O que você e o Tom Brady podem ter em comum

Vocês muito provavelmente conhecem o Tom Brady – quem acompanha futebol americano com certeza sabe quem ele é. Para quem não o conhece como esportista e atleta, Tom Brady é o marido da Gisele Bundchen e um dos maiores quarterbacks do futebol americano.

Esse cara aí da foto:

Hoje, as principais franquias de futebol americano valem em média 5 bilhões de dólares, ou seja, é um mercado que tem um valor muito alto. Um clube de futebol americano, atualmente, é um empreendimento muito bem administrado, e se tem muitos fãs, é porque, por trás, tem uma gestão profissional como qualquer outra grande empresa. 

Então o que esses grandes clubes fazem: eles vão lá nas principais universidades norte-americanas e selecionam os atletas mais promissores dessas universidades. Esse processo se chama draft

No ano do Tom Brady, e aqui vale lembrar que ele é considerado, hoje, se não o maior, com certeza um dos maiores jogadores da história do futebol americano, no ano em que o Tom Brady foi selecionado, ele ficou na posição número 199. Isso significa que ele quase não foi selecionado para jogar em um grande clube profissional de futebol americano. Como pode isso? 

Como é que pode ele fazer parte de uma Indústria com muitos recursos, com empresas valendo bilhões de dólares e que, apesar disso, cometeu um erro muito grave; pegaram o melhor jogador da história e, quando ele era jovem, o colocaram como número 199 no draft.

Depois, claro, tentaram analisar o porquê dessa falha do sistema americano, e um dos maiores adversários do Tom Brady, que fez a melhor análise, disse o seguinte:

“Isto ocorreu porque avaliaram o Tom Brady apenas de fora para dentro” 

Ou seja, usaram apenas os indicadores clássicos: capacidade de arremessar, correr… Então, quando você olhava o Tom Brady com essas características, era aquela régua que eles tinham. Em relação aos outros competidores, o Tom Brady era mais lento, arremessava mais fraco, não se destacava nisso que podemos chamar de hard skills, ou habilidades técnicas, do futebol americano.

E, de fato, ele até poderia ser individualmente ruim, mas a história mostrou que ninguém treinava mais do que ele, que ninguém tinha uma inteligência emocional tão boa quanto a dele, que ninguém tinha um uma capacidade de reagir sob pressão e organizar o time e de liderança, de esforço, de resiliência e disciplina como as dele.

Ou seja, o que fez o diferencial do Tom Brady foram as soft skills e não apenas as hard skills.

A gente precisa juntar esses dois. Apenas soft skills não bastam, é claro, mas apenas hard skills também não. Esse é mais um exemplo de como as soft skills fazem a diferença e são responsáveis pelo sucesso das pessoas.

Inclusive Tom Brady recentemente disse que um dos fatores que mais garantem a visão dele, que garantiram que ele chegasse onde ele chegou, foi a disciplina para meditar. Ele colocou como rotina cuidar da saúde mental dele para lidar com as pressões lá no meio do campo de jogo. No meio do Superbowl.

E o resultado a gente já sabe qual é, né? 🙂

Sabia que a Oratória é uma das principais soft skills? O meu Curso de Oratória é 100% prático com as dicas fundamentais e exercícios para você praticar! Além das lives exclusivas que eu te darei feedbacks personalizados.

Invista em você e melhore a forma como você fala em público!

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[EU ACREDITO]

Eu acredito que a gente tem que se virar com o que tem.

Eu acredito que as dificuldades geram aprendizados.

Eu acredito que temos que falar dos elefantes nas salas, botar os dedos nas feridas e fazer limonadas dos limões.

Eu acredito que o homem e a mulher são corresponsáveis pelas tarefas domésticas.

Eu acredito que vivemos uma crise de saúde que gerou uma crise econômica que está gerando uma crise social. E a pior pode ser a crise psicológica.

Eu acredito que a maior de todas as crises é a de liderança, que permitiu que chegássemos a esse ponto.

Eu acredito que temos que parar com os discursos de ódio, com as brigas políticas, com a desinformação.

Eu acredito que o governo precisa proteger os autônomos e pequenos e médios empreendedores, pois eles são o motor da geração de emprego e renda desse país.

Eu acredito que o governo precisa proteger os desempregados e os trabalhadores mais vulneráveis, assim como os idosos, os com saúde fragilizada e os que estão em tratamento de doenças graves.

Eu acredito que precisamos estudar melhor os efeitos do lockdown horizontal e vertical, perseguindo a normalização segura o mais rápido possível.

Eu acredito que temos uma oportunidade única na história da humanidade de fazer diferente.

Eu acredito que investir em educação infantil não dá voto, nem em saneamento básico, nem em prevenção a pandemias.

Eu acredito que isso precisa mudar.

Eu acredito no poder da solidariedade, da empatia e da compaixão.

Eu acredito que vamos sair mais fortes disso tudo.

E você?

@vabo23 é professor do Insper e Empreendedor Endeavor

Como um curso de oratória pode ajudar a lidar com a timidez

Antes de tudo, precisamos diferenciar timidez e introversão – e, principalmente, deixar claro que isto não é um problema!

Em uma das minhas lives, recebi a seguinte pergunta:

“Sou muito tímido. Como controlar o medo de falar em público? Curso de Oratória ajuda?” 

Primeiro: sim, ajuda.

Segundo: não há nenhum estudo científico que comprove que uma pessoa tímida, uma pessoa introvertida, não possa ser um bom orador. Existem diversos professores, palestrantes, oradores, apresentadores de televisão, radialistas que são introvertidos.

Se você é tímido ou introvertido, o curso vai te ajudar a entender como se projetar melhor, a ter mais segurança na hora de falar e também como lidar melhor com a timidez, principalmente com os exercícios de Inteligência Emocional. 

Além disso, quanto mais você treina e coloca em prática, melhor você vai ficar. É igual tocar um instrumento musical. No meu curso, eu passo diversos exercícios e acompanho de perto o seu desempenho. Se você se comprometer a sempre fazer os exercícios, a trazer as dúvidas, a falar, aí eu vou poder te dar um feedback nessas horas que a gente vai passar juntos 😉

Outro exemplo de depoimento que recebi pelo Instagram @vabo23

Respondi o seguinte:

1) Não queira perder a timidez. Reformule-a para “aprender a lidar com ela”

2) Timidez não é um problema. Perder oportunidades por causa dela, pode ser

3) Sugiro tentar se forçar um pouco a se expor a situações em que esteja mais confortável para falar, em grupos menores, até que possa ir expandindo para grupos maiores

4) Ter domínio do conteúdo e das técnicas de oratória te ajudarão a ter mais segurança, inclusive em situações de improviso, como essa da aula

5) Leia este livro: O Poder dos Quietos

O meu Curso de Oratória está disponível para quem quiser se aprofundar nessa soft skill e entender como ela te ajuda a lidar com a timidez!

Ficou com alguma dúvida? No meu Instagram @vabo23 estou sempre compartilhando os passos mais importantes da minha jornada e trocando ideias sobre soft skills, empreendedorismo e a vida, em geral 🙂

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Se quiser conferir outros aprendizados, te sugiro este texto e este texto.

Até a próxima!

Meus 50 aprendizados sobre gestão de tempo, gestão de pessoas e disciplina para atingir metas

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Ao longo da minha carreira como professor e empreendedor, aprendi muita coisa sobre gestão de pessoas, gestão do tempo, foco, produtividade, concentração, resiliência e, sobretudo, sobre disciplina e determinação para atingir minhas metas.

Neste texto, resolvi compartilhar com vocês 50 APRENDIZADOS SOBRE GESTÃO DE TEMPO, GESTÃO DE PESSOAS E DISCIPLINA PARA ATINGIR METAS.

Começando por alguns dos aprendizados que adquiri quando tive a honra de trabalhar perto de um dos maiores empreendedores brasileiros, André Street, co-fundador da Stone:

APRENDIZADOS SOBRE DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL

1) Para você crescer na vida é fundamental manter: (a) a humildade, (b) o espírito de equipe e (c) o estudo constante. Lembre-se de que você é o único responsável por tudo que o cerca. Seus times, seus clientes, seus produtos e o bem estar da sociedade em que você vive. Tudo isso depende da força e da energia que você imprime em sua vida e seus objetivos.

2) Conviva com gente melhor do que você. Para isso você terá que ser admirável e interromperá hábitos ruins e reforçará os hábitos bons. Na vida adulta, a disciplina conta mais do que quase todo mundo imagina, mais do que o talento; e para você crescer terá que ter gente inteligente e de boa índole te ajudando. Tire pessoas medíocres da sua convivência. Saiba avaliar e admirar os diferentes tipos de inteligência que não iguais ao sua. 

3) Leia sempre um livro de seu interesse que ensine algo novo que você esteja buscando, pois o hábito da leitura é essencial para você crescer com consistência.

4) Anote as grandes lições aprendidas e revisite durante o ano. Ensine as pessoas ao seu redor sobre o que você aprendeu assim além de multiplicar, você consolida os aprendizados. Há duas coisas na vida que se não partilharmos, desaparecem: afeto e conhecimento. Ao aprender algo em um livro, ensine.

5) Cresça constantemente suas metas no dia a dia do seu trabalho e procure fazer algo com MUITA EXCELÊNCIA, mesmo que demore. Qualquer que seja sua função, busque fazer com proficiência, estude, foque e se empenhe para entender a minúcia do que você faz para poder fazer melhor. Domine SEU OFÍCIO.

6) Se você faz algo que se repete, entenda etapa a etapa do processo, os gargalos e planeje sua atuação com objetivos, com começo, meio e fim. Entenda bem o porquê de cada etapa do processo que vc faz no seu trabalho (estude como fazem os outros que são bons no que você faz).

APRENDIZADOS SOBRE GESTÃO DE PROCESSOS

7) Reuniões exigem objetivos claros, preparação prévia, os próximos passos claros e término no horário

8) Teste, meça, melhore, repita e repita e repita

9) Se você não conseguir acompanhar, não faça. Você precisa saber quando frear e quando acelerar.

10) Você obtém crescimento de receita do caos, você obtém lucro da disciplina.

11) A execução é o que determina o sucesso. Ela pode transformar um plano ruim em bom e um plano bom em ótimo. Enquanto muitos gastam rios de dinheiro e energia em planos minuciosos, outros executam bem em caminhos mais simples. Planejar é importante e faz parte da trajetória, mas a execução definirá o sucesso de um projeto.

12) Informação não é o mesmo que educação. Nunca na história tivemos tanto acesso a educação, nem por isso somos sensatos. É cada vez mais importante sabermos como administramos a coleta de informação e como aplicá-la com sabedoria.

13) Divida as coisas em passos simples. Mesmo as mais complexas. Se você enxergar uma escadaria (por maior que seja), como uma série de degraus, facilitará muito sua subida.

14) Reuniões não são para compartilhar informações. É para isso que os e-mails existem.

15) Se você não está se divertindo, você não entendeu o propósito ou está no lugar errado. Ambos são facilmente resolvidos.

APRENDIZADOS SOBRE GESTÃO DE PESSOAS

16) O principal ativo de um líder é o seu time! No momento em que seu time de trabalho passar a ser um grupo de parceiros você terá atingido, o status de bom líder.

17) Ao lidar com pessoas, presuma o melhor até ser apresentado ao pior.

18) Empreender é uma questão de atitude de vida. Você pode empreender criando a sua própria empresa, você pode empreender numa empresa grande, você pode empreender no governo e você pode empreender na sua própria vida!

19) Sua vida depende de 3 principais fatores: sorte, talento e esforço. O único que você pode controlar é o esforço.

APRENDIZADOS SOBRE GESTÃO DE TEMPO E DISCIPLINA

20) Entenda para onde o seu tempo vai (meça e analise!)

21) Consolide o tempo em unidades maiores. Ao invés de pensar em quantos minutos você gasta em cada tarefa, aloque uma hora para executar X tarefas.

22) Evite ao máximo as interrupções e distrações

23) Não planeje suas tarefas, planeje o seu tempo (domine o exercício de alocação)

24) Tenha uma agenda (Google Calendar ou iCalendar servem!)

25) Faça um TO DO LIST diário

26) Trace como meta o cumprimento de todas as suas tarefas diárias ou semanais – até que se torne um hábito

27) Tenha também um backlog com os “TO DOs” que não são diários e uma lista de projetos futuros pra você olhar mensalmente

28) Separe as tarefas importantes e urgentes das que não são

29) Escreva no seu TO DO LIST tarefas específicas, ao invés de genéricas

30) Aprenda a dizer “NÃO!” para as tarefas que você identificou como não-prioritárias 

31) Tenha um sonho muito grande, que te faça acordar todo dia com vontade de realizá-lo

32) A melhor técnica de gestão do tempo é a Matriz de Eisenhower: urgência vs importância. Faço esse exercício mentalmente ou por escrito toda vez que tenho que fazer uma tarefa

33) Priorize o seu sono! Durma de 6,5h a 8h por dia! Descansar também é uma forma de aumentar a produtividade 😉

34) Não confie na sua memória! Anote TUDO o que você tiver para fazer

35) Aprenda a priorizar e despriorizar (afinal, se tudo é prioridade, nada é prioridade)

36)  Tarefas muito simples que durem menos de 2 minutos, FAÇA LOGO

37) Tenha disciplina para continuar e concluir o que você começou. Tenha ACABATIVA e CONTINUATIVA, não só INICIATIVA

38) No fim do dia, olhe sua agenda, seu TO DO LIST e seu backlog para planejar o dia seguinte

39) Reserve horários específicos para verificar a caixa de entrada de e-mail, redes sociais e WhatsApp, para não ter que ficar olhando toda hora

40) Estabeleça grandes metas, mas dê pequenos passos

41) Aproveite os comportamentos que você já possui para expandir para outros e criar novos e melhores hábitos

42) Elimine o excesso de opções e alternativas

43) Determine metas específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo!

44) Insista. Se dê pelo menos 21 dias para desenvolver um novo hábito

45) Tenha um propósito claro para tudo o que você for fazer

46) Esteja em ambientes favoráveis ao seu desenvolvimento e à execução de suas tarefas, com pessoas ao seu redor que te agregam

47) Planeje-se e execute. Apenas um deles não será suficiente.

48) TODO erro é um aprendizado. Mas procure errar erros novos!

49) Procure parar de reclamar. Cada tarefa executada te aproxima um pouco mais das suas metas!

50) Curta a caminhada. Não foque só no resultado. Há muito a ser desfrutado na jornada até lá! 

Dica bônus:

51) Agradeça pela nova oportunidade que cada dia traz. Aprenda e ensine na mesma medida. E sorria. Sempre =)

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Como colocar soft skills no currículo

Esse texto traz algumas dicas que compartilho durante minhas Lives. Siga @vabo23 para não perder nenhuma!

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Invariavelmente, qualquer empresa para a qual você se candidatar vai analisar o seu currículo, então é fundamental que você tenha um currículo organizado, estruturado. E toda vez que surge esse assunto, eu bato bastante em uma tecla que é: procure fazer algo que seja diferente. 

Qual é o seu diferencial? Tenha isso muito claro. Qual o seu diferencial como pessoa, qual seu diferencial como profissional? Por que essa é uma pergunta que vão te fazer em algum momento e se de cara a empresa já percebeu que você tem um diferencial e qual é ele, isso provavelmente vai queimar alguma etapa para você. 

Esse processo de autoconhecimento, de saber qual é o seu diferencial, você pode começar a mostrar já no primeiro contato com o entrevistador.

Neste texto eu separei 26 dicas para você montar um currículo inesquecível! Clica aqui pra conferir!

Além disso, eu recomendo que seu currículo tenha um design bacana e que você coloque os resultados que você obteve por onde você passou. Isso já vai te diferenciar de muitas e muitas pessoas que só fazem o currículo tradicional, feijão com arroz e viram mais um. 

Você não quer ser mais um, certo? Você quer conquistar aquela vaga, você quer conquistar aquela empresa, você quer ser bem-sucedido.

Nesse processo, uma pergunta que sempre aparece pra mim é: devo colocar as minhas soft skills no currículo?

Como colocar soft skills no currículo?

Eu não recomendo, a menos que você tenha encontrado uma forma diferente de falar dos seus soft skills. Porque não adianta você dizer para mim “eu tenho muita resiliência, eu sei trabalhar em equipe e eu tenho muita empatia”. Só falar isso não é algo que seja factível. 

Olha a diferença se você estruturar da seguinte forma: “quando eu tinha 15 anos, eu participei de um projeto de iniciação científica na minha escola e nós tínhamos pessoas que eram muito diferentes no grupo. Tinha um pessoal que curtia mais matemática e outro pessoal mais de humanas no mesmo grupo e eu tive a ideia de a gente fazer uma reunião em que poderíamos trocar as ideias. Com isso, acabou que a gente se integrou mais, conseguiu trabalhar melhor, eu pude ouvir melhor as pessoas (empatia) e todo feedback ruim que a gente recebeu, a gente procurou analisar (resiliência). No fim, tiramos o primeiro lugar na feira de ciências”. 

Você contou uma história de uma experiência, com aprendizados e resultado!

Repara que eu escolhi de propósito uma história de quando você tinha 15 anos porque tem muito aluno meu que tem 19 e fala assim “eu não tenho experiência profissional nenhuma”. 

Não me interessa tanto assim sua experiência profissional, porque eu quero saber primeiro se você tem atitude! Eu quero saber se você tem a cultura da empresa que eu estou buscando. Então se com 15 anos você reuniu uma galera, fez um processo de iniciação científica, correu atrás, venceu suas frustrações, para mim está, legal porque eu estou buscando a sua atitude (soft skill) e eu vou te ensinar a ferramenta (hard skill) que você precisa. Essa é a postura que muitas empresas adotam.

Sendo assim, se você for falar de soft skills, coloque dentro de um contexto em que você aprendeu algo e obteve um resultado a partir disso.

Aí, sim, é só sucesso =)

O que são entrevistas desestruturadas – e por que elas podem estar prejudicando a sua empresa?

Esse texto traz algumas dicas que compartilho durante minhas Lives. Siga @vabo23 para não perder nenhuma!

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Normalmente, qual o método mais clássico de contratação das empresas? Entrevista

É análise de currículo – onde dezenas e dezenas de pessoas mandam um currículo, que a empresa tem que filtrar – e, se encontrar candidatos que tenham fit com a vaga, agendar outras dezenas de entrevistas, com diferentes pessoas de diferentes escalões da empresa.

Se não o método tradicional, é, pelo menos, o mais comum. 

Mas o que que as empresas perceberam é que ele não mais tão eficaz. 

Isso porque as empresas estão fazendo entrevistas chamadas “desestruturadas” – e eu tenho um dado importantíssimo pra compartilhar com vocês sobre isso mais à frente. Mas antes:

O que é uma entrevista desestruturada?

Em várias empresas que eu já trabalhei, ou empresas que eu já dei aula para alunos, ou empresas eram cliente minhas, como é que funciona o processo de entrevista? Geralmente, alguém fala: “Fulano, você tá com tempinho livre aí? Vamos rapidinho ali comigo entrevistar um candidato comigo?”, se trancam em uma sala com o candidato e batem um papo sem muitos critérios.

Ou seja, os entrevistadores não se preparam para a entrevista. 

Porém, da mesma forma que o entrevistado precisa se preparar para entrevista, o entrevistador também precisa. E eu tenho um dado importantíssimo pra compartilhar com vocês do porquê disso.

O problema da pessoa que não se prepara para entrevistar é que ela vai fazer uma entrevista desestruturada, isto é, uma entrevista sem qualquer planejamento prévio de como deve ser conduzida e de quais respostas espera-se obter.

A consequência disso é que uma entrevista desestruturada, de acordo com essa pesquisa, só dá uma margem de predição de performance de 15%

Isso significa que, se eu contratei a pessoa hoje, daqui a um ano eu vou ver se a pessoa performou bem, se saiu da empresa, se tá tendo progresso ou se tava meio patinando. Apenas 15% dessa noção resultado vem de alguém que foi entrevistado de forma desestruturada.

Por outro lado, a predição de performance é de 65%, ou seja, o resultado é mais de 4 vezes melhor, quando a empresa faz um modelo híbrido de contratação. 

No modelo híbrido de contratação, não temos só análise de currículo e entrevista. Ele envolve também outras etapas, em especial que avaliem soft skills junto com hard skills, para que você possa aumentar a probabilidade de aquela pessoa que você está contratando performar bem.

Essas etapas são variáveis, dependendo do tamanho da sua empresa e do cargo para o qual você está contratando.

O que é importante ter em mente é que, no mínimo, você precisa se preparar para QUALQUER entrevista que for fazer, selecionando perguntas-chave que extraiam do candidato tanto suas hard skills quanto suas soft skills e envolvendo apenas pessoas que sejam fundamentais para o processo seletivo.

Encare a entrevista como um investimento a longo prazo. Você, afinal, não vai contratar alguém apenas para preencher vaga, certo?

Eu posso ajudar sua empresa! Saiba mais sobre minha minhas palestras, imersão ou mentoria!

O guia para ser aprovado em qualquer entrevista de emprego

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créditos

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11% ao final do ano passado, atingindo 11,6 milhões de pessoas, de acordo com os dados do IBGE divulgados em janeiro de 2020.

Por outro lado, com o desenvolvimento de novos modelos de negócio no Brasil, é esperado que cada vez mais oportunidades surjam nos mais diferentes setores profissionais.

Seja para recolocação, mudança de emprego ou estreia no mercado de trabalho, eu preparei algumas dicas que vão ajudar você a se destacar em qualquer entrevista de emprego. 

Elas combinam diferentes técnicas que vão deixar tanto suas hard skills quanto suas soft skills em evidência, antes, durante e após a entrevista. Vamos lá?

Antes da entrevista: como pesquisar a vaga certa para você

Uma entrevista de emprego é uma via de mão dupla. Ela não depende só de você ou só do entrevistador. Ambos devem estar preparados e neste texto eu vou falar sobre como você pode fazer sua parte para chegar na entrevista com mais segurança!

O primeiro passo é saber reconhecer quando uma vaga é adequada para o seu momento profissional. Isso significa tanto tomar cuidado para não perseguir uma vaga que não faz sentido para a sua carreira quanto saber quais são suas condições, estabelecendo uma pretensão salarial justa considerando seu setor de atuação, o cargo e função que você está cobiçando e a realidade do mercado.

O processo de procurar emprego é desgastante, e você não vai querer perder oportunidades interessantes porque se ocupou com outras que não são tão interessantes assim, né?

A seguir, elenquei 3 perguntas que vão te ajudar a definir a vaga de emprego ideal para você:

Por que o mercado precisa de você?

Tire um tempo para refletir: por que uma empresa deveria te contratar? O que você faz que ela precisa? Mais do que isso: o que você faz de diferente que pode beneficiá-la? 

Mas vamos além de um cenário profissional. Reflita também sobre seus hobbies, suas paixões, seus talentos. Quais as experiências mais relevantes que você teve na sua vida? O que você aprendeu com elas? 

Monte o seu CV levando em consideração tanto o que você já fez quanto o que você pretende fazer ao longo da sua jornada. Ressalte tudo aquilo que te diferencia como pessoa e como profissional. 

Se possível, mostre o seu currículo para alguém de sua confiança. Peça para um amigo te descrever. Consulte professores, mentores, familiares ou figuras do seu convívio que você admira e peça para elas te dizerem o que chama a atenção delas em você. Monte uma curta carta de apresentação compilando todas essas informações, porém faça-a específica para a vaga e a empresa para a qual pretende enviá-la. Cartas de apresentação genéricas vão te ajudar muito pouco.

Aproveite para atualizar seu perfil no LinkedIn e em sites de vagas de emprego. Cada vez mais empresas estão usando essas ferramentas para recrutar novos profissionais.

Em qual empresa você adoraria trabalhar?

Como seria o seu emprego dos sonhos? 

Liste tudo o que você gostaria de encontrar em um ambiente de trabalho.

Você quer ter oportunidade de crescimento? Qual a localização ideal para você? Você quer benefícios? Quais? Você prefere um ambiente com horário flexível? Você quer autonomia? Quais cargos você acha que fazem sentido dentro da sua expertise?

Definir o que você quer para sua vida profissional vai te ajudar a filtrar as empresas e vagas que mais fazem sentido para você. Monte uma lista com pelo menos 20 organizações com as condições que você procura e que podem se beneficiar da sua experiência e vá atrás delas!

Ofereça seus conhecimentos. Diga que você quer trabalhar lá e diga por que você quer trabalhar lá. Certamente vai se destacar!

Você conhece alguém que poderia te ajudar a conseguir um emprego?

Agora que você tem uma visão clara dos seus objetivos, ative seus contatos. 

Procure amigos próximos, ex-colegas de trabalho, de escola ou de faculdade dizendo exatamente o que você procura e por que está atrás de novas oportunidades. 

E, especialmente se for falar com gente com quem você já trabalhou, peça também indicações. O que eles acreditam que você possa trazer de relevante para uma nova empresa? Será que poderiam te recomendar? Que empresa eles acreditam que combinaria com você?

Não tenha receio de dizer que está em busca de novos caminhos na sua carreira. Só tome cuidado, é claro, caso esteja trabalhando em um lugar e pensando em mudar para outro. 

Como montar um currículo inesquecível

Confira as melhores dicas para elaborar um currículo instigante e eficiente!

GERAL

1) Faça um currículo de uma página 

Os recrutadores levam, em média, 15 segundos para descartar um currículo. Mantenha o seu sucinto e não dificulte a vida deles.

2) Não minta

Em hipótese alguma minta ou coloque informações falsas no seu currículo! Além de serem fáceis de serem verificadas, uma atitude dessa pode acabar definitivamente com sua reputação.

3) Nomeie corretamente seu arquivo de envio

Sempre que te pedirem para enviar o currículo por e-mail, opte pelo PDF e nomeie o arquivo como CV-SEUNOME.pdf!

4) Distribua as informações de forma otimizada

A ordem das informações do seu currículo importa muito! Coloque o que for mais importante e atual na parte inicial, com destaque para suas principais competências na função.

LINGUAGEM

5) Menos é mais!

Não existe fonte certa para a letra. Seja diferente, sério(a) e chame a atenção pela estética e criatividade do seu currículo.

6) Negrito

Use negrito e itálico para reforçar e chamar a atenção para itens importantes.

7) Direto ao ponto

Seja claro(a), direto(a) ao ponto e use uma linguagem simples e de fácil compreensão.

8) Inglês

Crie uma versão em inglês do seu currículo, principalmente se deseja trabalhar fora ou em grandes empresas.

DADOS PESSOAIS

9) Foto

Se a empresa não exigir, não coloque foto no seu currículo, apenas texto. Se a empresa quiser te ver, vai te procurar nas suas redes sociais.

10) Dados

Coloque nome, data de nascimento, cidade e bairro, nacionalidade, LinkedIn, e-mail e telefone. É o suficiente.

11) LinkedIn

Se você ainda não tem um, faça JÁ! É por lá que você dá a chance de seu empregador te conhecer melhor antes da entrevista.

12) Documentos

Seu empregador não precisa saber os dados dos seus documentos antes da entrevista. Não os coloque no currículo!

OBJETIVOS

13) Personalizado

O ideal é que você trace um objetivo único para cada empresa, levando em conta sua cultura e o seu objetivo naquela organização.

14) Empresa

Faça uma pesquisa sobre a empresa antes de enviar seu currículo para ela e inclua alguns desses dados no objetivo. Isso mostra que você conhece a organização.

15) Tamanho

Não confunda “objetivo na empresa” com “redação do Enem”: seja conciso(a) e não escreva um texto gigante!

FORMAÇÃO ACADÊMICA

16) Ensino superior

Não coloque Ensino Médio. Inclua apenas cursos técnicos e curso superior, se tiver.

17) Mas, se tiver feito o Ensino Médio fora do país…

Aí pode incluir! Isso pode agregar valor pela experiência em outra cultura.

18) Formato

Coloque o nome da instituição e a data de início e fim da graduação.

EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS

19) Conexão

Inclua apenas experiências profissionais que tenham a ver com a vaga desejada ou que agreguem valor.

20) Referências

Não precisa colocar no currículo. Quem quer, vai atrás. Se seu empregador quiser, ele vai pedir.

21) Lembre da dica #1

Seu currículo deve ter apenas uma página, então cuidado com a quantidade de experiências que vai colocar.

22) Formato

Nome da empresa, função exercida, período e uma breve descrição da experiência, do que você aprendeu e dos resultados que entregou. De novo, BREVE descrição.

EXTRACURRICULARES E HABILIDADES

23) Cursos

Indique cursos que você fez e que podem agregar à empresa. Informe o nome da instituição onde fez o curso e o período.

24) Idiomas

Coloque idiomas além do português e informe seu nível de proficiência (básico, intermediário, avançado, fluente).

25) Trabalho voluntário, artes e esportes

Esse tipo de atividade demonstra disciplina e te agrega valor como ser humano. Coloque no currículo, sem exageros.

26) Soft skills

Quais são suas soft skills? Apresente-as no CV: trabalho em equipe, oratória, pensamento crítico, comunicação, liderança, resiliência etc. Mas cuidado, pois só citar soft skills sem um contexto junto, pode parecer vazio!

Adaptei essas dicas de como montar um currículo inesquecível, de um conteúdo originalmente compartilhado pelos amigos do @alemdafacul! Não deixem de conhecer o trabalho deles também =)

Como se destacar em dinâmicas de grupo

Pode ser que, antes de ser chamado para uma entrevista, você participe de uma dinâmica de grupo. Isso já é um bom sinal: seu currículo chamou a atenção!

Porém, cuide para deixar uma boa impressão também nesta etapa.

Nas dinâmicas em grupo, o ideal é nem falar demais nem de menos. 

Anote as informações que são passadas, procure organizar seus pensamentos e dos grupos no papel. Tenha proatividade!

Foque em ouvir, ponderar, articular, argumentar e se expressar menos opiniões e mais raciocínios. Os candidatos são avaliados o tempo inteiro não pelo que estão fazendo, em si, mas pela sua postura, forma de trabalhar e como se integra aos demais membros do grupo.

Não queira “roubar os holofotes”: foque em fazer um bom trabalho, se concentrando em suas aptidões e em explorar seus diferenciais de modo a auxiliar seu grupo. 

Você certamente será notado(a) por suas soft skills, em especial: criatividade, trabalho em equipe, argumentação e oratória 😉

Como ser aprovado em uma entrevista de emprego: 7 dicas práticas

Você definiu seus caminhos possíveis e encontrou uma vaga interessante em uma empresa que faz sentido para sua carreira. Seu currículo foi selecionado. Você foi chamado para uma entrevista. 

Naturalmente, bate aquele nervosismo, surgem as inseguranças e você fica pensando se vai se lembrar de tudo o que gostaria de dizer na hora ou, mais ainda, se vai conseguir se expressar de forma “impactante”.

Calma!

Nervosismo e insegurança fazem parte e não adianta lutar contra essas emoções. Porém, é possível deixar uma boa impressão com algumas atitudes estratégicas. Confira nas dicas a seguir:

1) Preparação: estude sobre a empresa, a vaga e o entrevistador

Joga o nome da empresa no Google e devora todo o material público sobre estratégia, mercado, clientes, concorrentes, modelo de negócios, cultura, resultados da empresa. 

Se possível, pergunte quem vai te entrevistar e joga o nome da pessoa no Google também. Ir conhecendo seu entrevistador e a realidade da organização já ajuda muito a diminuir o nervosismo, uma vez que não será uma conversa “no escuro”.

2) Mantenha a calma: posturas de poder, respiração e exercícios de inteligência emocional

Posturas de poder antes e na sala de espera vão te ajudar a manter a calma (veja o TED da Amy Cuddy). Atente-se ao seu corpo e, se perceber que você está se curvando muito, com a cabeça baixa e o maxilar rígido, faça os movimentos contrários: estique as costas, erga a cabeça e relaxe o maxilar.

Exercícios de inteligência emocional também são imprescindíveis: reconheça seu nervosismo, respire fundo e faça trava-línguas para aquecer a voz e se colocar no momento presente.

3) Demonstre segurança e tenha a postura adequada

Planeje a roupa no dia anterior. Planeje seu dia. Tome café com calma, vista-se com calma. Ouça suas músicas favoritas a caminho da entrevista. Revise os tópicos que podem surgir na conversa. Chegue com antecedência de pelo menos 15 minutos!

Ao chegar no local, sorria, aperte a mão com firmeza, olhe nos olhos. Demonstre energia e entusiasmo sempre! Esses aspectos transparecem segurança e respeito, mesmo se você estiver nervoso(a).

Seja sempre você mesmo(a)!! Porém fique atento(a) com o que você mostra nas redes sociais. Cada vez mais as empresas estão pesquisando no Instagram, Facebook etc. e eventualmente eliminando candidatos por posturas inadequadas! Cuidado!

4) Treine bem seu pitch e as perguntas clássicas

Alguns exemplos:

  • Me fala de você…
  • Quem é você? 
  • Conta um pouco da sua trajetória profissional?
  • Qual o seu diferencial? 
  • 3 pontos fortes? 
  • 3 pontos de melhoria? 
  • Quais são suas experiências acadêmicas e profissionais? 
  • Qual a sua motivação para a vaga? 
  • Qual a sua conexão com a empresa? 
  • Por que eu deveria te contratar?
  • Por que eu NÃO deveria te contratar?
  • Quais são suas paixões?
  • Qual é a maior ambição da sua vida?

Prepare-se também para eventuais perguntas estranhas e diferentes!

Treinar sua oratória, praticar em frente ao espelho e pedir feedback para amigos são boas alternativas para se preparar. 

Além disso, é bacana ensaiar suas respostas, mas não precisa decorá-las! Preze sempre por relatos pessoais que evidenciem seus diferenciais. 

5) Conte histórias de sua experiência profissional demonstrando os aprendizados em soft e hard skills com exemplos reais

A melhor forma de falar de seus aprendizados em uma entrevista é dando exemplos de situações que você vivenciou ao longo de sua trajetória. Escolha contar coisas relevantes que tenha feito, curiosidades da sua vida e projetos futuros que almeja.

Use o Método STAR para ilustrar seus relatos:

Método STAR = Situação, Tarefa, Ação, Resultado

  • Situação – O que aconteceu que exigiu de você uma ação diferente?
  • Tarefa – Como era esperado que você lidasse com essa situação?
  • Ação – Como você lidou com essa situação?
  • Resultado – Quais foram os resultados da sua ação e o que você aprendeu com essa situação?

Enriqueça seu relato destacando os desafios e explicando o porquê e como você acredita que os resultados te preparam para a vaga que você está almejando!

Considere não só os aspectos técnicos dos desafios, mas também como eles impactaram seu comportamento – isto é, não foque só em hard skills, mas também nas suas soft skills!

Recrutadores buscam padrões do passado, então tenha na ponta da língua projetos que se orgulha, situações adversas que superou e principalmente resultados que atingiu!

6) Faça algo diferente que fará o entrevistador lembrar de você

Se possível, leve algo físico para mostrar para o seu entrevistador quem você é. 

Pode ser um livro, algo relacionado aos seus hobbies, um material no qual você trabalhou e do qual você se orgulha, até foto de momentos especiais que contêm um pouco mais sobre a sua trajetória vale!

Certamente você deixará uma marca em quem te entrevistar, fazendo com que se lembre especialmente de você.

Certa vez, entrevistei uma candidata que levou uma literatura de cordel que ela criou para contar sua história! Foi marcante e nunca me esqueci dela!

7) Entreviste o entrevistador, fazendo boas perguntas

Em vendas, usa-se muito o Método SPIN, que consiste em coletar informações relevantes sobre um potencial interessado em suas soluções para fazer ofertas mais assertivas.

Mas ele também pode ser usado para e destacar em uma entrevista de emprego!

Além de surpreender seu entrevistador “invertendo o jogo”, você também ganha insights para saber como conquistá-lo. 

Método SPIN de vendas adaptado para entrevista:

S = Situação 

  • Faça perguntas sobre dados antecedentes, diagnóstico da empresa

P = Problema

  • Pergunte sobre dores, dificuldades, necessidades, desafios da empresa ou do entrevistador

I = Implicação

  • Se aprofunde no problema com hipóteses baseadas na sua experiência

N = Necessidade de Solução

  • Indique possíveis soluções, atreladas à sua experiência

De forma prática, isso se traduz em:

  • Perguntas sobre o negócio
  • Perguntas sobre a vaga
  • Perguntas sobre a cultura, perspectivas de crescimento…
  • Perguntas sobre a carreira/aprendizados do entrevistador
  • Perguntas sobre a expectativa da empresa para você 

Cereja do bolo: não apenas entreviste o entrevistador mas também ensine algo a ele! Você deixará uma marca!

Após a entrevista: aguardar retorno do RH? Ir atrás de outras vagas de emprego? Fazer follow up?

Entrevista feita. Você está otimista, afinal, seguiu as dicas acima. E agora? Espera o RH? Vai procurando outras oportunidades? Faz o follow up no dia seguinte?

Não tem problema nenhum você continuar prospectando enquanto espera uma resposta. Pelo contrário, é importante não ficar preso a uma possibilidade só. Mas seja honesto(a) quanto às suas prioridades. Não aceite a primeira oportunidade que aparecer, principalmente se você tiver esperando resposta em uma empresa mais adequada ao seu perfil.

Por outro lado, não feche completamente as portas só por causa dessa potencial vaga. 

Quanto ao follow up, é uma boa para deixar claro o seu interesse, mas use o bom senso. Se o prazo acordado para feedback foi ultrapassado, vale a pena fazer um follow up com a empresa. Coisa simples e direta: mande um e-mail para seu ponto de contato ao longo do processo seletivo perguntando se já tem notícias a respeito da sua vaga de interesse.

Não pressione, para não ficar chato. Mas um acompanhamento pontual vale muito a pena, até para você se programar. Se passar muito tempo desde a entrevista e você não tiver nenhum retorno, desencana. Hora de partir pra próxima.

Em todos os casos, tenha paciência, se prepare e procure manter o otimismo. Lembre-se de que uma entrevista de emprego não determina o seu valor pessoal. Ela é apenas mais um desafio na sua jornada.

Conte comigo para te ajudar nessa caminhada. Se tiver qualquer dúvida, é só mandar uma DM para @vabo23 no Instagram!

Sucesso e boa sorte!

15 dicas para gerir e expandir seu negócio com sucesso, segundo o fundador da Stone

Muitos me perguntam como é a cultura e o método de gestão da Stone e por que eu acredito que ela será uma das maiores e melhores empresas do MUNDO em alguns anos!

A resposta está no texto a seguir, escrito pelo André Street, meu sócio e fundador da Stone, originalmente publicado na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Leia na íntegra abaixo!


Como diria o professor Steve Blank em seu memorável talk show na Universidade de Columbia: “Uma startup é uma organização temporária tentando descobrir um modelo de negócio repetível”.

Uma vez encontrando tal modelo de negócio, nasce uma empresa que, se bem desenvolvida, pode se tornar uma grande companhia com potencial de melhorar radicalmente uma indústria, a vida das pessoas e, consequentemente, o país.

1) Conheça profundamente o problema que deseja resolver com sua empresa

Gaste o máximo de tempo para entender as dores para as quais irá dedicar uma vida inteira com seu trabalho. As oportunidades surgem, inevitavelmente, de problemas. A partir deles, as soluções criadas e sistematizadas (em serviços ou produtos) tornam-se o que chamamos de empreendimento.

Parafraseando Uri Levini, amigo israelense e fundador do Waze, “Apaixone-se pelo problema e não pela solução”. Dessa forma, você terá diversas boas abordagens para a resolução de uma falha e poderá criar um negócio com fundações sólidas.

2) A missão de uma empresa é servir seus clientes

Se fizer isso de maneira economicamente sustentável e em escala, você terá uma empresa. Se informatizar sua atividade, investir em tecnologia, automatizar parte do trabalho essencial para seu cliente e se empenhar para ser melhor que seus concorrentes, terá uma grande companhia. Saiba ouvir, conheça bem a persona do seu cliente, quem ele é, como se comporta e quais são suas motivações para consumir o que você e seu negócio têm para oferecer. Para isso, é necessário I) Empatia; II) Humildade genuína. Se utilizadas constantemente e se tornarem características da uma sólida cultura empresarial, seu negócio terá vida longa e uma clientela cativa.

3) À medida em que sua empresa resolver, continuamente, um grande problema, dará uma colaboração significativa para a sociedade

A partir disso, institua um propósito e mobilize pessoas em torno de sua causa. Materialize esse propósito em palavras e exemplos. Naturalmente, mais apoiadores vão aparecer para se unirem a você e seus sócios. Como dizemos na Stone, “a missão chama o missionário”. Essa atitude promoverá um senso de pertencimento enorme em todo o time e se tornará uma espécie de mantra, seguido pelas boas pessoas ao seu redor. Crescendo com esses princípios, além de gerar empregos, seu negócio encorajará o mesmo comportamento em outros empreendedores e na comunidade.

4) Contrate pessoas melhores do que você e enfatize o crescimento de cada uma delas na empresa

Novas ideias, melhorias em serviços e produtos nascem por meio do esforço das pessoas que nelas trabalham. Engenheiros de software devem ser sempre bem-vindos na concepção de uma empresa. Mas, em especial, contrate pessoas com I) Inteligência; II) Energia; III) Integridade. Selecione os melhores para compor seu time. Valorize quem não se vitimize, trabalhe duro e os que desejam aprender constantemente.

Como disse David Ogilvy, lendário fundador da empresa que leva seu nome: “Se cada um de nós contratar pessoas menores do que nós, teremos uma empresa de “anões”. Mas, se contratarmos pessoas maiores do que nós, teremos uma empresa de gigantes”.

5) Invista 30-40% de seu tempo para entrevistar e conhecer pessoas para trabalhar em sua empresa

Conheça pessoas que tenham as habilidades que você precisa para contribuírem com o crescimento do seu negócio. Dedique-se a entrevistar e conhecer pessoas. Desempenhe esse papel com critério e sobrará tempo. Por ano, eu entrevisto cerca de 800 pessoas e, atualmente, invisto um enorme tempo em conversas para entender suas motivações e decisões tomadas no trabalho que desenvolvem na companhia.

6) Fomente uma cultura de excelência e qualidade nos serviços prestados ao cliente

Esse é um ponto de extrema importância e que deve ser instituído e associado à sua marca. As empresas montadas somente para ganhar dinheiro terão uma grande desvantagem em relação a sua. Você, genuinamente, criou algo cuja causa mobiliza seu time? Criou uma empresa que coloca o cliente no centro das discussões da administração? Isso irá se transformar na cultura do seu negócio que, quando crescer, enquanto seus concorrentes estiverem discutindo cargos e estruturas corporativas, você e sua equipe estarão planejando como servir melhor o cliente, criando novos produtos e serviços. Isso será percebido por sua agilidade no desenvolvimento de soluções e na qualidade de sua prestação de serviço. Seja rigoroso.

7) Ao escolher pessoas para sua equipe, interesse-se genuinamente pelo desenvolvimento delas

O aprendizado e o estudo duram para sempre, portanto, assegure que seu time esteja fazendo “ginástica cerebral”. Leitura é fundamental para o crescimento profissional e pessoal. Fomente esse hábito e dê o exemplo.

8) Dê ao seu time metas e objetivos audaciosos

Estimule seus colaboradores a saírem da zona de conforto de forma que, para atingirem os objetivos propostos, todos tenham que I) Cooperar; II) Estudar; III) Fazer um grande esforço. Ao alcançarem suas metas, celebrarão esse feito. Se o propósito for fácil, não se sentirão estimulados como equipe, visto que a tarefa poderia ser resolvida por um time mediano.

Proponha novos desafios para que o estímulo seja frequente e se transforme em hábito. Fomente o planejamento, inspire-se no método americano. Empresas que desempenham bem seu papel fazem planos maiores ao aprimorarem seus processos. Dessa forma, os grandes desafios ficarão cada vez mais interessantes.

9) Desenvolva métodos para medir a produtividade da equipe e recompense os melhores pelo mérito

Imagine que no time do professor Bernardinho (ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, campeã mundial e olímpica) os melhores jogadores são escalados como titulares e, os que mais se destacarem em suas funções, serão melhor remunerados. Se o método é visto com normalidade no meio esportivo, por que não o reproduzir em uma empresa de alto desempenho?

Com isso em mente, pense em sua equipe como um time com potencial olímpico e se coloque no lugar do técnico. Caso não remunere seus “atletas” por mérito, prejudicará a cultura de excelência de sua empresa e seus clientes. Seja rigoroso na mesma medida que o cliente e o mercado são rigorosos com sua companhia. Mas não confunda rigor com rispidez. É possível ser rígido sem ser rude, facilmente.

10) Não tolere em seu time quem trabalha sem espírito de equipe

Nenhum interesse individual pode superar o propósito da equipe. Se o time trabalha em prol do cliente, esse deve ser o espírito predominante na empresa. Quem subverter a mentalidade e cultura da companhia deve ser identificado e desligado o quanto antes.

Como pode ser visto no livro e curso Extreme Ownership, de Jocko Willink, “It is not what you preach, it is what you tolerate” (“Não é o que você prega, é o que você tolera”, em tradução livre). Ao notar algo de errado, aprofunde-se na situação, resolva e ensine ao seu time porque determinado comportamento não deve ser tolerado naquele ambiente. Situações como essa constroem a cultura do seu negócio e ditará o tom para o futuro.

11) Toda conversa difícil é uma oportunidade de ensinar seu time sobre o caminho correto a ser seguido

Com transparência e empatia as relações ficam ainda melhores após uma eventual conversa difícil. Seja verdadeiramente interessado pela evolução de sua equipe e, com o passar do tempo, esse será o mantra e objetivo de todos ao redor. Para aprender a lidar com esses momentos, recomendo a leitura do livro “Conversas Difíceis”, escrito pelos professores da Universidade de Harvard, Sheila Heen, Douglas Stone e Bruce Patton.

Quando uma oportunidade aparecer, não a deixe escapar. Efeitos de comportamentos negativos devem ser corrigidos rapidamente, sempre com empatia e respeito aos integrantes do time. É importante lembrar que cada pessoa tem personalidades e estilos diferentes. Se apegue somente ao for essencial e possa agregar a cultura de sua empresa.

12) Ao escalar e expandir seu negócio, precisará, cada vez mais, aprimorar seus conhecimentos em administração

Se planeja ser um grande empresário, é necessário saber o mínimo de finanças e contabilidade. Ao contrário do que muitos pensam, esses dois assuntos não devem ser de interesse apenas de contadores, mas também de empresários que se preocupam com a saúde e continuidade de seu negócio.

Busque entender o essencial e exercite-se conhecendo empresários de outros setores. Leia sobre empresas no Brasil e do exterior. Aprenda ou aprimore seu inglês para consultar materiais internacionais enriquecedores e aprofundados sobre o tema.

13) Fique atento ao retorno do seu investimento

Calcule continuamente o custo de aquisição do cliente a partir dos investimentos que você precisará fazer no seu negócio. Esse exercício permitirá que você aprenda a respeito do payback (indicador do tempo de retorno de um investimento) e irá oferecer sinais de como melhorar a relação “cliente-companhia” em reuniões periódicas de planejamento ou revisão.

Para isso, é preciso relembrar o item 2 desta lista e ressaltar a importância de conhecer seu público-alvo. A partir daí, será possível atender o cliente de maneira assertiva, com o custo correto e continuar aprimorando suas ofertas para beneficiá-lo a longo prazo. Se acertar o canal de distribuição do seu negócio, conhecer as necessidades do cliente e atendê-lo com excelência, no futuro, terá ainda mais oportunidades de oferecer novos produtos que aperfeiçoem e fidelizem a experiência com sua marca.

Com um serviço bem prestado ou um produto de boa qualidade e preço justo, você ganhará o melhor “vendedor” que poderia ter em sua companhia: o cliente que aprova e indica seus serviços.

14) Mantenha a administração do seu negócio simples

O que importa é contratar um time que pense nos clientes e que se dedique aos objetivos da empresa. Na prática, com o crescimento de uma empresa, não deveríamos perder tanto tempo nos importando com estruturas corporativas e hierarquias. Metas audaciosas com responsáveis claros, cultura de excelência e espírito de equipe devem ser de grande valor para a administração. Adicione isso a uma dose mínima de organização empresarial e a um “sistema de sociedade” para seus melhores funcionários.

O importante é manter os empreendedores-executivos em contato constante com o cliente e buscar melhorias contínuas – o máximo possível com o uso de tecnologia. Administre uma grande companhia como se ela fosse pequena e não permita que problemas “pequenos” cresçam, desviando o foco do verdadeiro objetivo do seu negócio.

15) Acompanhe diferentes setores do mercado e tendências de outros países

Muitas vezes, você encontrará ensinamentos para o seu negócio em uma indústria diferente da sua. Pense grande desde cedo – você terá o mesmo trabalho se pensar pequeno – e, dessa forma, atrairá pessoas com o mesmo espírito disruptivo para sua equipe.

Pensar grande significa ter grandes objetivos para que os pequenos obstáculos do dia a dia se tornem menores na sua cabeça e para sua equipe. Mas não se esqueça: somente com trabalho duro e contínuo é possível chegar a algum lugar.

André Street é fundador da Stone, uma das principais adquirentes de cartão de crédito e débito do Brasil. A empresa é listada desde 2018 na bolsa de valores eletrônica de Nova Iorque, Nasdaq, com valor de mercado de mais de R$ 48 bilhões. A Stone.Co também conta com a Pagar.me e Mundipagg, que, juntas, processaram mais de 50% das transações do comércio eletrônico brasileiro em 2019.

Link para o texto original

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Os meus 7 aprendizados de 2019

Cada novo ano nos dá pelo menos 365 chances de evoluirmos. Aproveita que este ano é mais generoso e traz 366!

Mas, antes de olhar pra frente, e entender o que podemos aperfeiçoar em nós mesmos, é importante olhar para trás e ver onde erramos e acertamos.

Eu fiz esse exercícios na virada para 2020 e compartilho o resultado com você!

1) Nunca abra mão da sua saúde física e mental

Se me perguntarem apenas uma coisa que eu diria para mim mesmo no início da minha carreira, eu cravaria essa frase! Ter bons hábitos, alimentação balanceada, praticar exercícios físicos, dormir pelo menos 7h por noite e meditar pelo menos 10 minutos por dia são aprendizados que venho tentando sedimentar em minha vida. Sem saúde, todo o resto fica prejudicado.

2) Dedique um tempo toda semana para cuidar do seu dinheiro

Tenha uma planilha de orçamento pessoal. Quanto do seu salário você economiza? Esse valor você coloca aonde? Como avalia as alternativas de investimento? Tente poupar de 10 a 30% do seu salário todo mês. Se estiver com dívidas, crie um planejamento para saná-las e em seguida, calcule uma reserva de emergência para ter sempre guardada com você (de 6 a 12 meses dos seus gastos mensais). Dado que poucos de nós tivemos aulas de educação financeira na escola, sugiro que você aprenda a cuidar do seu dinheiro para que ele não seja um obstáculo na realização dos seus sonhos.

3) Nunca pare de estudar, nunca pare de aprender

Separe um tempo para pensar em você. Quais feedbacks recebeu em 2019? Quais são as características que você precisa e gostaria de se desenvolver? Tendo mapeado o que você precisa melhorar, é hora de correr atrás doconhecimento necessário. Sugiro que você selecione alguns livros, blogs, palestras no TED ou Youtube e alguns cursos para fazer (online ou presenciais).

4) Trabalhe com o seu propósito

Quando você descobre seu propósito e dedica sua vida a ele, facilita muito a disciplina e a motivação. O ideal é que esse propósito seja uma causa maior do que você, externa a você e envolva servir alguém. A pergunta é: se você não existisse, o que o mundo perderia?

5) Sua felicidade é proporcional à qualidade dos seus relacionamentos

Essa é a conclusão da pesquisa mais antiga de Harvard. Ou seja, família e amigos possuem um papel fundamental em nossa vida e precisamos cultivar a qualidade desses relacionamentos. Muito importante termos alguém com quem celebrar os bons momentos e a quem recorrer nas dificuldades

6) Você pode melhorar em qualquer coisa que você quiser e se dedicar

A pesquisadora Carol Dweck nos ensina que existem dois tipos de pessoas: as que têm mentalidade de crescimento e as que têm mentalidade fixa. As que acreditam que podem evoluir e as que não são protagonistas, remetendo os acontecimentos da sua vida a fatores externos a si: o acaso, a sorte, o governo, o chefe, Deus… qual é a sua mentalidade?

7) Esteja presente!

Procure estar 100% presente nas atividades que você estiver desempenhando. Se estiver em casa, esteja em casa. Se estiver no trabalho, esteja no trabalho. Curta sua família, amigos e colegas de trabalho/escola. Se divirta nos desafios profissionais. Viaje pra perto, para longe ou para dentro, encontre um hobby. Ajude alguém e seja grato com quem te ajudar. Aproveite cada momento de cada jornada.

E você? O que aprendeu em 2019? 

Empresas Unicórnio são uma fábrica de burnout: precisamos falar sobre esse elefante na sala

O que chamamos de “sucesso”?

Nosso mundo ágil, dinâmico e inquieto exige constantes adaptações e serve como combustível para inovações nos mais diversos setores. 

Porém, no mercado de trabalho, esse cenário, ao invés de promover melhores condições, transformar nossa relação com o trabalho e usar o fruto de nosso esforço para nos favorecer, pelo contrário, parece estar tendo o efeito oposto.

Estresse, depressão e ansiedade tomam conta das empresas. E, nas Startups e Scaleups Unicórnios, que despontam como “o futuro dos negócios”, os índices de burnout – o esgotamento mental devido ao trabalho – só crescem. 

Precisamos falar sobre esse elefante na sala, antes de que seja tarde demais.  

O que são Empresas Unicórnio?

Empresas Unicórnio são startups que conseguiram ser avaliadas em 1 bilhão de dólares  – um feito tão raro que justifica sua associação a esta criatura mítica.

O termo foi cunhado pela investidora-anjo Aileen Lee, m 2013, no artigo Welcome To The Unicorn Club: Learning From Billion-Dollar Startups. À época, poucas empresas recebiam o título – uma realidade que, felizmente, por um lado, vem mudando gradativa de lá pra cá.

Por outro, Empresas Unicórnio não são magníficas como a criatura que lhes dá nome. Na verdade, as Scaleups, ao passo que se tornam Unicórnios, podem se tornar fábricas de burnout!

Por quê? Vem que eu te explico desde o começo:

O que são Scaleups?

Se você não está familiarizado com o conceito de Scaleup, vamos começar desde o começo. Mas se você já sabe o que são Scaleups, pode passar para o próximo tópico!

Se há um tempo só se falava de Startups nas rodadas de investimento e em ambientes propensos à inovação no mercado de trabalho, agora a bola da vez são as Scaleups. Inclusive, a transição foi tanta que parecem sinônimos.

Porém, Startups e Scaleups não são termos intercambiáveis; na verdade, eles descrevem duas fases distintas do crescimento de uma empresa:

O que é uma Startup?

A Startup é uma empresa em seus estágios iniciais que tem, como objetivo, desenvolver ou aprimorar um modelo de negócio, preferencialmente escalável e repetível, permeada por algum tipo de inovação. 

O que é uma Scaleup?

A Scaleup pode ser definida como uma empresa que já validou seu produto no mercado e provou que o modelo de negócios da sua matriz é sustentável, podendo ser escalado. Tornar-se uma Scaleup é o “passo seguinte” das Startups. O foco aqui é no crescimento.

Exemplos de Scaleups brasileiras: Nubank, Stone, 99, iFood/Movile, Quinto Andar, Creditas.

5 diferenças entre Startups e Scaleups

Como estão em momentos de negócio distintos, Startups e Scaleups têm suas particularidades. Afinal, como você deve imaginar, os desafios de gerenciamento, liderança e logística durante cada fase são bem diferentes.

A seguir, elenquei alguns deles:

1. Validação de produto ou modelo de negócios

A diferença mais óbvia entre Startups e Scaleups é o estágio de desenvolvimento do produto ou modelo de negócio: nas Scaleups, os pontos de validação já foram aperfeiçoadas, enquanto as Startups ainda estão entendendo aspectos como segmentação de clientes, CAC e alocação de recursos. 

Em outras palavras, as Scaleups sabem que se colocarem R$X  no negócio, receberão R$ Y em troca. Esse nível de clareza permite investimentos com confiança para fazer o que já estão fazendo em uma escala ainda maior. Por outro lado, as startups ainda podem não ter certeza de que tipo de retorno obterão de seus esforços.

2. Funções do time

Durante os estágios iniciais do crescimento de uma empresa, não é incomum que os membros da equipe assumam várias funções. A maioria das empresas contrata pessoas com um conjunto de habilidades específicas para uma função específica, mas também espera que essas pessoas assumam outros desafios à medida que ele forem surgindo.

Você precisa desse perfil “faz um pouco de tudo” para desenvolver estratégias, sistemas e processos desde o início.

À medida que as Startups vão se expandindo, é importante restringir as funções da equipe. Se isso significa transformar sua equipe de vendas e marketing em dois departamentos separados ou contratar especialistas para cada função nesses departamentos, assim será. As Scaleups se concentram no aprimoramento e especialização, em busca de crescimento.

3. Aversão ao risco

Quanto maior a empresa, maior a sua aversão ao risco. Você tem uma pequena base de clientes, um produto ainda não-validado e tração zero? Então você realmente não tem muito a perder quando confrontado com a perspectiva de buscar uma ideia nova e incomum.

Nos primeiros dias, o sucesso da empresa dependia de sua capacidade de operar rapidamente em resposta aos comentários, dados e insights coletados ao longo do caminho. 

Por outro lado, nas Scaleups, os investidores, clientes e membros da equipe agora esperam aumentos de escala para multiplicar os resultados rapidamente. Quanto mais dinheiro você ganha, mais cuidadoso você tem que ter quando se trata de experimentar novos caminhos.

Podemos começar a observar o início do Dilema do Inovador, descrito pelo Prof. Clayton Christensen.

4. Sistemas e processos

Por natureza, as Startups geralmente têm sistemas muito flexíveis. O processo usado por alguém para elaborar uma campanha de marketing por e-mail, atualizar um aplicativo ou responder a e-mails de clientes está constantemente mudando.

Nesse cenário, os membros de um time geralmente têm liberdade de experimentar vários processos até descobrir o que funciona melhor para eles. Eventualmente, eles são convidados a documentar esse processo em um sistema que pode ser facilmente replicado.

Mas à medida que as Startups evoluem para Scaleups, os sistemas organizados se tornam imperativos para manter o controle de qualidade e concluir os projetos no prazo.

5. Hierarquia de gestão

A liderança necessária para uma empresa em estágio inicial é totalmente diferente daquela necessária para uma empresa que está escalando seu modelo de negócios. Basicamente, quanto mais pessoas você contratar, mais pessoas precisará gerenciar, certo?

Embora a gestão de uma equipe de 10 pessoas seja possível para alguns co-fundadores, supervisionar uma equipe de 30 pessoas pode ser bastante complicado.

À medida que os departamentos se tornam maiores, há mais espaço para erros ao passar projetos de uma função para a seguinte. Se não conseguir gerenciar esses novos desafios corretamente, você poderá ter problemas.

Agora que você já entendeu como as Scaleups se diferenciam das Startups, apresentando desafios ainda maiores e mais complexos, fica mais fácil entender por que o burnout se tornou tão comum nessas empresas.

Vamos aprender um pouco mais sobre as causas dessa síndrome e pensar um pouco sobre o que provocou a “cultura do esgotamento mental”?

A “cultura do Burnout”

Os millennials podem até ser conhecidos como a “geração do burnout”, mas a exaustão no trabalho é história antiga.

Por outro lado, embora o burnout não seja novidade, hoje há mais pesquisas por trás do fenômeno – e mais sugestões para evitá-lo.

O desafio do equilíbrio entre vida profissional e pessoal decorre da ética do trabalho milenar que implica que “sempre devemos estar funcionando”, isto é, “fazendo algo que seja útil”. 

Essa crença de viver para trabalhar se tornou realidade para muitos trabalhadores hoje – incluindo aqueles que não são millennials. 

Por que parecemos mais esgotados hoje?

Devido à necessidade de estarem digitalmente conectados 24 horas por dia, sete dias por semana, e pela ansiedade em relação às perspectivas de desemprego, falta de aposentadoria, mudanças nos modelos de trabalho e à obrigação, muito comum, de equilibrar faculdade e trabalho, o esgotamento está atingindo os trabalhadores mais jovens mais cedo – e com ainda mais impacto.

Embora as gerações passadas tenham sofrido com burnout, pesquisas mostram que a geração dos millennials de fato sente a pressão mais dramaticamente, com um extrato de 84% dessa geração sofrendo desgaste no emprego atual, em comparação com 77% de todos os entrevistados. 

Além disso, quase metade dos millennials dizem que deixaram um emprego especificamente porque se sentiram esgotados, em comparação com 42% de todos os entrevistados.

Mas o burnout não apenas afeta carreiras profissionais: ele também pode ser impiedoso para as relações pessoais e para a saúde. 

Entre os funcionários que estão frequentemente ou sempre esgotados, 63% têm mais chances de passar um dia doente e 23% têm mais chances de visitar o pronto-socorro. Os problemas psicológicos e físicos de colaboradores esgotados custam entre US $ 125 bilhões e US$ 190 bilhões por ano em gastos com saúde nos Estados Unidos, por exemplo.

Não é de surpreender que esses mesmos colaboradores também tenham duas vezes mais chances de concordar fortemente que as demandas de seu trabalho interferem na vida familiar.

Tampouco é à toa que o burnout foi, este ano, oficialmente classificado como uma síndrome pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, são quase 20 milhões de trabalhadores que sofrem com o novo “mal do tempo”.

Em pesquisa conduzida pela USP e divulgada pela ÉPOCA, observou-se que os sintomas do burnout são semelhantes aos da depressão, estresse e ansiedade. O que o diferencia desses transtornos é que, no caso do burnout, embora as áreas cerebrais afetadas sejam as mesmas, a causa é, especificamente, devida ao trabalho.

Além disso, a pesquisa constatou que um em cada cinco trabalhadores brasileiros sofre de burnout. Quando se leva em consideração também os que tiveram ao menos algum dos sinais, mas não “queima total”, fica-se diante de um quadro que atinge metade da força de trabalho do país, de acordo com a matéria.

Como as Scaleups têm contribuído para fomentar o burnout? 

Bom, o modelo de trabalho associado a empresas com esse perfil é propenso a esgotar seus trabalhadores. 

A conclusão da pesquisa conduzida pela USP alerta que “a rotina profissional piorou de tal maneira nos últimos anos — impulsionada por avanços da tecnologia, mudanças na sociedade e no mercado de trabalho e novas dinâmicas empresariais —, que acabou por abalar a saúde mental das pessoas.”

Scaleups são fábricas de burnout: o elefante na sala e por que ninguém fala sobre ele

Pressão.

Se pudéssemos resumir o trabalho em boa parte das Startups e Scaleups em uma palavra, acredito que muitos escolheriam essa.

A pressão ocorre tanto nos estágios iniciais de uma empresa quanto no momento em que ela começa a crescer vertiginosamente. Em parte, isso deve por quase nunca haver dados confiáveis suficientes nos quais os empreendedores possam basear uma decisão crítica, de modo que, conseqüentemente, eles são forçados a agir de acordo com a intuição na maior parte do tempo. 

E o grande número, bem como a rapidez, das decisões necessárias em um dia comum podem estressar ou esgotar os até mesmo os fundadores mais experientes e entusiasmados. Afinal, você nunca se sente seguro de que está, de fato, fazendo o melhor para todos.

É por isso que a maior parte das Startups, ainda que tenham seu produto ou modelo validado, não consegue atingir o primeiro estágio de expansão. Num cenário como esse, existem expectativas de todos os lados sobre como levar o negócio de 0 a 500 milhões de reais – e muitos CEOs precisam abandonar o barco no meio do caminho por conta do burnout. 

E ainda que as Scaleups sejam, por definição,um indicativo de sucesso, a pressão, por outro lado, só aumenta. A transição de uma Startup para uma Scaleup nunca é feita sem impactos significativos sobre os processos da empresa, seus colaboradores, seus executivos, seus fundadores…

Estes precisam cuidar para conter a tensão de modo a não deixá-la vazar para os colaboradores; por outro lado, os colaboradores precisam se adaptar a um modelo de negócio mais ágil sem sucumbir à pressão. 

Ou seja, além de enfrentar uma série de obstáculos para se construir um negócio que faça sentido, o maior desafio interno das Scaleups é superar o ar de “heroísmo” associados às Startups que passam para a fase dois – “uma empresa que venceu as adversidades do mundo dos negócios” – para encarar um modelo mais metódico, e menos romântico, de crescimento. 

A incapacidade de adotar processos coletivos e sistemáticos para substituir o heroísmo individual – por exemplo, continuando a entregar projetos únicos, repletos de identidade, quando seus clientes imploram por soluções padronizadas e repetíveis – causa um estresse incalculável em todos, impactando clientes, parceiros, executivos e, claro, a equipe.

É abalar profundamente uma estrutura que já não era muito segura.

Em resposta à pressão e à necessidade de adaptar colaboradores a esse novo ritmo, muitos adotam uma abordagem perigosa que equipara quantidade de esforço e trabalho a sucesso. Em outras palavras, “quanto mais você trabalhar, mais sucesso teremos”. 

Já os executivos, fundadores e membros do conselho normalmente têm dificuldade em se desligar do trabalho, acostumando-se a viver sob constante pressão – o que, invariavelmente, faz com que ela seja espalhada por outras áreas da vida.

Seria irrealista, porém, dizer que é possível empreender sem pressão, ou que é possível mudar esse cenário com algumas modificações simples. Muito mais do que uma questão de modelo de negócios, é uma questão cultural e psicológica.

Não é, portanto, que as Scaleups sejam o berço de um fenômeno com graves consequências para nosso bem-estar. Mas elas são ambientes que costumam potencializá-los – e não podemos ignorar isso.

Burnout não é sinônimo de sucesso

Pesquisadores da USP definem psicodinâmica do trabalho como “uma área do conhecimento que se desenvolve há cerca de 40 anos, expandindo os discursos anteriores da psicopatologia e colocando-os sob uma perspectiva de emancipação. Através de estudos nessa área, comprovou-se que o trabalho nunca é neutro: ou ele leva o indivíduo a um processo de alienação ou a processos emancipadores, onde se pode crescer mais como profissional e como sujeito dentro de um determinado coletivo”.

Quando falamos de burnout, essa linha é especialmente tênue. 

Isso porque o trabalho parece ter evoluído de uma necessidade para um meio de identidade, criando-se uma cobrança para serem “bem-sucedidas” que vai muito além de aspectos meramente econômicos.

Mas, afinal, como definir, exatamente, o sucesso? Estamos nos concentrando demais na evidência material de sucesso e não na maneira como nos sentimos quando fazemos algo e nos sentimos bem-sucedidos?

Faça um teste. O que vem à sua cabeça quando você ouve ou lê a palavra SUCESSO? E o que vem à sua cabeça quando você ouve ou lê a palavra FELICIDADE?

Embora níveis mais baixos de renda possam impactar os níveis de felicidade, os níveis mais altos de renda não estão necessariamente associados a pessoas mais felizes. 

Felicidade é um conceito complexo que é influenciado por muitas variáveis. O World Happiness Report (2019) analisou o PIB per capita, a expectativa de vida, o apoio social, a liberdade de escolha, a generosidade e as percepções de corrupção e ponderou essas variáveis em relação aos níveis de felicidade de cada país.

Enquanto os Estados Unidos, China e Japão são os três principais PIBs do mundo, isso não equivale necessariamente ao quociente de felicidade da população. De fato, nenhum deles está no Top 10 e os Estados Unidos mal entram no Top 20 (#19), com a China (#93) e o Japão (#58) ficando lá embaixo quando o assunto é felicidade.

Pudera: o modelo chinês 9-9-6 (trabalho de 9h da manhã às 9h da noite, 6 dias por semana) é desumano. Nesta matéria do El País, a jornalista Macarena Vidal Liy pinta um cenário que parece saído direto de uma distopia. 

Por exemplo, como relata um dos entrevistados para o artigo:

“Eu tinha de ficar sempre no escritório trabalhando até tarde e, é claro, sem pagamento extra. Nos fins de semana o chefe podia ligar para você, se houvesse alguma emergência, e você tinha de ir. Se você ia embora cedo, mesmo que não tivesse nada para fazer, isso era mal visto: achavam que você não estava trabalhando duro o suficiente”

Soa familiar? Pois é. O Vale do Silício andou recebendo as mesmas críticas.

Isso ocorre porque ainda alimentamos a ilusão de que felicidade é sinônimo de sucesso e sucesso é sinônimo de bens e luxo. E o burnout reflete essa busca insaciável pela felicidade através do sucesso e pelo sucesso através do trabalho incessante.

Eu acredito que haja, sim, relação entre trabalho, sucesso e felicidade. Mas não nestes termos.

Você não é mais bem-sucedido porque vive cansado. O seu burnout não é indicativo de que você “seu deu bem na vida”. É impossível sermos felizes estando esgotados e não tendo tempo sequer para parar e refletirmos a respeito de nossa felicidade. Esse é um mito propagado por modelos de negócios que se beneficiam da vulnerabilidade  social, psicológica e econômica dos trabalhadores. 

Força de vontade e ambição não devem se manifestar como 12, 14, 16, 20 horas de trabalho diárias. Força de vontade e ambição devem se manifestar como DESEJO e VOCAÇÃO; como AMOR pelo que se faz e consciência de que você faz o que faz porque você tem um PROPÓSITO. Porque tem algo muito maior que move você – e não porque você se sente cobrado – pelo seu chefe ou pela sociedade ou até mesmo por você mesmo –  a “ter sucesso”.

Aí sim, quando fazemos algo com propósito, e nos realizamos através desse propósito, podemos associar sucesso a felicidade. 

Como evitar o burnout? 10 dicas práticas

  1. Faça meditação
  2. Faça terapia
  3. Procure um psicólogo
  4. Alimente-se de forma balanceada
  5. Esteja presente
  6. Pratique exercícios físicos
  7. Faça pausas de descompressão
  8. Respire
  9. Durma pelo menos 7h por dia
  10. Faça exercícios de inteligência emocional

CONCLUSÃO

Se você se sentir esgotado – passando, tendo passado ou à beira de um burnout – eu sugiro que você olhe para o seu trabalho – e para a sua carreira – como se você estivesse a 10.000 metros de altura de si mesmo.

Seu caminho atual te satisfaz? Você sente que trabalha muito mais do que deveria? Você sente que tem condições de buscar uma alternativa melhor? Quando foi a última vez que você se sentiu realizado no trabalho? Você se sente em paz quando deixa o trabalho? Você consegue estabelecer limites entre o trabalho e a vida pessoal?

Não é fácil implementar as mudanças necessárias para evitar a proliferação de crenças e modelos de trabalho nocivos, mas um bom primeiro passo e termos consciência de quais limites precisamos impor. 

O nível de burnout em Scaleups não pode ser encarado como “ossos do ofício”. Abrir mão da saúde mental não deve ser encarado como um “sacrifício”. 

Que a felicidade seja sempre nosso maior indicativo de sucesso. Só assim poderemos, de fato, usar nosso trabalho a favor de um mundo melhor 🙂

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