executivos, fundadores e membros do conselho normalmente têm dificuldade em se desligar do trabalho, acostumando-se a viver sob constante pressão – o que, invariavelmente, faz com que ela seja espalhada por outras áreas da vida.

Seria irrealista, porém, dizer que é possível empreender sem pressão, ou que é possível mudar esse cenário com algumas modificações simples. Muito mais do que uma questão de modelo de negócios, é uma questão cultural e psicológica.

Não é, portanto, que as Scaleups sejam o berço de um fenômeno com graves consequências para nosso bem-estar. Mas elas são ambientes que costumam potencializá-los – e não podemos ignorar isso.

Burnout não é sinônimo de sucesso

Pesquisadores da USP definem psicodinâmica do trabalho como “uma área do conhecimento que se desenvolve há cerca de 40 anos, expandindo os discursos anteriores da psicopatologia e colocando-os sob uma perspectiva de emancipação. Através de estudos nessa área, comprovou-se que o trabalho nunca é neutro: ou ele leva o indivíduo a um processo de alienação ou a processos emancipadores, onde se pode crescer mais como profissional e como sujeito dentro de um determinado coletivo”.

Quando falamos de burnout, essa linha é especialmente tênue. 

Isso porque o trabalho parece ter evoluído de uma necessidade para um meio de identidade, criando-se uma cobrança para serem “bem-sucedidas” que vai muito além de aspectos meramente econômicos.

Mas, afinal, como definir, exatamente, o sucesso? Estamos nos concentrando demais na evidência material de sucesso e não na maneira como nos sentimos quando fazemos algo e nos sentimos bem-sucedidos?

Faça um teste. O que vem à sua cabeça quando você ouve ou lê a palavra SUCESSO? E o que vem à sua cabeça quando você ouve ou lê a palavra FELICIDADE?

Embora níveis mais baixos de renda possam impactar os níveis de felicidade, os níveis mais altos de renda não estão necessariamente associados a pessoas mais felizes. 

Felicidade é um conceito complexo que é influenciado por muitas variáveis. O World Happiness Report (2019) analisou o PIB per capita, a expectativa de vida, o apoio social, a liberdade de escolha, a generosidade e as percepções de corrupção e ponderou essas variáveis em relação aos níveis de felicidade de cada país.

Enquanto os Estados Unidos, China e Japão são os três principais PIBs do mundo, isso não equivale necessariamente ao quociente de felicidade da população. De fato, nenhum deles está no Top 10 e os Estados Unidos mal entram no Top 20 (#19), com a China (#93) e o Japão (#58) ficando lá embaixo quando o assunto é felicidade.

Pudera: o modelo chinês 9-9-6 (trabalho de 9h da manhã às 9h da noite, 6 dias por semana) é desumano. Nesta matéria do El País, a jornalista Macarena Vidal Liy pinta um cenário que parece saído direto de uma distopia. 

Por exemplo, como relata um dos entrevistados para o artigo:

“Eu tinha de ficar sempre no escritório trabalhando até tarde e, é claro, sem pagamento extra. Nos fins de semana o chefe podia ligar para você, se houvesse alguma emergência, e você tinha de ir. Se você ia embora cedo, mesmo que não tivesse nada para fazer, isso era mal visto: achavam que você não estava trabalhando duro o suficiente”

Soa familiar? Pois é. O Vale do Silício andou recebendo as mesmas críticas.

Isso ocorre porque ainda alimentamos a ilusão de que felicidade é sinônimo de sucesso e sucesso é sinônimo de bens e luxo. E o burnout reflete essa busca insaciável pela felicidade através do sucesso e pelo sucesso através do trabalho incessante.

Eu acredito que haja, sim, relação entre trabalho, sucesso e felicidade. Mas não nestes termos.

Você não é mais bem-sucedido porque vive cansado. O seu burnout não é indicativo de que você “seu deu bem na vida”. É impossível sermos felizes estando esgotados e não tendo tempo sequer para parar e refletirmos a respeito de nossa felicidade. Esse é um mito propagado por modelos de negócios que se beneficiam da vulnerabilidade  social, psicológica e econômica dos trabalhadores. 

Força de vontade e ambição não devem se manifestar como 12, 14, 16, 20 horas de trabalho diárias. Força de vontade e ambição devem se manifestar como DESEJO e VOCAÇÃO; como AMOR pelo que se faz e consciência de que você faz o que faz porque você tem um PROPÓSITO. Porque tem algo muito maior que move você – e não porque você se sente cobrado – pelo seu chefe ou pela sociedade ou até mesmo por você mesmo –  a “ter sucesso”.

Aí sim, quando fazemos algo com propósito, e nos realizamos através desse propósito, podemos associar sucesso a felicidade. 

Como evitar o burnout? 10 dicas práticas

  1. Faça meditação
  2. Faça terapia
  3. Procure um psicólogo
  4. Alimente-se de forma balanceada
  5. Esteja presente
  6. Pratique exercícios físicos
  7. Faça pausas de descompressão
  8. Respire
  9. Durma pelo menos 7h por dia
  10. Faça exercícios de inteligência emocional

CONCLUSÃO

Se você se sentir esgotado – passando, tendo passado ou à beira de um burnout – eu sugiro que você olhe para o seu trabalho – e para a sua carreira – como se você estivesse a 10.000 metros de altura de si mesmo.

Seu caminho atual te satisfaz? Você sente que trabalha muito mais do que deveria? Você sente que tem condições de buscar uma alternativa melhor? Quando foi a última vez que você se sentiu realizado no trabalho? Você se sente em paz quando deixa o trabalho? Você consegue estabelecer limites entre o trabalho e a vida pessoal?

Não é fácil implementar as mudanças necessárias para evitar a proliferação de crenças e modelos de trabalho nocivos, mas um bom primeiro passo e termos consciência de quais limites precisamos impor. 

O nível de burnout em Scaleups não pode ser encarado como “ossos do ofício”. Abrir mão da saúde mental não deve ser encarado como um “sacrifício”. 

Que a felicidade seja sempre nosso maior indicativo de sucesso. Só assim poderemos, de fato, usar nosso trabalho a favor de um mundo melhor 🙂

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As 8 lições de Barack Obama no Brasil

Tive o prazer de participar do momento histórico que a VTEX nos proporcionou ao trazer Barack Obama para falar para mais de 10.000 pessoas no VTEX Day em maio deste ano.

Abaixo, segue um resumo das 8 lições que julguei mais valiosas:

1) Os erros e desafios de Obama

– Use seus desafios como um motor para você crescer

– Ele fracassou algumas vezes, mas sobreviveu

– É ótimo tentar e experimentar muitas coisas

– As cicatrizes dos erros te dão confiança para seguir adiante

– O maior desafio é o medo do fracasso

– Muitas pessoas têm sucesso porque tiveram sorte

– Quanto mais ele trabalhou, mais sorte ele teve

– Você pode ser o que você quiser!

– Não tenha medo do que nunca foi feito

– Seja curioso e queira sempre aprender mais

– Seja um “lifelong learner” (aprenda continuamente a vida toda)

2) A importância da diversidade

– Cuidado com as pessoas que querem encaixar os fatos nas próprias opiniões

– Obtenha fontes confiáveis de informações e faça análise crítica

– Desafie constantemente suas premissas

– Traga para a mesa pessoas com diferentes perspectivas, experiências e disciplinas

– A diversidade nos ajuda a olhar o mundo pelos olhos das outras pessoas

– Criatividade e imaginação acontecem quando pessoas de diferentes origens se encontram

– Sempre que tiver gente discordando da decisão final, é porque foi uma boa decisão

– Importante ter mulheres na mesa!

– Importante ter pessoas com diferentes backgrounds e raças na mesa para evitar pontos cegos

3) O que de fato importa na Educação

– O poder do professor é inspirar confiança nos alunos

– Um mau professor até pode te ensinar matemática. Já um bom professor pode te ajudar a perceber tudo que está no seu caminho atrapalhando que você alcance todo o seu potencial!

– Uma professora ensinou a ele: “não é sobre você. É sobre a causa. Seus sentimentos, seu ego, isso não importa”

– Você deve sempre tirar seu ego da frente, independentemente das oportunidades que tiver

4) A missão de Barack Obama

– A nova missão dele é treinar a próxima geração de líderes

– Ele quer usar a influência para inspirar outras pessoas a se envolver com os problemas de suas comunidades

– A missão é encorajar, empoderar, se envolver, tomar poder de suas próprias vidas, abrir portas para que aproveitem as oportunidades de fazer grandes coisas para o mundo

– Jovens talentos poderiam fazer grandes coisas se eles tiverem a chance. Tem uma criança agora na favela que pode curar o câncer ou inventar a nova tecnologia disruptiva se ela tiver a chance. Se conseguirmos criar essa capacidade, ele estará otimista com o nosso futuro

5) A opinião de Obama sobre capitalismo, empreendedorismo e inclusão

– É necessário estimular todo o ecossistema (venture capital, universidades, empresas existentes…) para que os empreendedores possam agir. As ideias não estão presas à geografia. Inovações tecnológicas vão além das fronteiras físicas e tradições (ex: Alibaba), basta ter atitude

– O papel do governo é estimular a competição no mercado e criar um ambiente de negócios que permita que o empreendedor se desenvolva (ex: com políticas de propriedade intelectual)

– O capital humano conta mais do que conhecimento técnico (ter atitude, saber trabalhar em time). Os países têm que investir nisso

– Ele acredita no capitalismo, no livre mercado, na eficiência, na inovação, na liberdade, na criatividade, no progresso tecnológico

– Porém acredita também que é nossa responsabilidade criar sistemas que não destruam esse valor para que toda a sociedade seja sustentável e inclusiva

– Ele não acredita que teremos a igualdade perfeita, mas precisamos diminuir essa desigualdade brutal. Se o Bill Gates inventou uma tecnologia que mudou a humanidade, parabéns, ele deve ser remunerado por esse mérito

– Por outro lado, é necessário que tenhamos mais giveback, para que todos possam ter acesso às oportunidades

– É preciso que tenhamos a mentalidade de servir!

– Do que adianta termos apps maravilhosos de realidade virtual, se na realidade real nós não vamos conseguir ter ar para respirar ou água para beber porque estamos destruindo o meio ambiente?

– Nossos líderes políticos, de negócios, religiosos, do terceiro setor, em geral, precisam assumir essa responsabilidade!

6) O que Obama ensina sobre liderança e tomada de decisões

– Você é tão bom quanto o time que você construiu

– Você nunca deveria ter medo de ter pessoas mais inteligentes do que você na sala

– Você precisa saber fazer as melhores perguntas, ao invés de ter as melhores respostas

– As melhores respostas virão do método que você criar em que todos na sala possam falar

– Ele só tinha que lidar com os problemas mais difíceis, porque, se fossem fáceis, já teriam sido resolvidos antes de chegar nele

– O sistema de tomada de decisão deve ser baseado em probabilidades

– Colete o máximo possível de informação e escute todos os argumentos

– Se você confia no método, o resultado deve vir, mesmo não havendo certeza disso

– Eventualmente você vai errar, porém na média terá tomado as melhores decisões

– O líder deve ser medido pela sua capacidade de servir e empoderar os outros e de fazer as pessoas acreditarem que elas são capazes de conquistar seus sonhos

7) Do que Obama se orgulha

– Governo Obama salvou a economia mundial, no auge da crise econômica mundial do subprime em 2008/2009, ajudando bilhões de pessoas

– Obamacare ofereceu saúde para mais de 20 milhões de americanos

– Criaram um framework para lidar com o problema do aquecimento global, entre outros itens

– Ele e Michelle conseguiram criar 2 meninas maravilhosas em um ambiente conturbado e elas se tornaram pessoas normais e felizes

– Hoje ele tem mais dinheiro do que pode gastar. Mas ver as filhas sorrindo é o que o faz feliz de verdade

– Ele passou 8 anos no governo sem ter nenhum escândalo, lutou contra corrupção, não foi consumido pelo poder e manteve sua integridade

– Ele se inspira no Nelson Mandela para continuar inspirando os jovens a seguir o caminho da boa política

8) Por que Obama é otimista com o futuro

– Há momentos em que recebemos apenas notícias ruins, guerra, conflitos

– Mas, se você olhar o curso da história, nunca houve um tempo em que as pessoas estivessem mais saudáveis, mais bem educadas, mais tolerantes, menos violentas do que hoje

– Não temos uma garantia de que esse progresso vai continuar. Mas devemos ter esperança pelo fato de que o mundo é muito diferente do que há 100 anos. E, por muitos ângulos, melhor

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De executivo a empreendedor: mitos e verdades do empreendedorismo!

*Artigo originalmente publicado na Revista PEGN

Uma pesquisa recente do Massachusetts Institute of Technology (MIT) mostrou que um empreendedor de 50 anos de idade tem 2,8 vezes mais chances de ter sucesso do que um de 25. O principal motivo é que ter ideias inovadoras é ótimo, mas o que ganha o jogo mesmo é a execução – e isso depende principalmente de experiência.

Empreender após alguns anos em cargos de liderança, portanto, pode ser mesmo uma enorme vantagem. Mas essa não é uma decisão trivial – e é natural que alguns leitores se perguntem: será que esse tipo de aventura é para mim?

Para responder essa desafiadora pergunta, é preciso se aprofundar um pouco no tema “comportamento empreendedor” – o nome da disciplina que leciono no Insper.

Um ponto de partida é: no momento de fazer essa reflexão, livre-se das ideias equivocadas que cercam o tema do empreendedorismo – ou dos “mitos”, como a figura do jovem empreendedor do Vale do Silício desmentida pela pesquisa do MIT.

Vamos a quatro exemplos bem corriqueiros:

Mito: Empreendedor é um tipo que nasce feito.

O espírito empreendedor está nos genes, dizem por aí. Eles inventam negócios em suas garagens aos 15 anos de idade, usam roupas estranhas e são incompreendidos em festas e coquetéis. São geniozinhos desde a adolescência.

Realidade: Ele é uma pessoa comum.

O empreendedor médio tem entre 35 e 45 anos de idade, dez anos ou mais de experiência em uma grande empresa, educação e QI médios e, ao contrário do mito popular, tem um perfil psicológico surpreendentemente normal. Em grupo, comporta-se e fala como você e eu.

Mito: O objetivo do empreendedor é tornar-se milionário.

Os ícones do empreendedorismo fundaram seus negócios porque vislumbraram a chance de ter um iate aos 25 anos, certo? Bem, não.

Realidade: O salário de executivo costuma ser muito melhor.

Relativamente, poucos empreendedores ganham salários milionários, como os altos executivos de hoje em dia. A obsessão real do empreendedor é sua visão, seus clientes, seu produto.

Dinheiro é só o combustível necessário. Os investidores de risco, que são avaliadores minuciosos da capacidade empreendedora das pessoas, sabem descobrir os tipos “quero ficar rico rapidamente” e os evitam fortemente.

Mito: Empreendedores não têm chefe.

Ao contrário dos executivos, empreendedores se tornam donos do próprio nariz, são independentes, fazem os próprios horários… Ou não?

Realidade: Chefe é um conceito amplo.

Muita gente pode ser vista como “chefe” de um empreendedor: sócios, investidores, clientes, fornecedores, empregados, família, comunidade. Mas é verdade que os empreendedores podem eventualmente escolher as exigências que vão atender, quando e de que forma.

Mito: Preciso ser excepcional para empreender.

Muita gente acredita que o empreendedor precisa ter TODAS as competências necessárias a um líder: autoconfiança, automotivação, comunicação, criatividade, energia, negociação, perseverança, relacionamento interpessoal…

Realidade: Ninguém é assim.

Fora das telas do cinema, não existem super-homens ou super-mulheres. Desenvolver-se como empreendedor é, na verdade, tornar-se protagonista de sua própria vida. É ser apaixonado por seu propósito. É ter prazer em expressar seu talento.

Como saber se estou pronto para empreender?

Os mitos e realidades que cercam o empreendedorismo precisam ser levados em conta por qualquer um que pense em empreender. Isso ajuda a enxergar de maneira mais clara o caminho à frente. Mas, para aqueles que têm bons empregos e sonham em largar tudo para abrir um negócio, vamos fazer uma rápida dinâmica.

Funciona assim:

Se você está agora no seguinte momento de vida:

  • Trocando a segurança do emprego pela incerteza de um novo empreendimento
  • Organizando as finanças para ficar sem salário e trabalhar por um sonho
  • Sonhando em viver sem processos definidos, orçamento anual, chefes etc

Deixo abaixo três perguntas para você fazer a si mesmo:

1) Você encontrou um(a) sócio(a) que te complementa?

Existem três atividades fundamentais na vida do empreendedor: vender, entregar o produto, cuidar da gestão e das finanças. Poucos seres vivos são capazes de fazer bem as três coisas. Você precisa encontrar a metade que o complementa nessa aventura.

2) Você prefere planejar ou fazer?

Feito é melhor do que perfeito. Planejamentos longos podem ser perda de tempo. A ordem do dia para o empreendedor é: construa protótipos, valide as hipóteses, saia do prédio, vá para a rua, coloque a mão na massa e repita o processo até que o empreendimento comece a ganhar tração. Se tiver que mudar de rumo, mude. Se tiver que falhar, falhe rápido e toque o barco. Se você não cometer erros, é porque está indo devagar demais.

3) Como anda a sua resiliência?

Você está pensando em empreender no Brasil. Não se engane. Durante seu caminho, você irá encontrar desafios como: pesada carga tributária, burocracia, pouco acesso a crédito, antiquada legislação trabalhista, concorrência desleal, gargalos de infraestrutura, falta de profissionais qualificados, pouca educação empreendedora. Antes de tomar qualquer decisão, portanto, reflita de maneira honesta sobre sua resiliência.

Tudo isso dito, não há motivo algum para pessimismo. Temos que acreditar no Brasil e sonhar em construir um país de empreendedores. Eles são os agentes efetivos de mudança em nossa sociedade.

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Checklist do Mozão :: as 7 coisas que você deve procurar na sua cara metade

Passado algum tempo estando solteiro, minha cabeça de engenheiro começou a me questionar que tipo de pessoa eu gostaria de ter ao meu lado.

Depois de conversar com amigos, observar alguns casais e refletir bastante, cheguei às 7 coisas que passei a procurar na minha potencial cara metade.

O framework foi carinhosamente apelidado de Checklist do Mozão!

Vou compartilhar esses aprendizados com vocês agora! Quem sabe eles te ajudam em sua jornada =P

1) O companheirismo

Procure alguém que o papo não acabe nunca. Sabe aquela viagem longa? Podem ficar horas e horas e horas conversando, mas o assunto não termina. De conversas filosóficas a irrelevantes, trocar ideia é sempre bom!

Procure alguém que goste de coisas parecidas. Livros, séries, viagens, músicas… Procure alguém que tope suas coisas malucas. Que seja parceira de aventuras. Vamos cozinhar? Vamos. Vamos ficar em casa sem fazer nada? Vamos. Vamos pra Índia? Vamos. Vamos pra Marte? Vamos! Porque o que importa não é necessariamente o que vamos fazer, mas sim, fazermos juntos.

2) A admiração

Procure alguém que te ensine coisas novas. Que te inspire a ser melhor. Que te respeite pelo jeito que você é. Que te complemente. Que você curta suas características (virtudes e defeitos). E vice-versa. Alguém que você possa admirar a inteligência, o senso de humor, o carisma, a espontaneidade, a leveza, a generosidade, a ingenuidade.

3) Os valores

Procure alguém que compartilhe os mesmos valores. Que integridade e caráter sejam de raiz. Que acredite em trabalho duro, determinação e responsabilidade. Que não esteja na vida a passeio e que, por onde passa, deixa a sua marca. Alguém que não pensa só em si, mas em como ajudar os outros e como melhorar o mundo à sua volta. Alguém que sonha grande e que acorda cedo com energia para lutar por um propósito, sem deixar de aproveitar a jornada e de se divertir.

4) A visão de futuro

Procure alguém que tenha uma visão de futuro similar à sua. Imagina se uma pessoa quiser ter filhos e a outra, não? Imagina se uma pessoa quiser morar na Austrália e a outra, no interior do Mato Grosso do Sul? Imagina se uma pessoa quiser virar presidente do Brasil e a outra valoriza privacidade?

5) A atração física

Procure alguém com quem você tenha aquela coisa de pele, paixão ardente, que seja linda e graciosa, que role muita química e conexão.

6) O entorno

Procure alguém que traga uma família espetacular e amigos incríveis, porque afinal, aprendi com a vida, que “você não casa só com a pessoa”. E que eles passem a também ser sua família e seus amigos.

7) O imponderável

Procure alguém que, para além dos critérios objetivos da sua cabeça racional, aconteça o imponderável, o frio na barriga, as borboletas no estômago. Uma pessoa que você possa dizer: “gosto porque gosto”. Cujo sentimento não seja possível explicar, não seja possível definir, não seja possível qualificar… porque é amor.

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Empreender é uma atitude de vida! [VÍDEO]

Muitas vezes a gente confunde empreendedorismo com o ato de abrir uma empresa.

Embora, sim, essa seja uma excelente forma de empreender, não devemos nos limitar a essa definição.

Empreender é uma questão de atitude de vida. Você pode empreender criando a sua própria empresa, você empreender numa empresa grande, você pode empreender no governo e você pode empreender na sua própria vida.

Eu acredito que a partir do momento em que você decide ser protagonista da sua vida, você já está empreendendo. Depois, afortunadamente, você vai encontrar um propósito que seja maior do que você e passará a empreender como uma forma de servir a esse propósito.

Bati um papo super bacana com o Ian Borges, para o LIFEHACKER TALKS, sobre como EMPREENDEDORISMO e VIDA são duas faces de uma mesma moeda e como precisamos transformar a educação para que cada vez mais jovens possam iniciar sua jornada pelo empreendedorismo.

Assiste aí e me conta o que achou!

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Por que vendi minha empresa por 130 milhões? [PODCAST]

Empreendedorismo e educação são as duas forças capazes de mudar o mundo. O grande problema é que o nosso modelo educacional segrega as duas coisas, formando os alunos e futuros empreendedores por professores puramente pesquisadores sem prática no mundo dos negócios.

Conversei com o Hernane Ferreira Jr, do EMCONSTRUcast, sobre o que podemos fazer para transformar essas condições.

Além disso, contei um pouco sobre minha jornada, o que me levou a vender minha empresa por 130 milhões e as novidades que estou preparando para os próximos meses!

Ouve aí!

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Como achar um sócio para o seu negócio?

Ter um sócio em seu negócio é benéfico por uma série de razões.

Os sócios ajudam a compartilhar o estresse associado à abertura de um novo empreendimento, fornecem outro ponto de vista ao contribuir na resolução de um problema e ajudam nas despesas envolvidas.

Os investidores também preferem investir em empresas com pelo menos dois fundadores, porque ajuda na mitigação de riscos. Se um co-fundador sair, isso não significa necessariamente que a empresa não existirá mais.

Diz-se que encontrar um sócio é muito parecido com encontrar um cônjuge: super difícil. Não existe fórmula para responder à pergunta “como achar um sócio?“. Vai depender muito do seu negócio, das suas qualidades e do que você considera importante para que os objetivos em comum sejam atingidos.

Mais especificamente, as qualidades essenciais para procurar em um co-fundador são:

Habilidades complementares

Existem 3 atividades fundamentais na vida do empreendedor, são elas: vender, entregar o produto e cuidar da gestão e finanças. Nenhum ser humano no mundo é capaz de fazer bem as 3 coisas! Encontre um sócio que te complemente!

Alinhamento de paixão e metas de longo prazo

Vocês devem ser apaixonados pelo negócio e estar de acordo sobre quais são os objetivos de longo prazo para a empresa.

Personalidade

Vocês devem se dar bem e serem capazes de resolver quaisquer problemas que surgirem. Ter personalidades compatíveis e compartilhar os mesmos valores facilita o trabalho produtivo em conjunto

Respeito mútuo

Relacionamentos fortes são construídos em base de respeito mútuo. Os fundadores precisam disso para prosperar.

E você? Tem um sócio? Ele(a) possui habilidades complementares às suas e está alinhado(a) com você em sua jornada empreendedora? Me conta nos comentários!

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15 indicações de filmes, séries e vídeos para aprender um pouco sobre soft skills e empreendedorismo

De vez em quando, gosto de unir o útil ao agradável e aproveitar o tempo livre para aprender enquanto, ao mesmo tempo, me entretenho.

Nessa lista, separei alguns dos meus programas, séries e filmes favoritos, ou que despertaram o meu interesse, e que, de quebra, me ajudaram a aprender um pouco mais sobre soft skills e empreendedorismo.

Ela tende a crescer agora que o tema empreendedorismo está tão forte em diversos países.

Embora a maioria seja estrangeira, os vídeos do Day1 e Sonho Grande da Endeavor são especiais por retratarem histórias de pessoas que empreenderam e conquistaram sucesso aqui no Brasil.

Vou atualizando a lista conforme for encontrando mais conteúdos bacanas. Você pode conferir outras indicações na aba #VABOINDICA. Espero que curta!

VÍDEOS

SÉRIES/PROGRAMAS DE TV

  • Men Who Built America, do History Channel
  • Shark Tank, da ABC
  • Bloomberg Game Changers, da Bloomberg
  • Gigantes da Indústria, do History Channel

FILMES

  • A Rede Social (tem na Netflix!)
  • Jobs — o filme
  • Piratas do Vale do Silício
  • Print The Legend (tem na Netflix!)
  • Something Ventured (tem na Netflix!)
  • The Startup Kids
  • Everything is a Remix

O que aprendi sobre negociação em Harvard

Como a última lista que fiz sobre aprendizados em Harvard gerou uma boa repercussão, resolvi repetir o formato, mas dessa vez, sobre o tema negociação. Vamos lá:

1) O maior segredo de um negociador é fazer boas perguntas!

2) Faça o máximo de perguntas do tipo “por quê?” (abertas) e não “o quê?” (fechadas)

3) Procure controlar o “frame”, ou seja, ter as rédeas e ditar o rumo da negociação

4) Você captura mais valor quando exerce influência, a partir de sua credibilidade e reputação

5) Nunca entre numa negociação sem saber seu BATNA (sua melhor alternativa se o acordo não for fechado)

6) Estime o BATNA da outra parte antes de sentar-se à mesa, assim você saberá qual é a ZOPA (zona de possíveis acordos)

7) Mapeie o “negotiation space” (quem influencia e quem é influenciado pela negociação)

8) Planeje as suas respostas para as perguntas mais difíceis da outra parte, assim você não será surpreendido

9) Você deve sempre tentar fazer a primeira oferta (ancoragem)

10) Negocie primeiro o processo, depois a substância!

11) Trabalhe os gatilhos mentais (escassez, urgência, autoridade, novidade etc.)

12) Ignore ultimatos!

13) Mais do que buscar um ganha-ganha, procure maximizar o valor da negociação para depois capturá-lo!

14) Mantenha-se flexível! Se o cliente pedir desconto, faça múltiplas ofertas!

15) Se tiver que fazer uma concessão, deixe bem claro!

E deixo vocês com as melhores referências sobre o tema:

– Livros do Prof. Deepak Malhotra da Harvard Business School: Negotiating the Impossible, Negotiation Genius e I Moved Your Cheese

– Livros clássicos: Getting to Yes (Roger Fisher, William Ury e Bruce Patton), Como vencer um debate sem precisar ter razão (Arthur Schopenhauer) e SPIN Selling (Neil Rackham)

– Podcast do Allan Pease: Definitive Body Language

– Séries: Lie to Me, Suits e Billions

– Filmes: Obrigado por Fumar e O Lobo de Wall Street

E aí? Algum desses te ajudou na sua jornada? Qual você incluiria na lista? Quero saber!

 

Luis Vabo Jr é sócio da Stone, professor do Insper, empreendedor Endeavor e HBS OPM Alumni. Instagram @vabo23