Geração Y e seus desafios no mercado de trabalho

A Geração Y ou Millenial (nascidos entre 1980 e 1998) está enfrentando uma série de desafios tanto na entrada quanto no seu desenvolvimento no mercado de trabalho.

Os desafios são tanto reflexo da forma como foram criados pelos seus pais, quando pelas constantes mudanças que o mundo tecnológico e globalizado impõe a esses jovens.

Não reconhecer e aprender a lidar com o impacto das mídias sociais e dos smartphones como aspectos viciantes na vida desses indíviduos, pode levá-los a graves doenças como depressão, ansiedade, síndrome do pânico.

Para maiores detalhes do diagnóstico desse fenômeno dos nossos dias atuais, recomendo assistirem ao Prof. Simon Sinek abaixo (aquele mesmo, criador do Golden Circle):

 

Never ring the bell !

O comandante da SEAL, a tropa de elite americana, William McRaven, discursou para uma turma de formandos da Universidade do Texas.

Abaixo estão as 10 dicas que ele deu. São dicas de perseverança, liderança, empreendedorismo, trabalho em equipe e ousadia para mudar o mundo!

Vale a pena ver o vídeo completo!

  1. Comece o dia arrumando sua cama!
  2. Encontre as pessoas certas para ajudar você!
  3. Atitude e coração podem ser mais fortes que outras vantagens
  4. Siga sempre em frente!
  5. Não tenha medo do ‘circo’!
  6. Seja criativo e inovador!
  7. Não fuja dos tubarões!
  8. Dê o seu melhor, mesmo nos momentos mais sombrios!
  9. Cante, mesmo quando estiver com lama até o pescoço!
  10. Nunca desista! Nunca toque o sino!

 

Do what makes you great!

“E a minha lição é essa: não me importo nem um pouco!

Você não pode deixar o medo de errar, ou o medo da comparação, ou o medo do julgamento, te impeça de fazer o que te torna grande!

Você não pode ser bem sucedido sem esse risco de errar, você não pode ter voz sem o risco da crítica e você não pode amar sem o risco da perda!

Você precisa ir em frente e tomar esses riscos!

E as pessoas te dirão para fazer o que te faz feliz, mas muito disso tem sido trabalho duro e eu não tenho sido sempre feliz. E eu não acho que você tem que fazer apenas o que te faz feliz, eu acredito que você tem que fazer o que o torna grande!

Faça o que é desconfortável e apavorante e difícil mas que compensa no longo prazo!

Esteja disposto a errar! Se permita errar! Erre no caminho e no local onde você gostaria de errar! Erre, levante-se e erre de novo!

Por que sem essa luta, o que é sucesso mesmo?

Até onde eu sei, temos apenas uma vida. Nessa vida, você precisa confiar na sua própria voz, suas próprias ideias, sua honestidade, sua vulnerabilidade, e nessa jornada irá encontrar seu caminho!

Não é que você não tenha que ter medo, apenas não permita que o medo te detenha!

Viva assim da melhor forma que conseguir e eu garanto que você vai olhar para trás e verá uma vida bem vivida!”

Charlie Day

 

 

 

 

Empresa é que nem filho: a gente cria para o mundo

 

Para muitos empreendedores, o processo de venda e sucessão na empresa costuma ser doloroso. Minha experiência mostra que não precisa ser assim.

O trajeto é conhecido: um empreendedor identifica um problema, vê a oportunidade de resolvê-lo de forma inovadora, monta uma empresa, cresce forte, recebe uma oferta irrecusável de compra (ou de fusão) e decide aceitar. Até aí, nada de novo. São muitos os casos de gente que segue esse caminho.

Mas, e depois? O que acontece? Do momento da sucessão — que é delicado e super importante na carreira de qualquer pessoa que tenha criado uma empresa — não existem tantos registros assim. Não existe uma ferramenta, ou um manual específico com o que fazer e o que evitar. O que existe é a experiência de cada empreendedor e o melhor que cada um pode se prestar a realizar depois.

Como tive a oportunidade de viver essa situação, gostaria de compartilhar alguns aprendizados e percepções que podem te ajudar a lidar com esse momento de transição em uma empresa.

O negócio nunca é só seu

É comum me perguntarem como é que eu me “desapeguei” do negócio que vendi. Para responder, costumo falar do início da Sieve: quando meu sócio e eu criamos a empresa, tínhamos uma certeza – a de que o negócio surgiu para resolver um problema claro e real do e-commerce. Assim sendo, nunca tivemos essa percepção de que a Sieve era só nossa, porque também era dos clientes cujos problemas queríamos solucionar (lojas virtuais e fabricantes).

Além disso, queríamos que cada membro do nosso time (os Sievers) se sentisse feliz e motivado por trabalhar na Sieve. E, pra que isso acontecesse, o compartilhamento da cultura organizacional tinha que ser total, sem restrições. Ou seja, o negócio também era da nossa equipe.

Por isso, a questão do “desapego”, no meu caso, não teve tanta importância. Então, minha principal orientação, aqui, é que:

VOCÊ, EMPREENDEDOR(A), DEVE TER CONSCIÊNCIA DE QUE SEU NEGÓCIO É COMO UM FILHO. EM UM MOMENTO, VOCÊ É TOTALMENTE RESPONSÁVEL POR ELE. MAS DEPOIS, ELE CRESCE, SE DESENVOLVE, SAI DE CASA… VAI PARA O MUNDO.

Chega o tempo em que o negócio não depende mais só de você. No nosso caso, como sempre tivemos essa mentalidade, nunca foi uma questão delicada essa de vínculo muito estreito com a operação. Isso tornou mais fácil e mais leve o processo de sucessão, tanto interno quanto externo.

Fizemos fusões e vendemos. Mas continuamos tocando o negócio

Muita gente também se pergunta também sobre “o que fazer” após a conclusão de uma venda. Quais passos devem ser dados.

Novamente, não existe uma receita de bolo. Até porque depende muito do momento em que a empresa está. No caso da Sieve, nós continuamos tocando o negócio como executivos. A equipe e a operação continuou sob nossa responsabilidade. A principal diferença é que, com a chegada de novos sócios, o sonho grande aumentou.

Aliás, a questão do sonho grande, aqui, é super importante, porque a minha orientação quanto aos próximos passos para gestores que passem por essa experiência sempre será a de ampliar esse sonho grande. Sempre digo para buscarem parceiros em linha com os seus valores e objetivos, além de um modelo de negócio que permita que o sonho se expanda ainda mais.

Empreender não é só abrir uma empresa

Por falar em sonho grande, quero propor uma reflexão um tanto filosófica: para mim, empreender é muito mais do que abrir e tocar um negócio.

É UMA ATITUDE DE VIDA, E QUE, POR ISSO, É INDISSOCIÁVEL DO LEGADO QUE PRETENDEMOS DEIXAR.

Faço essa reflexão porque também ouço muitas perguntas sobre como, depois de vender um negócio, o(a) empreendedor(a) pode continuar contribuindo com o ecossistema. Sobre como pode disseminar a cultura empreendedora.

Além, evidentemente, da possibilidade de ele abrir outro negócio, existem outros caminhos que ele(a) pode trilhar também.

No meu caso, procuro “irradiar” esse espírito das mais diversas formas. Por exemplo, dando mentorias na Endeavor, para orientar quem está passando pelos desafios que passei. Também costumo ministrar palestras ou escrever artigos contando histórias e aprendizados, como esses que estou compartilhando com você. Investimento-anjo é uma vontade futura.

Isso serve até para mostrar ao pessoal mais jovem que empreender não é um bicho de sete cabeças. Que, por mais que não estejamos no Vale do Silício ou em Israel, é possível, sim, criar um negócio de valor e com crescimento de alto impacto aqui no Brasil.

Também tenho a oportunidade de ser professor de empreendedorismo na PUC-Rio. Dou esses exemplos apenas para mostrar o quanto, para mim, é forte a causa. E, a meu ver, o momento da venda foi importante nessa trajetória. Porque, quando empreendedores não são mais os únicos responsáveis por um negócio, podem se dedicar a outro campo fundamental para as transformações que todos queremos ver: a educação.

Por último, o investimento em novos empreendedores é uma bela possibilidade. Que o digam empreendedores como Hernán Kazah, fundador do Mercado Livre, que hoje se dedica a procurar companhias latino-americanas para investir por meio da Kaszek Ventures. Ou como Reid Hoffman, co-fundador do LinkedIn, que também se tornou Venture Capitalist e faz parte do conselho de várias organizações sem fins lucrativos. Ah, e eles também dão mentorias.

No fim das contas, pode ser que você coloque uma grana no bolso e queira tirar umas férias. Pode ser, inclusive, que isso te ajude a “desapegar”. Mas um empreendedor verdadeiramente de alto impacto não dispensa uma oportunidade de devolver à sociedade. Além dos novos projetos que certamente surgirão, sempre haverá quem possa se beneficiar da experiência que você viveu. Não deixe de passá-la adiante!

 

Teologia do Empreendedorismo

Muito interessante a palestra do filósofo Leandro Karnal sobre a Teologia do Empreendedorismo!

Destaques para:

  • “Sucesso e fracasso só podem existir se você não tiver ou conseguir controlar o seu empreendedorismo”
  • “Empreendedorismo é a chave do futuro”
  • “O sucesso é minha responsabilidade, o fracasso é minha culpa”
  • “Esse novo homem adquire a salvação mediante a sua iniciativa pessoal”
  • “O RH é o novo departamento teológico do planeta”
  •  “Tem que ter fé para acreditar na reunião”

Shop.org 2015 e o futuro da Internet

O Shop.org deste ano foi na Philadelphia, terra de Rocky Balboa e berço da independência dos Estados Unidos. Com a participação de 5.000 pessoas e 300 expositores, o destaque ficou por conta da penetração do Mobile (já não é mais tendência, virou pura realidade como a nova plataforma dominante) e da chegada das tecnologias do “futuro” (que de futuro não tem nada, pois já estão bem presentes).

O presidente da NRF, a federação do varejo americano, abriu o evento comentando a relevância do setor para a economia, sendo responsável por 1 a cada 4 empregos, atualmente. Comentou também sobre os esforços que vêm sendo feitos na área de cybersecurity e patentes, como proteção às propriedades intelectuais.

Em seguida, sempre é escolhido para falar um varejista local. O selecionado foi o CEO da QVC, que fez uma palestra muito interessante conectando a experiência de compras com entretenimento e comunidade. A palestra dele chamou ainda a atenção pelo fato de terem comprado recentemente a Zulily, que havia sido a última a palestrar no evento do ano passado. Os principais pontos abordados por ele foram:

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Vamos aos tópicos principais que resumem o Shop.org 2015:

  • Mobile é a prioridade número 1 para os varejistas virtuais

Assumindo a dianteira em relação a omnichannel, marketing, site merchandising, expansão internacional e site replatform, que são os próximos na lista de prioridades.

  • Embora seja a prioridade número 1, os varejistas virtuais ainda estão pelejando para conseguir lidar com a complexidade da migração para o Mobile

Atribuição, usabilidade, responsividade, modelo de negócios e estrutura organizacional são os fatores críticos que fazem com que a venda média em smartphones seja de 12% com um tráfego médio de 30%. Para tablets, a proporção é mais suave (16% e 17%, respectivamente)

  • Mobile influencia mais as vendas off-line do que as vendas online!!!

Embora contra-intuitivo é a realidade!

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  • Conteúdo está de volta

Para que a experiência do consumidor seja completa são necessários mais investimentos em conteúdo. Destaques para: Instagram e Pinterest UGC + Vídeos e Fotos em alta qualidade + Tutoriais e Reviews de Experts + Vídeos How-to + Conteúdo social propagado + Blogs.

  • O feijão com arroz ainda é muito importante

Principais fatores considerados pelo consumidor antes de realizar uma compra nos últimos 3 meses: custo de frete + busca + ratings e reviews + imagens dos produtos + carrinho salvo + imagens alternativas dos produtos + demonstrações em vídeo.

  • Feriados e datas comemorativas nunca foram tão importantes e… caros!

73% dos consumidores americanos reportaram que compraram menos em lojas físicas porque haviam comprado online no feriado de Thanksgiving! Alta expectativa de descontos e promoções! Volumes maiores, margens menores…

O Amazon Prime Day representou 1,5 vez um dia comum. O CyberMonday foi 2,2 vezes. Já o dia dos solteiros na China (11/11) movimentou 8,9 vezes mais do que um dia normal!!!

  • Novos objetos interessantes capturam nossa atenção mas não o nosso bolso

Os wearables (tecnologias vestíveis), mobile digital wallets, subscription boxes e smart home devices despertam interesse, porém ainda estão na curva inicial de adoção

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O último ponto se conecta com a principal palestra do evento, que foi feita pelo CEO da Singularity University, Salim Ismail, que é o autor do livro Exponential Organizations. Leitura recomendada para todos que trabalham ou se interessam por E-Commerce, Plataformas Digitais, Internet, Futuro, Tecnologia, Inovação, Vale do Silício e temas correlatos.

A principal tese dele é que as companhias formatadas para o sucesso no século XX estão fadadas ao fracasso no século XXI, porque o mundo está experimentando uma onda exponencial e, portanto, as empresas precisam se tornar organizações exponenciais para que possam se adaptar e sobreviver.

A Lei de Moore já previu o impacto da força exponencial em diversos aspectos de nossa vida cotidiana que serão reconfigurados nos próximos anos: saúde, água, energia, meio ambiente, alimentação, educação, segurança, pobreza, tecnologia e tantos outros.

Recentemente, foi feito um seminário na Singularity University com executivos top de diversas companhias (como Shell, SAP, Coca Cola, Google, Nokia, Hershey’s, entre outras) e o levantamento mostrou que 75% deles tinham pouco ou nenhum conhecimento dessas tecnologias revolucionárias que estão em curso. Após o seminário, a conclusão é que 80% destas tecnologias trariam impacto “game-changer” em até 2 anos e 100% delas em até 5 anos. 100% dos executivos traçaram planos de ação imediatos.

E quais são estas tecnologias disruptivas? Seguem alguns exemplos:

  • Internet das Coisas (IoT :: Internet of Things)

Os primeiros 20 anos da internet que conhecemos foram formados pela conexão de pessoas a máquinas. O novo paradigma será o aumento exponencial da conexão de máquinas a máquinas (M2M). Em 2020, haverá mais de 50 bilhões de devices e, em 2030, a comunicação M2M responderá por mais de 50% do total.

  • Biotecnologia

Diversas inovações irão revolucionar a saúde. Sequenciamento do DNA, cura inimaginável de doenças, alteração genética de embriões, brain computer interfaces e até o armazenamento dos seus sonhos serão possíveis com a biotecnologia exponencial.

  • Veículos selfdrive

Outra revolução ocorrerá no transporte de pessoas e mercadorias com os veículos autodirigíveis. Google Car, Tesla, Uber, entre outros players, serão responsáveis por reconfigurar tudo que conhecemos a respeito desse assunto. Existem alguns dilemas éticos no meio do caminho, que certamente serão endereçados.

  • Energia solar

O custo da energia solar está caindo exponencialmente e em alguns anos sua adoção será massiva, pois além de abundante, será incrivelmente barata. O que será possível fazer com uma energia que tende ao infinito?

  • Realidade aumentada e realidade virtual

Considerada uma das três tecnologias com alto impacto no varejo e no e-commerce nos próximos anos, a realidade aumentada/virtual promete oferecer novas experiências ao consumidor, pois permite que ele veja e interaja com os produtos e serviços que deseja possuir antes mesmo de tê-los em suas mãos.

  • Drones

Considerada a segunda das três tecnologias com alto impacto no varejo e no e-commerce nos próximos anos, a utilização de drones já é realidade em fase piloto em algumas companhias como a Amazon (Prime Air) e o Google (Projeto Wing), porém é na startup Matternet que residem as maiores apostas. Com um drone autônomo (que não precisa de piloto) desenhado exclusivamente para transporte de mercadorias de até 1kg, num raio de 20km, seu custo por entrega é de US$ 1,50 para um tempo médio de entrega de 10 minutos contra US$ 11 em 40 minutos do melhor entregador (hoje em dia) nos EUA.

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  • Impressoras 3D

Considerada a terceira das três tecnologias com alto impacto no varejo e no e-commerce nos próximos anos, as impressoras 3D prometem revolucionar a concepção e recebimento dos produtos por parte dos consumidores. Imagine não precisar esperar o produto chegar na sua casa, pois você poderá imprimi-lo diretamente? Imagine poder digitalizar seu corpo, sua casa, seu carro, seu gato e ter produtos customizados para eles? Admirável mundo novo ou Jetsons?

Frase de Bill Gates

“Normalmente nós superestimamos as mudanças que virão nos próximos dois anos e subestimamos as mudanças que ocorrerão nos próximos dez”.

A sociedade está preparada para as mudanças exponenciais que virão? Veremos nos próximos anos.

Por aqui, seguem minhas previsões do que vai acontecer em 2036:

  • minha filha não vai tirar carteira de motorista quando fizer 18 anos
  • vou imprimir em 3D 50% das minhas compras em casa ou num hub próximo de casa. Os outros 50% chegarão por drone ou Uber selfdrive
  • antes de eu fazer qualquer compra (online ou offline) terei experimentado o produto por realidade virtual/aumentada
  • energias alternativas como solar e eólica serão mainstream deixando combustíveis fósseis como peças de museu
  • vou saber quais doenças tenho alta probabilidade de ter em 2056 para me prevenir desde 2036
  • vou passar minhas férias em Marte

 

Luis Vabo Jr em out/2015